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Cruzeiro do Sul divulga programação do 9º Festival da Farinha com shows de Mari Fernandez e Klessinha

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Cruzeiro do Sul lança programação do 9º Festival da Farinha com atrações nacionais, valorização da produção local e novidades para 2026 – Foto: Assessoria

A Prefeitura de Cruzeiro do Sul lançou, na manhã deste sábado, 18, a programação oficial do 9º Festival da Farinha, durante um café da manhã realizado em um restaurante. O prefeito Zequinha Lima anunciou as principais atrações da maior festa da cultura e da agricultura familiar do Vale do Juruá, que será realizada de 26 a 29 de agosto, no Complexo Esportivo. A edição deste ano contará com os shows nacionais de Mari Fernandez, na abertura, e Klessinha, no encerramento, além de novidades como o Espaço do Café, ampliação da feira de empreendedores e fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca.

Durante o lançamento, o prefeito Zequinha Lima destacou que o Festival da Farinha vai muito além dos shows e da programação cultural. Segundo ele, o principal objetivo é valorizar os agricultores familiares e divulgar para o Brasil a qualidade da farinha produzida em Cruzeiro do Sul.”Somos a Capital Nacional da Farinha e fazemos questão de mostrar isso ao mundo. O festival é uma grande vitrine para os nossos produtores, que apresentam a melhor farinha, a tapioca, o beiju e tantos outros derivados produzidos aqui. Além disso, movimenta hotéis, restaurantes, transporte e fortalece toda a economia local”, ressaltou o prefeito.

Zequinha também anunciou uma das principais novidades da edição de 2026: a criação de um espaço exclusivo para os produtores de café.

“A boa tapioca combina com um bom café, e hoje Cruzeiro do Sul também produz cafés reconhecidos pela qualidade. Por isso, estamos abrindo esse espaço para fortalecer mais uma cadeia produtiva que cresce na nossa região”, acrescentou.

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Secretários, o presidente da Câmara Municipal, vereador Elter Nóbrega, e outras autoridades e parceiros estiveram no evento. O presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), deputado Nicolau Júnior, participou do lançamento da programação e destacou a importância do Festival da Farinha,

“O nosso Festival da Farinha chega à sua 9ª edição e é um prazer muito grande participar desse lançamento. É uma festa que já virou tradição e cresce a cada ano. Quero parabenizar o prefeito Zequinha Lima, que desde o primeiro ano tem apoiado esse evento e contribuído para que ele se fortaleça. É uma festa que as famílias esperam o ano inteiro e que movimenta o nosso Complexo Esportivo, um espaço que ficou muito bonito e que volta a receber esse grande evento. Tenho certeza de que será mais uma grande edição.”

O secretário de Cultura, Flávio Rosas, destacou que o festival continuará valorizando os artistas locais e a cultura regional.

Segundo ele, neste ano foram registradas 69 inscrições no credenciamento artístico, envolvendo cantores, bandas, DJs e grupos de dança que irão compor a programação oficial.

Outra atração será o concurso que escolherá o Rei e a Rainha do Festival da Farinha, com 23 candidatos disputando os títulos, sendo 12 concorrentes ao posto de rei e 11 ao de rainha.

Do Roçado à Inovação

O secretário de Agricultura, Nildson Moura, afirmou que o Festival da Farinha é a maior vitrine da cadeia produtiva da mandioca e representa uma oportunidade para apresentar os avanços tecnológicos do setor.

Durante o evento serão demonstrados diferentes modelos de produção, desde as tradicionais casas de farinha até unidades automatizadas e modernas, permitindo que os produtores conheçam alternativas capazes de aumentar a produtividade e reduzir os custos.

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Mais de 50 produtores estarão diretamente envolvidos nas atividades do festival, além de cooperativas, instituições parceiras e expositores da agricultura familiar.

“O festival mostra a força da nossa principal cadeia produtiva e impulsiona a economia regional. Nossa meta é agregar valor ao trabalho do produtor, incentivar novas tecnologias e fortalecer ainda mais a Rota da Mandioca, que coloca Cruzeiro do Sul como referência nacional”, destacou Nildson Moura.

Um Festival que Gera Negócios

A feira de negócios também será ampliada nesta edição.

