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Denúncia aponta favorecimento, descumprimento de requisitos legais e levanta suspeitas sobre atuação de Eduardo Velloso junto ao Detran

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Investigação do MPAC amplia pressão sobre Eduardo Velloso e expõe fragilidades na gestão do Detran/AC

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) colocou sob suspeita o processo de credenciamento de profissionais da saúde que atuam junto ao Departamento Estadual de Trânsito do Acre (Detran/AC). A abertura de procedimento preparatório, publicada no Diário Eletrônico na última segunda-feira (23), acende um alerta sobre possíveis falhas, privilégios e falta de transparência na contratação de médicos, psicólogos e clínicas responsáveis por exames obrigatórios no estado.

A denúncia, encaminhada de forma anônima à Procuradoria-Geral de Justiça, está sob responsabilidade da promotora Myrna Mendoza, da 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa do Patrimônio Público. O foco da apuração envolve possíveis favorecimentos, descumprimento de requisitos legais e até a concessão de vantagens indevidas no âmbito dos atendimentos exigidos para obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Entre os pontos mais delicados está a informação de que dois médicos credenciados não atenderiam aos requisitos legais para atuar junto ao Detran/AC, sendo que um deles ocupa atualmente o cargo de deputado federal. O único parlamentar acreano que também é médico oftalmologista é Eduardo Velloso. Caso as suspeitas sejam confirmadas, o caso pode ganhar contornos ainda mais graves, envolvendo possível conflito de interesses e uso da estrutura pública para benefício particular.

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Outro aspecto citado na portaria diz respeito à divisão não equitativa de pacientes entre os profissionais credenciados, o que poderia indicar direcionamento de atendimentos e favorecimento a determinados médicos ou psicólogos. Se comprovada, a prática pode representar prejuízo direto aos cidadãos, que dependem de um sistema justo e transparente para realizar exames obrigatórios, além de levantar dúvidas sobre a lisura administrativa do órgão estadual.

Em nota, Eduardo Velloso afirmou ter recebido a notícia com surpresa e garantiu que sempre atuou dentro dos requisitos legais. O parlamentar declarou que apresentará todos os documentos necessários caso seja formalmente notificado e negou ter solicitado ou recebido qualquer vantagem indevida. Ainda assim, o caso expõe fragilidades no sistema de controle e fiscalização do Detran/AC, especialmente quando envolve agentes públicos com mandato eletivo.

A investigação do MPAC ocorre em um momento de forte tensão política no estado, o que aumenta a responsabilidade das instituições em conduzir o caso com rigor técnico e total transparência. Mais do que uma disputa de versões, a sociedade acreana espera respostas claras: se houve irregularidade, que os responsáveis sejam punidos; se não houve, que tudo seja devidamente esclarecido. O que não pode permanecer é a sombra de dúvida sobre um serviço público essencial que impacta milhares de cidadãos no Acre.

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Veículo da Seagri é flagrado em Iñapari, no Peru, e escancara o descontrole no governo Gladson Cameli sob a gestão de Temyllis Silva

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Carro do Estado aparece em Iñapari enquanto governo Gladson Cameli segue sem fiscalização efetiva do Ministério Público – Foto: Alemão Monteiro

Um veículo oficial da Secretaria de Estado de Agricultura do Acre (Seagri) foi fotografado no centro da cidade de Iñapari, no Peru, município que faz fronteira direta com Assis Brasil. A imagem gerou revolta e questionamentos sobre a possível utilização do automóvel público para fins particulares, possivelmente para compras fora do país.

A Seagri é comandada pela secretária Temyllis Silva, aliada de confiança do ex-secretário José Luis Tchê e do governador Gladson Cameli. Até o momento, não houve qualquer explicação oficial sobre o motivo da presença do veículo em território estrangeiro, tampouco esclarecimentos sobre eventual autorização formal para essa circulação.

A utilização de veículos oficiais fora do Brasil é, em regra, restrita e rigorosamente controlada. O uso para interesses pessoais é proibido e pode caracterizar ato de improbidade administrativa, uma vez que bens públicos devem servir exclusivamente ao interesse coletivo.

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A legislação brasileira é clara ao determinar que carros oficiais só podem ser utilizados em serviço. Normas federais e códigos de conduta reforçam que esses veículos não devem ser colocados à disposição de terceiros, amigos ou familiares, nem empregados em atividades alheias às funções públicas.

Mesmo diante de mais esse episódio, cresce a percepção popular de que o governo Gladson Cameli “pode tudo um pouco”, sem sofrer investigações efetivas. Para muitos acreanos, a ausência de ações firmes do Ministério Público diante de situações recorrentes de possível desvio e mau uso da máquina pública evidencia um cenário de tolerância com a desordem administrativa.

O flagrante do veículo da Seagri em Iñapari soma-se a uma série de denúncias que apontam para o descontrole e a desmoralização do patrimônio público no Acre. A população cobra respostas: quem autorizou a saída do carro do país? Qual era a missão oficial? Ou o veículo estava sendo usado para fins particulares?

Enquanto essas perguntas seguem sem resposta, o episódio reforça a sensação de impunidade e de abandono do dever de fiscalização, deixando claro que, mais uma vez, o contribuinte é quem paga a conta.

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O espaço do 3 de Julho Notícias permanece aberto para que o Governo do Estado do Acre e a Secretaria de Estado de Agricultura possam se manifestar oficialmente sobre o caso. Caso haja explicação, justificativa formal ou comprovação de que a presença do veículo em território peruano ocorreu dentro da legalidade e do interesse público, a versão será publicada na íntegra, em respeito ao princípio do contraditório e à transparência que devem nortear a administração pública.

Veículo oficial da Seagri é flagrado no Peru e levanta suspeitas de uso irregular na fronteira do Acre – Fotos: Alemão Monteiro

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