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Projeto LEGAL articula com o reitor da Ufac nova agenda de pesquisa e desenvolvimento sustentável para o Acre

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Encontro fortaleceu a parceria institucional e debateu caminhos para integrar ciência, inovação, cooperativismo e políticas públicas às demandas dos territórios acreanos

Integrantes do Projeto LEGAL se reuniram, nesta segunda-feira, 28 de setembro, com o novo reitor da Universidade Federal do Acre (Ufac), professor Josimar Batista, na Reitoria da instituição. O encontro apresentou as ações desenvolvidas pelo projeto e discutiu uma nova agenda de pesquisa voltada aos desafios e às potencialidades econômicas, sociais e ambientais do Acre.

Participaram da reunião a coordenadora do LEGAL no Acre, professora doutora Luci Teston; o professor doutorando Francisco Nepomuceno; o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) Ronald Polanco; o superintendente do Sistema OCB no Acre, Rodrigo Forneck; o servidor do TCE-AC Irailton Lima; os pesquisadores Djair Ramalho Frade e Maria de Fátima Bandeira, da Ufac; e o professor doutor da Ufac Daniel Zen.

Ciência mais próxima dos territórios

Luci Teston destacou que um dos principais objetivos desta nova etapa é aproximar ainda mais o conhecimento produzido na Universidade das demandas da sociedade e dos territórios acreanos.

“Buscamos produzir conhecimento científico sobre os desafios políticos, econômicos, sociais e ambientais do Acre e transformá-lo em contribuição efetiva para a sociedade e para a formulação, implementação e avaliação de políticas públicas. Queremos avançar em uma agenda que aproxime cada vez mais a Universidade dos territórios e de suas demandas, especialmente nas áreas do desenvolvimento sustentável, da sociobioeconomia e do fortalecimento do cooperativismo”, afirmou.

Segundo a coordenadora, a Universidade pode exercer papel estratégico na articulação entre ciência, poder público, comunidades, cooperativas e outras instituições, contribuindo para a construção de alternativas de desenvolvimento adequadas à realidade amazônica.

Conhecimento aplicado ao desenvolvimento do Acre

O conselheiro Ronald Polanco ressaltou a trajetória do LEGAL na produção de conhecimento e defendeu o fortalecimento da pesquisa aplicada às novas dinâmicas econômicas do Estado.

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“O Projeto LEGAL tem sido um produtor de conhecimento relevante para o Acre, na pesquisa, na promoção de encontros e na interação com a sociedade civil. Inicialmente tratando do desempenho das instituições democráticas e, mais recentemente, estudando o novo cooperativismo agroextrativista”, destacou.

Para Polanco, o conhecimento científico pode contribuir diretamente para agregar valor à produção acreana, fortalecer cadeias produtivas e conectar instituições de pesquisa, comunidades, cooperativas e empresas.

“O Alto Acre, com as indústrias de proteína animal, e o Juruá, agora com o café, são bases importantes onde o conhecimento científico aplicado pode fazer a diferença. Eu acredito nesse modelo de ação que busca juntar todo mundo na missão de construir soluções para os problemas da região”, afirmou.

O conselheiro também citou experiências internacionais, como o INCAE e o CATIE, instituições de pós-graduação e pesquisa mais prestigiadas da América Latina, sediadas na Costa Rica, como referências de integração entre ciência, inovação e desenvolvimento, e destacou o potencial da Ufac para ampliar sua relevância a partir da produção de conhecimento especializado sobre a Amazônia.

Ufac reforça parceria com o LEGAL

Josimar Batista afirmou que já conhecia as ações desenvolvidas pelo Projeto LEGAL e reconheceu a importância da iniciativa para aproximar a produção científica das questões concretas do Estado.

“Já conhecia o trabalho desenvolvido pelo Projeto LEGAL e reconheço sua importância, especialmente pela capacidade de aproximar a pesquisa e a Universidade das questões concretas do Acre. A Ufac está aberta a construir parcerias e apoiar iniciativas que contribuam para o desenvolvimento do Estado e estejam alinhadas às diretrizes da Universidade”, afirmou o reitor.