“Esse ano serão 150 expositores, 35 a mais que no ano passado, reunindo empreendedores dos segmentos de alimentação, artesanato, bioeconomia, plantas ornamentais e diversos produtos regionais. Entre as novidades está o Espaço do Café, destinado à exposição de soluções, tecnologias e produtos ligados à cafeicultura”, enfatizou Janaína Terças secretária de Desenvolvimento Econômico e Turismo.

Os empreendedores também receberam capacitações em boas práticas de manipulação de alimentos e fabricação, garantindo mais qualidade e segurança aos visitantes.

Estacionamento Criativo

Outra inovação anunciada para esta edição é o Estacionamento Criativo. A partir da próxima semana será aberto o cadastro para moradores interessados em disponibilizar vagas em suas residências durante os dias do festival. Após vistoria realizada pela Secretaria Municipal de Trânsito, os imóveis aprovados receberão identificação oficial, ampliando a oferta de estacionamento para moradores e turistas que participarão do evento.

Programação de shows nacionais

26 de agosto – Mari Fernandez (abertura)

29 de agosto – Klessinha (encerramento)

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9º Festival da Farinha movimenta mais de R$ 13 milhões e fortalece economia de Cruzeiro do Sul

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O 9º Festival da Farinha, que ocorreu de 26 a 29 de agosto, movimentou R$ 13,6 milhões, consolidando o evento como um dos principais momentos de geração de negócios e movimentação da economia de Cruzeiro do Sul. O resultado foi anunciado pelo prefeito Zequinha Lima durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta quinta-feira, 3.

O levantamento reúne a movimentação financeira registrada pelos diferentes segmentos do empreendedorismo e da agricultura, que comercializaram produtos e serviços durante o Festival. Entre eles estão restaurantes, bebidas, trailers, doces, sorvetes, carne na chapa, espetinhos, artesanato, plantas, vendedores ambulantes, tendas, espaço do café, parque de diversão, venda de brinquedos, quiosques fixos e derivados da mandioca e demais produtos da agricultura familiar.

Para a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, o resultado demonstra a dimensão econômica que o Festival da Farinha alcançou, ao reunir empreendedores de diferentes áreas e criar um ambiente de grande circulação de consumidores. O movimento gerado durante os dias de evento beneficia diretamente os comerciantes e também movimenta uma cadeia formada por fornecedores, trabalhadores e prestadores de serviços.

Durante a coletiva, Zequinha Lima destacou o resultado como reflexo da dimensão que o Festival alcançou e da oportunidade criada para quem trabalha e empreende no município.

“O Festival da Farinha é uma realização da Prefeitura de Cruzeiro do Sul, em parceria com o Sebrae e com a Associação Comercial. No ano passado, tivemos um faturamento de mais R$ 2 milhões e saltamos este ano para cerca de R$ 13,6 milhões, um aumento de mais de 400%. Isso significa que estamos no caminho certo, com os negócios fluindo, crescendo e aumentando. O Festival da Farinha é uma grande vitrine para as empresas mostrarem seus produtos e serviços. Toda essa movimentação gera recursos para a cidade, porque o dinheiro circula no comércio local” , destacou o prefeito.

O diretor técnico do Sebrae no Acre, Kleber Campos, destacou a parceria com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul e avaliou que o crescimento na movimentação financeira consolida o Festival da Farinha também como uma grande feira de negócios.

“O Festival da Farinha já é um patrimônio cultural de Cruzeiro do Sul e de toda a região. O Sebrae, junto com a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, vem unindo esforços e investindo para que o festival se torne cada vez mais não apenas uma atração cultural, mas também uma grande feira de negócios. Os resultados mostram isso”, falou .

Empreendedores comemoram resultados

O impacto do Festival pode ser observado também nos resultados individuais alcançados por empreendedores que participaram da programação.

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Cleiciane Pinheiro Gomes, conhecida como Ana, proprietária do Espetinho da Ana, registrou faturamento de R$ 27.038,01 nos quatro dias de evento. O resultado superou os cerca de R$ 24 mil alcançados por ela no ano passado.

O espetinho foi o principal produto comercializado, mas o cardápio também contou com caldo, galinha picante, água, refrigerantes e sucos naturais. Para atender à demanda, a empreendedora levou média de 700 espetinhos por noite e chegou a preparar 930 unidades na noite de encerramento. Para a empreendedora, o Festival representa muito mais do que uma oportunidade de venda: é um espaço que permite aos pequenos negócios trabalharem, conquistarem clientes e alimentarem novos projetos.

