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Projeto apoiado pelo Fundo Amazônia vai beneficiar 1,5 mil famílias e fortalecer cadeias agroextrativistas no estado do Acre

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Um novo passo para o fortalecimento da bioeconomia amazônica foi consolidado com a aprovação do projeto “Cooperar com a Floresta: Consolidando Cadeias Agroextrativistas no Acre”, apresentado pela Rede Cooperacre ao Fundo Amazônia/BNDES. A iniciativa prevê investimentos de R$ 67,9 milhões, com execução ao longo de 48 meses, e tem como foco ampliar a produção sustentável, gerar renda e fortalecer a organização comunitária no estado.

O projeto beneficiará diretamente cerca de 1.500 famílias, o equivalente a aproximadamente 6 mil pessoas, em uma área estimada de 4,35 milhões de hectares, abrangendo territórios estratégicos como a Reserva Extrativista Chico Mendes e projetos de assentamento da reforma agrária em 10 municípios acreanos.

A proposta tem como objetivo central consolidar cadeias produtivas agroextrativistas, aliando desenvolvimento econômico à preservação ambiental. A iniciativa reforça o modelo de produção sustentável que mantém a floresta em pé, ao mesmo tempo em que amplia oportunidades para as populações tradicionais.

Investimentos em produção, infraestrutura e inovação

Entre os principais eixos do projeto está o investimento em produção e infraestrutura, que concentra 60% dos recursos. Estão previstas a implantação de 100 unidades produtivas com sistemas agroflorestais (SAFs), a criação de um viveiro central de mudas, além da instalação de quatro agroindústrias de café e estruturas voltadas ao processamento de frutas tropicais.

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Também serão implementadas soluções logísticas, como um sistema multimodal de transporte, e iniciativas de sustentabilidade energética, com a instalação de energia solar em 16 unidades produtivas e administrativas.

Outro destaque é o fortalecimento da assistência técnica rural (ATER), que atenderá todas as famílias beneficiadas, incluindo a atuação de jovens agentes locais, ampliando a capacitação e o protagonismo nas comunidades.

Gestão, mercado e fortalecimento da governança

O projeto também contempla a criação de uma plataforma de dados para monitoramento de impactos sociais, econômicos e ambientais, permitindo maior eficiência na gestão e na tomada de decisões. Além disso, prevê estratégias de mercado e comercialização, com foco na valorização dos produtos, melhoria de embalagens e ampliação do acesso a novos mercados.

No campo social, a iniciativa investe na formação de lideranças, com ênfase em gênero e juventude, fortalecendo a identidade das comunidades agroextrativistas. Paralelamente, haverá ações voltadas à governança da Rede Cooperacre, com apoio às cooperativas e padronização de processos de gestão.

Trajetória e consolidação do projeto

A proposta teve sua primeira versão apresentada em 2017 e passou por reformulações até chegar à versão atual, protocolada em 2024. Após análises técnicas e ajustes, o projeto foi aprovado em março de 2026, consolidando-se como uma das iniciativas estruturantes para a sociobioeconomia no Acre.

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A aprovação representa um avanço significativo para o fortalecimento das cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia, reafirmando o papel das comunidades locais como protagonistas na conservação ambiental aliada ao desenvolvimento econômico.

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Indicação de Simone Santiago para Secretaria da Mulher amplia suspeitas de favorecimento e expõe fragilidade ética no governo Mailza Assis

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A possível nomeação da defensora pública Simone Santiago para a Secretaria de Estado da Mulher tem intensificado o clima de desconfiança e desgaste político no governo de Mailza Assis. O motivo central da controvérsia é a ligação direta da indicada com Jonathan Santiago, atual chefe de gabinete da governadora e seu esposo, situação que levanta questionamentos sobre possível favorecimento, nepotismo indireto e uso da máquina pública para acomodação de interesses pessoais.

Mesmo sem a oficialização no Diário Oficial, a articulação já provoca forte reação nos bastidores. Parlamentares, conselheiros e integrantes de órgãos de controle demonstram incômodo com o que classificam como mais um sinal de aparelhamento político no primeiro escalão. A falta de transparência e critérios técnicos claros para a escolha reforça a percepção de que decisões estratégicas estariam sendo tomadas com base em vínculos pessoais, e não no interesse público.

Especialistas em gestão pública avaliam que, ainda que a indicação possa tentar se sustentar juridicamente, o impacto político e moral é inevitável. A proximidade familiar entre figuras centrais do governo em cargos de alto escalão fragiliza a credibilidade da administração e amplia dúvidas sobre conflitos de interesse. Em um cenário já marcado por tensões internas, o episódio aprofunda a crise de confiança na condução do Executivo estadual.

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Enquanto isso, aliados tentam minimizar o desgaste, defendendo que a escolha poderia contribuir para a governabilidade e fortalecer alianças políticas. No entanto, a narrativa encontra resistência diante da crescente percepção de que o governo estaria priorizando acomodações políticas em detrimento da ética administrativa. O caso reforça a cobrança por maior rigor, transparência e responsabilidade na composição do secretariado, especialmente em áreas sensíveis como a política voltada às mulheres.

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