Cultura
Liquajac adia última noite da 1ª etapa do Circuito Junino e transfere programação para o Quadrilhódromo
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Liquajac anuncia nova data para última noite da primeira etapa do Circuito Junino – Foto: Assessoria
A Liga de Quadrilhas Juninas do Acre (Liquajac) anunciou uma nova data para a realização da última noite da primeira etapa do 18º Circuito Junino de Rio Branco. A programação, que ocorreria neste domingo (14), na Praça da Revolução, foi adiada em respeito ao falecimento do produtor cultural Geesse Freitas, conhecido no movimento junino acreano como Branco.
Com a alteração, as apresentações serão realizadas na próxima quinta-feira, 18 de junho, já no Quadrilhódromo, local que também sediará a segunda etapa da competição nos dias 19, 20 e 21 de junho. A mudança unifica a reta final do Circuito Junino em um único espaço, reunindo público, quadrilhas e organizadores para os momentos decisivos da edição de 2026.
A programação da noite contará com uma apresentação especial da Junina 60+ do Sesc, formada por integrantes da terceira idade, além das apresentações competitivas da Escova Elétrica e da Junina Pega-Pega, duas das mais tradicionais agremiações filiadas à Liquajac.
Junina 60+ leva experiência e valorização da cultura popular
Abrindo a programação da noite, a Junina 60+ do Sesc retorna ao Circuito Junino como atração especial. O grupo é formado por idosos que encontraram na dança junina uma forma de preservar tradições, fortalecer vínculos sociais e promover qualidade de vida.
A participação da quadrilha já se tornou um dos momentos mais aguardados pelo público, reunindo familiares, admiradores e frequentadores do evento. Mais do que uma apresentação cultural, o grupo representa a permanência das tradições juninas através das gerações, demonstrando que o São João não possui idade para ser vivido.
Escova Elétrica aposta nas raízes do São João brasileiro
A segunda apresentação da noite ficará por conta da Escova Elétrica, quadrilha fundada em 1999 no bairro Vila Acre e considerada uma das principais referências do movimento junino acreano. Ao longo de 27 anos de história, o grupo acumulou títulos estaduais, representou o Acre em eventos nacionais e consolidou uma forte atuação cultural e social junto às comunidades de Rio Branco.
Neste ano, a quadrilha apresenta o espetáculo “Tem Fogueira, Tem Balão”, uma homenagem aos elementos mais tradicionais das festas juninas brasileiras. A proposta artística busca resgatar a essência dos antigos arraiais, valorizando símbolos que atravessam gerações, como a fogueira, os balões coloridos e os santos juninos.
A narrativa é conduzida pela história de Zé Ximbica, filho de um seringueiro apaixonado por suas raízes, que enfrenta desafios para conquistar o amor da filha do Coronel Indecêncio. A trama se desenrola durante a realização de um torneio de balões juninos, onde tradição, romance, fé e cultura popular se entrelaçam em um espetáculo carregado de simbolismo.
O grupo também aposta em uma forte construção visual. As coreografias foram desenvolvidas para representar o movimento dos balões pelos céus juninos e as tradicionais bandeirinhas espalhadas pelos arraiais. Já os figurinos utilizam cores vibrantes, brilhos e elementos inspirados nas noites de São João para reforçar a identidade cultural da apresentação.
A expectativa da Escova Elétrica é conquistar uma boa pontuação nesta primeira fase e chegar fortalecida para as apresentações decisivas da próxima semana.
Pega-Pega celebra 30 anos de história com espetáculo sobre ciclos e recomeços
Encerrando a programação da noite, a Junina Pega-Pega sobe ao tablado carregando o peso de uma trajetória que a transformou em uma das maiores referências da cultura junina acreana.
Fundada em 1º de maio de 1996, no bairro Conquista, a quadrilha nasceu como uma ação cultural comunitária dentro da Escola Álvaro Vieira da Rocha. Trinta anos depois, tornou-se a quadrilha junina mais antiga em atividade no Acre, reconhecida como Ponto de Cultura pelo Ministério da Cultura e também como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado.
Ao longo de sua trajetória, a Pega-Pega acumulou importantes conquistas, incluindo sete títulos estaduais, três títulos do Circuito Municipal de Rio Branco e participações em concursos nacionais de quadrilhas juninas, levando o nome do Acre para diferentes regiões do país.
Para celebrar as três décadas de história, o grupo apresenta o espetáculo “Ao Redor do Sol”, uma narrativa que utiliza os ciclos da vida como eixo central. A proposta compara a trajetória humana ao movimento do girassol, que acompanha a luz do sol mesmo após períodos de escuridão, simbolizando esperança, renovação e resistência.
