RIO BRANCO

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União de governo e produtores faz aumentar em 300% na produção de suínos em Brasileia

Entre 2014 e 2017, o número de suínos abatidos aumentou em 300% no Acre, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Entre 2014 e 2017, o número de suínos abatidos aumentou em 300% no Acre, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com 37.859 mil animais abatidos no último ano, o estado se tornou o principal nessa cadeia produtiva na Região Norte. Cerca de 35 famílias da região do Alto Acre são as principais responsáveis por essa inovação e avanço, isso após os investimentos do governo do Estado no setor a partir de 2011.

A decisão do governador Tião Viana de construir a indústria de suínos Dom Porquito, em Brasileia, fez surgir uma nova força na produção rural do estado. A suinocultura se torna mais uma cadeia produtiva que fortalece a política de diversificação da produção, dando mais oportunidades às famílias agricultoras e garantindo uma cultura econômica sustentável, que não faz pressão de desmatamento contra a floresta.

Até poucos anos atrás, não existia uma cadeia organizada, mas após os investimentos do governo e a competência dos criadores, a suinocultura movimentou em 2017 mais de R$ 34 milhões no Acre. Ivânia do Santos Andrade e Edvaldo de Souza são dois exemplos dessa evolução socioeconômica. Moradores de Epitaciolândia (220 quilômetros de Rio Branco), eles acreditam cada vez mais forte nessa cultura produtiva, sendo fornecedores da indústria Dom Porquito.

Percorrendo a Estrada Velha, ramal que por anos foi a principal ligação entre Epitaciolândia e Xapuri, chega-se às propriedades de vários dos 35 criadores de suíno. Alegre em mostrar a construção de sua nova granja, Ivânia é testemunha dos benefícios que se pode conseguir com o trabalho diário.

A agricultora familiar e professora começou sua criação em 2014. Após seleção do governo do Estado, por meio da Secretaria de Produção Familiar e Extensão Florestal (Seaprof), foi beneficiada com o galpão e equipamentos com capacidade para 300 animais. “Foi uma oportunidade que apareceu e decidi ver como era. Agora estou feliz com a produção. Foi tipo uma luz que caiu aqui”, declara. “Não fosse o incentivo do governo, não teria iniciado este projeto. Ninguém imaginava em suinocultura, além de quê, uma estrutura desta ninguém tinha como fazer, pois é muito cara”, conclui.

Ivânia Produtora Rural

Junto do marido, ela então decidiu crescer nessa atividade, trabalhando em conjunto com a criação de gado também.

Em uma propriedade com um pouco mais de 80 hectares, Ivânia e a família estão construindo uma nova vida, que mudou bastante após a decisão de sair da cidade. “A gente morava na cidade, meu marido tinha um comércio e eu dava aula. Tínhamos uma vida que era 24 horas naquele comércio. Uma vez passei seis meses sem ir à casa da minha mãe. Aí decidimos: ‘Vamos cuidar da nossa terra lá mesmo?’. E aqui estamos”, conta.

Essa decisão se tornou ainda melhor por causa da nova atividade.”Eu me sinto bem morando aqui, melhorou bastante. Se não fosse a renda do suíno, não sei se teríamos conseguido aumentar um pouco nosso rebanho de gado. Antes a gente sempre tinha que vender alguma coisa. Com a suinocultura, melhorou bastante”, relata Ivânia, apontando para o galpão que está sendo finalizado.

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Comecei com 300 animais, depois fui para 600 e hoje estou com mil suínos. Com a granja de 300, fui economizando e consegui comprar 30 vacas. Com essas vacas, já pude ampliar e hoje construir o galpão para mil animais

Enquanto o marido estava trabalhando em outras propriedades, com o trator que adquiriram recentemente, Ivânia declara também sua paixão pelo trabalho que está há quatro anos fazendo: “A gente pega um porquinho pequeno e quando ele sai daqui com 110 quilos, eu digo: ‘Nossa, eu cuidei para ficar deste tamanho’. Adoro ficar ali cuidando, limpar, aplicar remédio. Se você cuidar bem, vai ter uma renda melhor”.

