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“Este caos se chama Tião Bocalom”: André Kamai convoca RBTrans e denuncia escolha política pelo colapso no transporte de Rio Branco

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O sistema de transporte público da capital acreana caminha a passos largos para um colapso iminente, desenhado não por fatalidade, mas por uma deliberada escolha da gestão municipal. A denúncia contundente foi feita pelo vereador André Kamai, que expôs a gravidade da crise envolvendo a Ricco Transportes e o sucateamento do setor. Diante de um cenário catastrófico, o parlamentar protocolou oficialmente um requerimento na Câmara Municipal para convocar o superintendente da RBTrans, exigindo explicações imediatas sobre o que chamou de “novela” que se arrasta há cinco anos sem que a licitação definitiva saia do papel.

“Pela primeira vez a gente está vendo uma empresa anunciar greve… Vai fazer um protesto na frente da prefeitura porque acusa a prefeitura de lhe dar um calote de 30 milhões de reais”, disparou Kamai, evidenciando o ineditismo do racha entre o Executivo e a concessionária.

A angulação crítica do parlamentar aponta diretamente para o prefeito como o arquiteto da crise atual. Kamai relembrou as promessas de campanha de “abrir a caixa preta” do sistema para combater a corrupção, ironizando o desfecho da narrativa. “O que eu estou vendo é que o prefeito passou 4 anos construindo uma caixa, pintou de azul, pulou dentro e estabeleceu o pior momento da história do transporte coletivo”, ironizou o parlamentar. Para ele, a falta de um processo licitatório regular e a insistência na abertura de novos editais para contratos emergenciais são decisões políticas que transformaram o direito de ir e vir da população em um mero palanque eleitoral.

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As consequências dessa paralisia administrativa ganham contornos desumanos nas ruas. Enquanto a prefeitura e o cidadão já desembolsaram cifras estimadas entre R$ 200 milhões e R$ R$ 250 milhões, o serviço permanece precário e perigoso. “O usuário do transporte em Rio Branco hoje corre risco de vida ao embarcar em veículos que sofrem com eixos arrancados e princípios de incêndio”, lembrou Kamai.

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Vereador Cleuson vai denunciar ao Ministério Público projeto do prefeito Graia que cria auxílios superiores a R$ 2 mil para secretários em Acrelândia

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Projeto aprovado pela Câmara gera revolta e levanta questionamentos sobre prioridades da gestão municipal.

O vereador Cleuson de Oliveira (PP) anunciou que irá denunciar ao Ministério Público um projeto encaminhado pelo prefeito Eraides Caetano de Souza, conhecido como Graia (União Brasil), de Acrelândia, que prevê a concessão de auxílio-saúde de R$ 1 mil e auxílio-alimentação de R$ 1.100 destinados aos secretários municipais. A proposta, aprovada pela maioria dos vereadores, provocou forte repercussão e críticas sobre a condução administrativa do município.

Segundo o parlamentar, a medida beneficia apenas os secretários municipais, considerados os principais aliados políticos e administrativos do prefeito, enquanto a população enfrenta dificuldades no acesso aos serviços básicos. Cleuson classificou a aprovação como uma das maiores vergonhas da história recente do município.

De acordo com o vereador, a situação da saúde pública em Acrelândia é preocupante. Ele afirma que as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) enfrentam falta de medicamentos essenciais, incluindo dipirona, medicamento básico utilizado diariamente pela população.

Cleuson também criticou a postura da maioria dos vereadores que votaram favoravelmente ao projeto. Apenas dois parlamentares, os vereadores Cleuson e Rozeno Melo (Republicano), votaram contra a proposta. Para ele, a decisão demonstra um distanciamento da realidade vivida pelos moradores da cidade.

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O parlamentar questiona a prioridade adotada pela gestão do prefeito Graia. Enquanto a população reclama da precariedade dos serviços públicos, a administração municipal, segundo ele, destina recursos para ampliar benefícios aos integrantes do primeiro escalão do governo.

A decisão deve intensificar o embate político em Acrelândia nos próximos dias. A denúncia prometida ao Ministério Público deverá pedir a investigação sobre a legalidade, a moralidade administrativa e o impacto financeiro da criação dos auxílios. O caso reacende o debate sobre a responsabilidade dos gestores públicos e a necessidade de priorizar investimentos em áreas essenciais, como saúde, infraestrutura e atendimento à população.

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