Para o superintendente do Sistema OCB no Acre, Rodrigo Forneck, a transformação do cooperativismo acreano exige cada vez mais evidências, planejamento, inovação e conhecimento científico. “Consolidar essa nova etapa exige investir na formação de profissionais que compreendam suas especificidades e fortaleçam o cooperativismo como estratégia de desenvolvimento econômico e sustentável para o Acre”.

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Durante o encontro, foram apresentadas ainda diretrizes para orientar a elaboração de novos projetos e a captação de recursos. Entre elas estão a inserção na dinâmica econômica e social do Acre; o reconhecimento do cooperativismo como estratégico para a produção familiar; o fortalecimento das unidades de conservação e dos serviços ecossistêmicos; o estímulo à inovação e às tecnologias sociais; a agregação de valor às atividades econômicas; e o fortalecimento das instituições democráticas.

Pesquisa que chega à sociedade

O LEGAL integra uma rede de pesquisadores de universidades da Amazônia Legal e de instituições nacionais e internacionais. No Acre, desde 2024, a iniciativa vem desenvolvendo pesquisas, formação acadêmica, bancos públicos de dados e ações de aproximação com comunidades, cooperativas, instituições públicas e organizações da sociedade civil.

Entre os resultados estão artigos, boletins, bases de dados, atividades científicas, o livro Política no Acre: uma análise multidimensional e o documentário A Ciência da Floresta: o caso da Resex Chico Mendes, no Acre.

Nos últimos anos, o projeto ampliou especialmente sua atuação nas áreas do cooperativismo e do desenvolvimento sustentável, promovendo pesquisas e ações em diferentes regiões do Acre. Entre as iniciativas está o Seminário Alto Acre, que reuniu dezenas de instituições e resultou na Carta do Alto Acre, com propostas para o fortalecimento do cooperativismo agroextrativista e do desenvolvimento sustentável.

A reunião com o reitor reforçou a perspectiva de uma nova etapa do LEGAL: produzir conhecimento científico conectado à realidade amazônica e transformá-lo em soluções capazes de contribuir para o desenvolvimento sustentável do Acre.

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Virgílio Viana denuncia R$ 126 milhões em emendas suspeitas de Márcio Bittar e cobra mais transparência no uso do dinheiro público

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Para o candidato a deputado federal pelo Acre, a sociedade deve ter mais participação e acesso às informações sobre a execução dos recursos públicos.

O candidato a deputado federal pelo Acre, Virgílio Viana, defende, em suas redes sociais, o uso transparente e responsável do dinheiro público. Em uma postagem divulgada neste domingo, 27/09, o candidato pelo PV afirmou que o Acre do futuro precisa de uma política diferente e com respeito aos recursos.

Viana citou, entre os exemplos, o caso da Santa Casa de Rio Branco, que enfrenta débitos fiscais, trabalhistas e judiciais e está impedida de receber verbas em razão de irregularidades em repasses relacionados a emendas indicadas pelo senador Márcio Bittar. O montante suspeito chega a cerca de 126 milhões de reais.

Para Virgílio, não basta discutir a corrupção apenas depois que os recursos já foram desviados. Segundo ele, é necessário criar mecanismos que permitam à sociedade acompanhar desde a definição das prioridades até a execução dos recursos. A corrupção não rouba só nosso dinheiro, rouba nosso futuro, afirmou o candidato.

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Como mecanismo de combate à corrupção, Viana defende a chamada Emenda Participativa, plataforma digital pela qual a população poderá participar da escolha do destino de parte das emendas parlamentares, ajudando a definir prioridades.

A iniciativa complementa instrumentos já previstos nas regras estaduais. No caso das transferências especiais, os beneficiários devem apresentar planos de trabalho, e o governo mantém sistema com informações sobre repasses, execução financeira e prestação de contas.

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