E continua, falando dos resultados. “A gente se sente feliz em imaginar que nosso produto poderá ir para a Bolívia, Peru, para China. Às vezes, a gente vai para o mercado e olha lá: ‘Essa é nossa carne, é o que nós criamos’”, afirma.

O trabalho diário, para chegar nesse ponto, é árduo, mas Ivânia não pensa em parar por aí. Acredita que dá certo e que outras famílias devam entrar na atividade. “Vale a pena, se eu tivesse que começar tudo de novo, começaria. Mas agora não quero começar, quero ir para frente. Fizemos esse galpão para mil animais, agora quero fazer outro de mil”, declara.

Vizinho de ramal da Ivânia, Edvaldo é outro criador feliz com a atividade. Vindo de Rondônia, ele está 20 anos no Acre, onde junto da esposa criou sua família. Sua filha é também um dos motivos de sua alegria com a suinocultura.

Além da coleta de castanha e da criação de algumas cabeças de gado, a criação de suínos é a atividade que gera renda para a família. “A vantagem, hoje, em mexer com o suíno, é que temos uma renda fixa. Eu acho que ficar se batendo de um lado para o outro, você gasta muito e às vezes não consegue o que deseja”, relata o agricultor.

Ele também pegou gosto pelo trabalho na criação, que, como explica, leva no máximo três horas do seu dia. “Se você só tem essa ocupação, você pega o gosto, porque não é uma coisa que não dá tanto trabalho de mexer. Você coloca a ração, lava diariamente, quando pega a base direitinho, vai embora. Minha sugestão é, se puder fazer, faça porque dá resultado”, conta, Edvaldo. Além disso, ele afirma que “hoje pode fazer os compromissos contando que vai dar certo, porque já se vê que vai para frente esse trabalho”.

Apesar de ainda estar com somente o galpão para 300 animais, a renda já dá os resultados que ele espera. A expectativa é se organizar para poder ampliar também, pois sabe que a demanda vai sempre aumentar.

Mas, neste anos em que cria os suínos, Edvaldo relata que sua alegria foi algo mais pessoal do que o sucesso do trabalho: “Com a renda da suinocultura, pude pagar o casamento da minha filha. Se fosse para fazer antes da chegada dos suínos, eu não teria condições. Isso é um sonho que todo pai e mãe tem para o futuro dos filhos, com a ajuda dos suínos conseguimos realizar esse sonho”.

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A alegria de realizar um sonho de pai é algo único e que vai além do valor financeiro. Assim como a felicidade de poder construir a morada da família em um lugar tranquilo e que emana harmonia. Por isso, uma frase da professora Ivânia, que com tanta simpatia trabalha dia a dia em sua granja, marca o impacto que essa política de governo pode ter na vida dos acreanos: “Felicidade para mim é viver estável. A suinocultura está dando certo e acredito que vai dar ainda mais certo”.

A indústria acreana

O projeto Dom Porquito foi criado em 2011, durante o primeiro mandato do governo de Tião Viana, em uma iniciativa que ajudaria a consolidar um novo modelo econômico no Acre: a parceria público-privado-comunitária. A empresa é uma sociedade anônima em que a Agência de Negócios do Acre (ANA) tem 37% das ações e os demais acionistas, 63%. Os investimentos, só no frigorífico, foi de R$ 62 milhões, enquanto o complexo todo já englobou cerca de R$ 86 milhões.

O governo segue realizando investimentos nesta cadeia produtiva, agora também em Capixaba. No Projeto de Assentamento (PA) Alcobras estão sendo construídos dois galpões com capacidade para alojar 500 leitões em cada um, a ação beneficia 14 famílias. Já no PA Campo Alegre, está sendo construído um galpão para mil leitões, 14 famílias também serão beneficiadas. Um investimento total de R$ 1,1 milhão.

Está sendo realizado também a escavação e impermeabilização com geomembrana de Polietileno de Alta Densidade (PEAD) de 52 lagoas de armazenamento/estabilização de dejetos oriundos de 26 Unidades de Terminação de suínos. Essas ações estão sendo executadas pela Seaprof.

Os agricultores familiares, organizados em uma cooperativa, são responsáveis por realizar a engorda e cuidados para o crescimento do animal, que seguirá para o abate. A ração e orientações técnicas são fornecidas pela empresa.

