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Natural de Brasiléia, Valmir Ribeiro encerra trajetória histórica no TCE-AC após mais de 36 anos dedicados ao serviço público

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Histórico conselheiro do TCE-AC, Valmir Gomes Ribeiro – Foto: Reprodução/ TCE-AC

Valmir Gomes Ribeiro construiu uma trajetória marcada pelo compromisso com o serviço público, pela dedicação ao desenvolvimento do Estado do Acre e por uma atuação destacada nas áreas institucional, política, acadêmica e produtiva.

Natural de Brasiléia (AC), nasceu em 8 de fevereiro de 1951, em uma família tradicional e de grande relevância no Estado. É casado com a Dra. Dilza Ambros Ribeiro, pai do Dr. Eduardo Ambros Ribeiro e do Dr. Fernando Ambros Ribeiro, e avô de Maria Eduarda, Lucas e Davi, mantendo sólidos vínculos familiares que sempre caminharam ao lado de sua vida pública.

Sua formação acadêmica inclui o curso superior em Administração de Empresas e Administração Pública, realizado em Brasília (DF), além do Curso de Altos Estudos de Política e Estratégia (CAEPE), da Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio de Janeiro. Recebeu ainda o título de Doutor Honoris Causa pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas. Ao longo de sua carreira, acumulou diversas condecorações civis e militares, reconhecimento de sua contribuição ao país e à sociedade acreana.

Antes de ingressar definitivamente na vida pública estadual, atuou no Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), em Brasília, experiência que ampliou sua visão administrativa e institucional. Seu profundo conhecimento dos desafios e potencialidades do Acre o conduziu à carreira política, sendo eleito por duas vezes Deputado Estadual, no período de 1983 a 1990. Nesse intervalo, exerceu funções de destaque, como vice-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Acre e segundo secretário da Assembleia Estadual Constituinte de 1989.

Em 1985, integrou o Colégio Eleitoral responsável pela última eleição presidencial indireta do país, realizada sob a égide da Constituição Federal de 1967. Como delegado da Assembleia Legislativa do Acre, participou desse momento histórico, compondo a delegação estadual formada por oito parlamentares, em um modelo que buscava equilíbrio entre as regiões brasileiras.

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Em 27 de setembro de 1989, foi nomeado e empossado Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC), instituição à qual dedicou mais de 36 anos de sua vida profissional. Ao longo desse período, exerceu, por diversas vezes, os cargos de presidente, vice-presidente, corregedor e presidente da 2ª Câmara do Tribunal, contribuindo decisivamente para o fortalecimento institucional da Corte de Contas acreana.

Entre suas marcas administrativas, destacam-se a presidência da implantação do Plano Diretor de Informática (PDI), em 1995, iniciativa que impulsionou a modernização tecnológica do Tribunal, e a criação do Memorial Histórico do TCE-AC, formalizada pela Resolução nº 92/2014, assegurando a preservação da memória institucional. Em reconhecimento aos relevantes serviços prestados, recebeu, em 2000, a Comenda Colar da Corte de Contas do Estado do Acre, uma das mais altas honrarias da instituição.

Paralelamente à vida pública, Valmir Gomes Ribeiro construiu uma sólida atuação no agronegócio. Desde 1985, dedica-se à pecuária, iniciando com gado de corte no município de Brasiléia e, a partir de 1989, investindo na criação e seleção de gado zebuíno de elite, especialmente da raça Nelore Puro de Origem (PO). Tornou-se reconhecido como um dos principais criadores do Estado, expandindo posteriormente seu plantel para as raças Nelore Pintado, Sindi e Brahman, sempre com foco em genética, qualidade e inovação.

Sua propriedade, a Fazenda Estância Terra, localizada na Estrada Transacreana, em Rio Branco, consolidou-se como referência na pecuária acreana, acumulando, há mais de 15 anos, premiações em exposições agropecuárias e alcançando posição de destaque nacional. A filosofia que norteia seu trabalho é sintetizada em uma convicção frequentemente expressa por ele: o sucesso de um criatório está na escolha criteriosa da base genética do plantel e no planejamento de longo prazo.

