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PSOL e Boulos anunciam apoio a Haddad no segundo turno

Em décimo lugar nas eleições presidenciais, candidato derrotado defende união em torno do petista contra o risco do ‘fascismo’ de Jair Bolsonaro (PSL).

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Em décimo lugar nas eleições presidenciais, candidato derrotado defende união em torno do petista contra o risco do ‘fascismo’ de Jair Bolsonaro (PSL).

O PSOL e o candidato derrotado à Presidência da República Guilherme Boulos anunciaram no começo da noite desta segunda-feira 8 o apoio da legenda a Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB) no segundo turno das eleições presidenciais. Boulos terminou a eleição em décimo lugar, com 617.120 votos, ou 0,58% do total.

Em nota, a legenda cita a necessidade de combater o que chama de “fascismo” e “golpe”, representado pelo adversário de Haddad, Jair Bolsonaro (PSL). “A tarefa central nesse momento é, portanto, derrotar Bolsonaro. Sua derrota abre a possibilidade de bloquear a agenda iniciada por Temer, garantir a soberania nacional e reunir condições para seguir defendendo as conquistas democráticas frente ao autoritarismo”, afirmou o partido em nota assinada por sua Executiva Nacional.

O texto do PSOL também determina que os militantes do partido apoiem, para o segundo turno das eleições presidenciais, apenas candidatos que se oponham “ao projeto de Bolsonaro”. “Convocamos toda a nossa militância a tomar as ruas para continuar dizendo em alto e bom som: ele, não!”, completa o texto, em referência aos protestos convocados pro grupos de mulheres contra o presidenciável do PSL.

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O PSOL diz também que centrará a sua militância em uma relação de causas importantes para a legenda, a começar pela revogação de medidas econômicas do governo do presidente Michel Temer (MDB), em especial a reforma trabalhista aprovada em 2017. A candidatura de Boulos contava com o apoio do PCB e a líder indígena Sonia Guajajara (PSOL) como candidata a vice-presidente.

Veja o Vídeo: 3 de Julho Entrevistas

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Com informações Veja.com

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Professora Zilmar, de Bujari publica frase que representa um preconceito existente contra o povo negro

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“De nada adianta roupa branca, amarela, colorida, se sua energia for PRETA”.

A frase acima é de uma postagem, via imagem, realizada pela Professora Zilmar, Coordenadora Pedagógica do Núcleo de Educação da Cidade do Bujari. Por qual motivo essa frase representa um preconceito existente contra o povo negro?

Primeiramente, é inadmissível na República brasileira qualquer tipo de postagem preconceituosa, muito menos quando vem de uma professora do ensino médio, função nobre e importante para a educação do país.

A frase que a professa Zilmar postou carrega um preconceito secular contra o povo negro, resquício do processo de escravização desse povo. O texto remete uma interpretação de que a anergia preta é ruim, o que advém da compreensão de que tudo relacionado ao negro é ruim. É um estereótipo preconceituoso por rebaixar a condição humana de pessoas pretas.

Há ainda quem vai dizer que isso não passa de brincadeira, portando, seria uma tentativa de normalizar uma conduta preconceituosa a partir do humor.

O professor Adilson Moreira em sua obra Racismo Recreativo nos revela que essa brincadeira preconceituosa é uma forma de política cultural que utiliza do humor como veículo de hostilidade racial, o que compromete a reputação de minorias raciais ao referendar práticas discriminatórias em todos os aspectos da vida social, o que acarreta em perdas de oportunidades para as minorais raciais.

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Ainda segundo o autor, o papel do racismo recreativo é o de mascarar a hostilidade generalizada em relação as minorias raciais, reafirmando a suposta superioridade e ao mesmo tempo manter uma imagem de pessoas que não são racistas, o que é referendado pela narrativa tradicional cultural da democracia racial.

Nesse sentido, brincar com a questão racial de maneira a inferiorizar as pessoas atingidas pela brincadeira é crime de racismo, inclusive com uma condenação recente no Tribunal de Justiça do Acre. No acórdão, o relator destacou que o estereótipo da foto – pessoas de pele negra e cabelos tingidos – é assemelhado a bandidos ou, conforme suas próprias palavras, “assaltante” e “vagabundo”. Dessa forma, considerou clara a intenção do réu de ofender o grupo de pessoas, “inclusive com dolo específico de praticar a discriminação e o preconceito de raça utilizando meios de comunicação social”, condenando-o pela prática do crime previsto no § 2º, do artigo, 20 da Lei n. 7.716/891.  

Por fim, pode-se dizer que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é o princípio da dignidade da pessoa humana, o que significa dizer que não é aceitável em nosso convívio social condutas discriminatórias, sejam raciais ou não. Outrossim, o nosso pacto político definido na carta Magna consagrou o princípio da não discriminação no campo dos direitos fundamentais. Então, racismo recreativo é crime, o preconceito racial é crime, tais condutas de forma alguma podem ser toleradas em nossa sociedade.

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Mais respeito por nossa Constituição. Mais respeito ao povo negro que secularmente teve seus direitos mais elementares cassados e ainda hoje sobre preconceito e discriminação.

Por Charles Brasil, Advogado e doutorando em direito Constitucional pela Universidade de Brasília (UnB).

E Veja Também no 3 de Julho Notícias

Veja o Vídeo Abaixo: Em meio a maior crise do sistema de transporte coletivo dos últimos tempos, a população de Rio Branco vive um dilema e acorda todo dia sem saber se terá ônibus passando em sua região. O prefeito Tião Bocalom tentou amenizar o problema repassando R$ 2 milhões e quatrocentos mil para as empresas quitar os débitos com empregados, acordo não cumprido e que foi um dos motivos para a intervenção no setor.

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