O espetáculo também carrega uma homenagem especial à animadora Nathy Lima, considerada uma das figuras mais importantes da história recente da quadrilha. Sua memória é incorporada à narrativa como símbolo da paixão pelo movimento junino e do legado deixado para as novas gerações de brincantes.
No casamento junino, o público acompanhará a história de Aurora e Chico Girassol, personagens que enfrentam conflitos familiares, preconceitos e segredos para viver uma história de amor iluminada pela esperança e pelos valores tradicionais das festas de São João.
A produção também aposta em um forte impacto visual. As coreografias utilizam fitas amarelas para representar os raios solares e grandes formações geométricas inspiradas no astro-rei. Já os figurinos exploram tons dourados, bronze e amarelo, criando uma estética que remete ao nascer do sol e ao florescimento dos girassóis.
Caminho aberto para a fase decisiva
Com o encerramento das apresentações na Praça da Revolução, o Circuito Junino entra em sua fase mais aguardada. As quadrilhas filiadas à Liquajac voltarão à arena nos dias 19, 20 e 21 de junho, desta vez no Quadrilhódromo, onde ocorrerá a etapa final da competição.
Será nesse momento que os grupos disputarão os últimos pontos em busca do título mais importante do movimento junino acreano. Após a conclusão das apresentações, haverá a apuração das notas que definirão a classificação geral e apontarão a grande campeã do 18º Circuito Junino de Rio Branco.
Até lá, a expectativa é de que milhares de pessoas continuem acompanhando a programação, consolidando mais uma edição de um evento que se tornou patrimônio cultural da capital acreana e vitrine para o talento dos quadrilheiros do estado.

Cultura
9º Festival da Farinha movimenta mais de R$ 13 milhões e fortalece economia de Cruzeiro do Sul

O 9º Festival da Farinha, que ocorreu de 26 a 29 de agosto, movimentou R$ 13,6 milhões, consolidando o evento como um dos principais momentos de geração de negócios e movimentação da economia de Cruzeiro do Sul. O resultado foi anunciado pelo prefeito Zequinha Lima durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 3.
O levantamento reúne a movimentação financeira registrada pelos diferentes segmentos do empreendedorismo e da agricultura, que comercializaram produtos e serviços durante o Festival. Entre eles estão restaurantes, bebidas, trailers, doces, sorvetes, carne na chapa, espetinhos, artesanato, plantas, vendedores ambulantes, tendas, espaço do café, parque de diversão, venda de brinquedos, quiosques fixos e derivados da mandioca e demais produtos da agricultura familiar.
Para a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, o resultado demonstra a dimensão econômica que o Festival da Farinha alcançou, ao reunir empreendedores de diferentes áreas e criar um ambiente de grande circulação de consumidores. O movimento gerado durante os dias de evento beneficia diretamente os comerciantes e também movimenta uma cadeia formada por fornecedores, trabalhadores e prestadores de serviços.
Durante a coletiva, Zequinha Lima destacou o resultado como reflexo da dimensão que o Festival alcançou e da oportunidade criada para quem trabalha e empreende no município.
“O Festival da Farinha é uma realização da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, em parceria com o Sebrae e com a Associação Comercial. No ano passado, tivemos um faturamento de mais R$ 2 milhões e saltamos este ano para cerca de R$ 13,6 milhões, um aumento de mais de 400%. Isso significa que estamos no caminho certo, com os negócios fluindo, crescendo e aumentando. O Festival da Farinha é uma grande vitrine para as empresas mostrarem seus produtos e serviços. Toda essa movimentação gera recursos para a cidade, porque o dinheiro circula no comércio local” , destacou o prefeito.
O diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos, destacou a parceria com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e avaliou que o crescimento na movimentação financeira consolida o Festival da Farinha também como uma grande feira de negócios.
“O Festival da Farinha já é um patrimônio cultural de Cruzeiro do Sul e de toda a região. O Sebrae, junto com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, vem unindo esforços e investindo para que o festival se torne cada vez mais não apenas uma atração cultural, mas também uma grande feira de negócios. Os resultados mostram isso”, falou .
Empreendedores comemoram resultados
O impacto do Festival pode ser observado também nos resultados individuais alcançados por empreendedores que participaram da programação.
Cleiciane Pinheiro Gomes, conhecida como Ana, proprietária do Espetinho da Ana, registrou faturamento de R$ 27.038,01 nos quatro dias de evento. O resultado superou os cerca de R$ 24 mil alcançados por ela no ano passado.
O espetinho foi o principal produto comercializado, mas o cardápio também contou com caldo, galinha picante, água, refrigerantes e sucos naturais. Para atender à demanda, a empreendedora levou média de 700 espetinhos por noite e chegou a preparar 930 unidades na noite de encerramento. Para a empreendedora, o Festival representa muito mais do que uma oportunidade de venda: é um espaço que permite aos pequenos negócios trabalharem, conquistarem clientes e alimentarem novos projetos.