“Agora com esse dinheiro vou abrir meu ponto fixo lá na Cohab. É muito importante esse trabalho que a Prefeitura faz. A gente precisa trabalhar e vê nesses eventos uma oportunidade de colocar o alimento na nossa mesa, de sonhar ainda mais alto e de construir um lugar próprio para trabalhar”, afirmou Ana.

Outro destaque foi Melissa Sampaio, que levou ao Festival o Morango Cravejado, novidade que teve grande procura entre os visitantes, além de outros doces e teve uma movimentação de aproximadamente R$ 30 mil. Os morangos foram comercializados por valores entre R$ 15 e R$ 27, além de valores diversos dos outros produtos.

Considerando as vendas realizadas no estande e os negócios gerados a partir da participação no Festival, como encomendas de bolos, festas e eventos e novos contatos comerciais, Melissa estima uma movimentação de aproximadamente R$ 30 mil.Segundo a empreendedora, o resultado não se limita às vendas realizadas durante os quatro dias. A exposição proporcionada pelo Festival também permitiu ampliar a divulgação da marca, conquistar clientes e gerar oportunidades que podem continuar depois do encerramento do evento.

“Um evento desse porte não representa apenas o faturamento daqueles dias. Ele dá visibilidade às nossas marcas, aproxima o empreendedor do público, abre portas e gera negócios que continuam acontecendo mesmo depois que o Festival termina. Para nós, empreendedores, uma boa organização faz toda a diferença. O Festival criou um ambiente favorável para apresentarmos nossos produtos, fortalecermos nossas marcas, alcançarmos novos clientes e gerarmos novas oportunidades”, afirmou.

O empresário Anderson Araújo, proprietário da 3D Home, participou pelo segundo ano consecutivo do Festival e também registrou crescimento nas vendas. No ano passado, a empresa alcançou uma média de R$ 2 mil em vendas durante o evento. Nesta edição, a estimativa chegou a aproximadamente R$ 4.500.

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A empresa trabalha com fabricação de peças em impressão 3D e levou para o Festival artigos decorativos, bonecos de desenhos animados e super-heróis, mascotes de times, brinquedos sensoriais e souvenirs de Cruzeiro do Sul produzidos exclusivamente pela marca.

Além das vendas, Anderson destacou a conquista de novos contatos, encomendas e oportunidades futuras. Para ele, o retorno de clientes que conheceram a empresa na edição anterior demonstra a importância da continuidade de iniciativas que aproximam os empreendedores do público.

“A visibilidade que tivemos durante o Festival foi muito grande e trouxe resultados muito positivos para a nossa empresa. Além das vendas, conseguimos novos contatos, encomendas e oportunidades de negócios”, afirmou.

O empresário também ressaltou a importância do espaço proporcionado pela Prefeitura para quem busca apresentar e expandir seus negócios.“Para nós, foi uma experiência muito gratificante. Tudo ocorreu da melhor forma possível e só temos motivos para agradecer à organização do Festival, aos visitantes e a todos que prestigiaram o nosso trabalho”, destacou Anderson.

Agricultura

A agricultora Maria Marlucia, da comunidade Belo Jardim, do Pentecoste, foi uma das produtoras que comemoraram os resultados do Festival da Farinha. Durante os dias do evento, ela movimentou cerca de R$ 30 mil com a venda de produtos derivados da mandioca e avaliou a participação como muito positiva.

“Eu sou da comunidade Belo Jardim, na estrada do Pentecoste, e sou produtora rural. O resultado do festival foi muito bom. A gente não esperava vender essa quantidade e eu sou muito grata por mim e por todos os produtores que fizeram uma boa venda. Eu vendi aproximadamente R$ 30 mil. A demanda foi tão grande que eu não consegui produzir o suficiente para atender todos os pedidos. Os produtos acabavam todas as noites”, enfatizou a agricultora .

Mais de 400% de aumento no faturamento

No faturamento geral, o evento saltou de R$ 2.702.221,80 em 2025 para aR$ 13.685.856,74 em 2026 o que representa um aumento expressivo de mais de 406,5%.

Dentro desse montante total, o segmento de empreendedorismo foi o grande protagonista, alcançando um valor total consolidado de R$ 13.338.071,24. Já o setor da agricultura registrou um faturamento consolidado de R$ 163.785,50, distribuído da seguinte forma: Casa de Farinha e derivados R$ 88.900,00, produtos regionais e farinha R$ 61.157,00 e associações e cooperativas R$ 13.728,50.

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