O frigorífico, parte essencial para o projeto, foi inaugurado em 2015, com uma grande festa – com a presença do ex-presidente Lula, do governador Tião Viana e de cerca de quatro mil produtores de todo o estado, em Brasileia, durante o Primeiro Encontro das Cadeias Produtivas Sustentáveis do Alto Acre.

Atualmente, a Dom Porquito ocupa mercados em vários estados da Região Norte e aguarda processos burocráticos para começar a exportar para o Peru e a Bolívia. Sua produção está, em média, de 12 a 15 toneladas de embutidos por dia e abate cerca de 300 animais por dia, podendo chegar a 800 quando a demanda aumentar. Junto com a empresa Acreaves, tem 630 funcionários diretos.

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Texto de Arison Jardim || Fotos de Gleilson Miranda || Diagramação de Adaildo Neto

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Vereado Chico Batista, contesta em nota a versão de seu ex-funcionário que atribui à politicagem

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O presidente da Câmara de Vereadores de Tarauacá, Chico Batista, PDT, enviou nota com seus esclarecimentos a respeito das acusações imputadas pelo ex-funcionário dele, Francisco da Silva. Veja matéria completa no 3 de Julho Notícias

Leia a íntegra da nota:

Em resposta aos Ataques sofridos pelo Presidente da Câmara Municipal de Tarauacá

Infelizmente, em meio a nossa população, composta em quase sua totalidade por pessoas íntegras e de bons princípios, surgem pessoas do mal para disseminar injúrias, calúnias e ódio e principalmente para atacar a minha reputação perante a sociedade.

Durante esta semana, fui surpreendido mais uma vez, por notícias inverídicas publicadas em redes sociais e na imprensa contra minha pessoa numa tentativa desesperada de um grupo de adversários politiqueiros..

Vamos aos fatos:

Francisco da Silva Gomes tratava-se de um cidadão desempregado, que através de indicação se tornou meu caseiro, trabalhou comigo por anos demonstrando ser confiável e conquistando meu ambiente familiar, até ser induzido por adversários políticos gananciosos pelo poder a tomar pra si o que não lhe pertencia, ou seja, minha propriedade, que foi adquirida por minha pessoa através do meu suor e trabalho. Por este motivo, procurei meus direitos de forma legal, o que desencadeou algumas ações judiciais que tem percorrido seus trâmites e já condenou o Sr. Francisco em 2 destes processos por seus feitos ilegais, inclusive a justiça determinou a retirada do vídeo publicado e pagamento de indenização por danos morais.

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Em relação ao financiamento citado, foi adquirido em nome da minha propriedade que foi dada como garantia e eu era o avalista que arquei com o pagamento total do débito, comprovado e julgado perante a Justiça. Portanto, não é verdadeira a versão apresentada pelo réu.

Essa falácia repetida e defasada vem sendo manipulada por irresponsáveis desde 2015. Mais uma vez quero conscientizar e deixar claro que os autores que tem promovido esse alvoroço irão responder pelos seus atos irresponsáveis perante a justiça, assim como alguns deles já estão respondendo judicialmente. Aconselho que procurem antes, saber a veracidade dos fatos e não compartilhem mentiras que comadres e compadres, talvez por necessidade ou insuficiência intelectual, propagam inconsequentemente, ou talvez submetidas a fazer pelo mando de seu pagador que são, invariavelmente, covardes que se escondem sob o manto da ignorância cultural de leitura e interpretação de texto, que na verdade são lobos escondidos sob a pele de cordeiro”.

E Veja Também no 3 de Julho Notícias

Veja o Vídeo Abaixo: O ex-deputado federal, Sibá Machado, gravou um vídeo polêmico onde fez um desabafo contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, o Juiz Sérgio Moro e o governador do Acre, Gladson Cameli. Sibá não perdeu a oportunidade de alfinetar o gestor em se tratando do escândalo de corrupção no qual para a Polícia Federal, Cameli é tido como o chefe de uma organização Criminosa que desviou quase R$ 1 bilhão de reais dos cofres públicos do Estado.

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