“Agora com esse dinheiro vou abrir meu ponto fixo lá na Cohab. É muito importante esse trabalho que a Prefeitura faz. A gente precisa trabalhar e vê nesses eventos uma oportunidade de colocar o alimento na nossa mesa, de sonhar ainda mais alto e de construir um lugar próprio para trabalhar”, afirmou Ana.
Outro destaque foi Melissa Sampaio, que levou ao Festival o Morango Cravejado, novidade que teve grande procura entre os visitantes, além de outros doces e teve uma movimentação de aproximadamente R$ 30 mil. Os morangos foram comercializados por valores entre R$ 15 e R$ 27, além de valores diversos dos outros produtos.
Considerando as vendas realizadas no estande e os negócios gerados a partir da participação no Festival, como encomendas de bolos, festas e eventos e novos contatos comerciais, Melissa estima uma movimentação de aproximadamente R$ 30 mil.Segundo a empreendedora, o resultado não se limita às vendas realizadas durante os quatro dias. A exposição proporcionada pelo Festival também permitiu ampliar a divulgação da marca, conquistar clientes e gerar oportunidades que podem continuar depois do encerramento do evento.
“Um evento desse porte não representa apenas o faturamento daqueles dias. Ele dá visibilidade às nossas marcas, aproxima o empreendedor do público, abre portas e gera negócios que continuam acontecendo mesmo depois que o Festival termina. Para nós, empreendedores, uma boa organização faz toda a diferença. O Festival criou um ambiente favorável para apresentarmos nossos produtos, fortalecermos nossas marcas, alcançarmos novos clientes e gerarmos novas oportunidades”, afirmou.
O empresário Anderson Araújo, proprietário da 3D Home, participou pelo segundo ano consecutivo do Festival e também registrou crescimento nas vendas. No ano passado, a empresa alcançou uma média de R$ 2 mil em vendas durante o evento. Nesta edição, a estimativa chegou a aproximadamente R$ 4.500.
A empresa trabalha com fabricação de peças em impressão 3D e levou para o Festival artigos decorativos, bonecos de desenhos animados e super-heróis, mascotes de times, brinquedos sensoriais e souvenirs de Cruzeiro do Sul produzidos exclusivamente pela marca.
Além das vendas, Anderson destacou a conquista de novos contatos, encomendas e oportunidades futuras. Para ele, o retorno de clientes que conheceram a empresa na edição anterior demonstra a importância da continuidade de iniciativas que aproximam os empreendedores do público.
“A visibilidade que tivemos durante o Festival foi muito grande e trouxe resultados muito positivos para a nossa empresa. Além das vendas, conseguimos novos contatos, encomendas e oportunidades de negócios”, afirmou.
O empresário também ressaltou a importância do espaço proporcionado pela Prefeitura para quem busca apresentar e expandir seus negócios.“Para nós, foi uma experiência muito gratificante. Tudo ocorreu da melhor forma possível e só temos motivos para agradecer à organização do Festival, aos visitantes e a todos que prestigiaram o nosso trabalho”, destacou Anderson.
Agricultura
A agricultora Maria Marlucia, da comunidade Belo Jardim, do Pentecoste, foi uma das produtoras que comemoraram os resultados do Festival da Farinha. Durante os dias do evento, ela movimentou cerca de R$ 30 mil com a venda de produtos derivados da mandioca e avaliou a participação como muito positiva.
“Eu sou da comunidade Belo Jardim, na estrada do Pentecoste, e sou produtora rural. O resultado do festival foi muito bom. A gente não esperava vender essa quantidade e eu sou muito grata por mim e por todos os produtores que fizeram uma boa venda. Eu vendi aproximadamente R$ 30 mil. A demanda foi tão grande que eu não consegui produzir o suficiente para atender todos os pedidos. Os produtos acabavam todas as noites”, enfatizou a agricultora .
Mais de 400% de aumento no faturamento
No faturamento geral, o evento saltou de R$ 2.702.221,80 em 2025 para aR$ 13.685.856,74 em 2026 o que representa um aumento expressivo de mais de 406,5%.
Dentro desse montante total, o segmento de empreendedorismo foi o grande protagonista, alcançando um valor total consolidado de R$ 13.338.071,24. Já o setor da agricultura registrou um faturamento consolidado de R$ 163.785,50, distribuído da seguinte forma: Casa de Farinha e derivados R$ 88.900,00, produtos regionais e farinha R$ 61.157,00 e associações e cooperativas R$ 13.728,50.

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