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Veja o vídeo: Candiru Menezes desafia Gladson Cameli a fazer teste toxicológico e acusa governo de abandonar o Hospital de Feijó
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“Puxadinho”: empresário desafia Gladson Cameli e denuncia abandono do Hospital de Feijó.
O empresário da construção civil Candiru Menezes fez duras críticas ao governador Gladson Cameli ao denunciar a precariedade do Hospital Geral de Feijó, unidade que atende cerca de 40 mil pessoas na região. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele classificou a estrutura como “mais um puxadinho do puxadinho” e afirmou que o espaço não tem condições de suportar a demanda.
Segundo Candiru, após uma manifestação realizada no município para cobrar melhorias na saúde, a resposta do governo foi a presença policial e um suposto recado de que o governador não teria ido a Feijó por considerar a região, incluindo Tarauacá e Cruzeiro do Sul, como área de “maior fluxo de faccionados”. A declaração revoltou moradores e lideranças locais, que se sentiram generalizados e desrespeitados.
O empresário reagiu com indignação ao rótulo. “Sou cidadão, tenho título de eleitor e voto. Nunca usei nenhum tipo de droga e ainda faço trabalho de conscientização contra isso. Ser chamado de faccionado por participar de um ato democrático é um absurdo”, afirmou. Ele chegou a desafiar publicamente o governador para a realização de um teste toxicológico, dizendo que quer provar sua idoneidade diante das acusações indiretas.
Candiru também destacou o que considera uma afronta à história do povo acreano. Ao lembrar que famílias tradicionais do estado, inclusive a do próprio governador, fazem parte da história da Revolução Acreana e do chamado Ciclo da Borracha, o empresário afirmou que é inaceitável que cidadãos sejam tratados como criminosos por cobrarem melhores condições de saúde. “Somos acreanos, somos trabalhadores. Não podem nos excluir como se fôssemos todos faccionados”, declarou.
Durante o desabafo, ele agradeceu à Polícia Rodoviária Federal e ao Gefron pela atuação durante o protesto, mas fez críticas à postura da Polícia Militar no município, alegando que houve generalização ao sugerir a presença de faccionados no ato. Para ele, cabe às forças de segurança identificar e responsabilizar indivíduos, e não lançar suspeitas sobre toda a população.
As críticas se estenderam também à gestão estadual como um todo. Candiru afirmou que o governador evita enfrentar a população de Feijó por não ter respostas para a situação do hospital. “Isso aqui não é hospital, é um puxadinho para matar o povo de Feijó”, disparou, ao cobrar estrutura adequada, médicos suficientes e investimentos concretos na saúde pública do município.
A denúncia reacende o debate sobre a condução da saúde no interior do Acre e coloca pressão sobre o governo de Gladson Cameli. Em meio a protestos e acusações de abandono, cresce o sentimento de revolta entre moradores que afirmam estar cansados de promessas e exigem respeito, dignidade e atendimento de qualidade para a população de Feijó e de toda a regional.
Veja o vídeo:
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— 3 de Julho Notícias (@3dejulhonoticia) February 23, 2026
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Denúncia aponta favorecimento, descumprimento de requisitos legais e levanta suspeitas sobre atuação de Eduardo Velloso junto ao Detran

Investigação do MPAC amplia pressão sobre Eduardo Velloso e expõe fragilidades na gestão do Detran/AC
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) colocou sob suspeita o processo de credenciamento de profissionais da saúde que atuam junto ao Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC). A abertura de procedimento preparatório, publicada no Diário Eletrônico na última segunda-feira (23), acende um alerta sobre possíveis falhas, privilégios e falta de transparência na contratação de médicos, psicólogos e clínicas responsáveis por exames obrigatórios no estado.
A denúncia, encaminhada de forma anônima à Procuradoria-Geral de Justiça, está sob responsabilidade da promotora Myrna Mendoza, da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público. O foco da apuração envolve possíveis favorecimentos, descumprimento de requisitos legais e até a concessão de vantagens indevidas no âmbito dos atendimentos exigidos para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
Entre os pontos mais delicados está a informação de que dois médicos credenciados não atenderiam aos requisitos legais para atuar junto ao Detran/AC, sendo que um deles ocupa atualmente o cargo de deputado federal. O único parlamentar acreano que também é médico oftalmologista é Eduardo Velloso. Caso as suspeitas sejam confirmadas, o caso pode ganhar contornos ainda mais graves, envolvendo possível conflito de interesses e uso da estrutura pública para benefício particular.
Outro aspecto citado na portaria diz respeito à divisão não equitativa de pacientes entre os profissionais credenciados, o que poderia indicar direcionamento de atendimentos e favorecimento a determinados médicos ou psicólogos. Se comprovada, a prática pode representar prejuízo direto aos cidadãos, que dependem de um sistema justo e transparente para realizar exames obrigatórios, além de levantar dúvidas sobre a lisura administrativa do órgão estadual.
Em nota, Eduardo Velloso afirmou ter recebido a notícia com surpresa e garantiu que sempre atuou dentro dos requisitos legais. O parlamentar declarou que apresentará todos os documentos necessários caso seja formalmente notificado e negou ter solicitado ou recebido qualquer vantagem indevida. Ainda assim, o caso expõe fragilidades no sistema de controle e fiscalização do Detran/AC, especialmente quando envolve agentes públicos com mandato eletivo.
A investigação do MPAC ocorre em um momento de forte tensão política no estado, o que aumenta a responsabilidade das instituições em conduzir o caso com rigor técnico e total transparência. Mais do que uma disputa de versões, a sociedade acreana espera respostas claras: se houve irregularidade, que os responsáveis sejam punidos; se não houve, que tudo seja devidamente esclarecido. O que não pode permanecer é a sombra de dúvida sobre um serviço público essencial que impacta milhares de cidadãos no Acre.
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