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Além da pecuária, Valmir Gomes Ribeiro também se dedica à preservação ambiental e à pesquisa científica por meio do Projeto Tamazon – Tartarugas da Amazônia, iniciativa educativa voltada ao manejo sustentável de quelônios amazônicos. O projeto resultou na publicação do livro Aquicultura – A Tartaruga-da-Amazônia, contribuindo para o conhecimento técnico e ambiental sobre a espécie.

Sessão Solene de Despedida

Como marco final de sua trajetória funcional no Tribunal de Contas do Estado do Acre, será realizada, na quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, às 9h, no Plenário da instituição, a Sessão Solene de Despedida do conselheiro Valmir Gomes Ribeiro, por ocasião de sua aposentadoria.

A solenidade será presidida pela presidente do Tribunal, conselheira Dulcinéa Benício de Araújo Barbosa, e reunirá autoridades, membros, servidores, familiares e convidados para celebrar e reconhecer publicamente uma carreira marcada pelo compromisso com a fiscalização dos recursos públicos, pela defesa da legalidade e pelo fortalecimento institucional do TCE-AC.

A Sessão Solene simboliza o encerramento de um ciclo profissional construído com dedicação, ética e espírito público, prestando justa homenagem a um conselheiro que deixou contribuição duradoura à história da Corte de Contas acreana.

Sua trajetória permanece como referência de liderança, visão estratégica, amor pelo Acre e compromisso com o desenvolvimento sustentável, consolidando um legado que ultrapassa os limites institucionais e se projeta na vida pública e produtiva do Estado.

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Veja o vídeo: Segundo Léo Rosas, Polícia Federal apreende cerca de meio milhão de reais na casa do governador Gladson Cameli

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Operação na casa de Gladson Cameli reacende suspeitas e expõe crise de credibilidade no governo.

Uma nova ação da Polícia Federal na residência do governador do Acre voltou a colocar a gestão estadual sob forte desgaste público. Segundo comentários do jornalista Léo Rosas, esta já seria a segunda vez que o chefe do Executivo recebe agentes federais, fato que, por si só, escancara o nível de turbulência política que paira sobre o Palácio Rio Branco.

De acordo com o jornalista, a diligência não estaria ligada à Operação Pitoleu, mas sim a supostas irregularidades envolvendo o brevê de piloto do governador. A informação é de que Gladson Cameli não teria cumprido todas as etapas exigidas para obter autorização para pilotar aeronaves, o que teria motivado visitas da PF também ao Parque Ipê e à casa de um empresário ligado ao caso (nome não divulgado).

Segundo o jornalista Léo Rosas, a operação da Polícia Federal na residência do governador Gladson Cameli teria resultado na apreensão de milhões de reais em dinheiro vivo. A informação amplia ainda mais a gravidade do caso e levanta questionamentos diretos sobre a origem desses valores. Para a população acreana, fica a pergunta inevitável: como um governador mantém milhões em espécie dentro de casa enquanto serviços básicos seguem precários em todo o estado?

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O episódio aprofunda a crise de credibilidade do governo Gladson Cameli e reforça a cobrança por investigações rápidas, transparentes e sem privilégios. Em meio a denúncias o Acre assiste, mais uma vez, ao seu principal líder político ocupar o noticiário policial, um constrangimento institucional que mancha a imagem do estado e aumenta a revolta popular.

Segundo o jornalista Léo Rosas, nos bastidores já se comenta a existência de uma suposta força-tarefa para levantar milhões de reais, com o objetivo de tentar influenciar decisões no Superior Tribunal de Justiça. Embora ainda não haja confirmação oficial, o relato aprofunda o clima de desconfiança em torno do governador Gladson Cameli e aumenta a pressão para que o processo avance com urgência. Para a sociedade acreana, o silêncio e a demora só alimentam suspeitas e colocam em xeque a credibilidade das instituições.

Mais do que um episódio isolado, o caso expõe um problema maior: a perda de credibilidade de um governo que deveria estar focado em resolver os graves desafios do Acre, como saúde precária, infraestrutura deficitária e insegurança. Em vez disso, o estado assiste a seu governador protagonizar mais um capítulo de controvérsias, suspeitas e constrangimento público.

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Enquanto isso, a população segue esperando respostas claras, investigações céleres e, principalmente, respeito ao dinheiro público e às instituições. O Acre precisa de estabilidade e seriedade, não de manchetes policiais envolvendo quem deveria dar exemplo.

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