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Cacique Bira Yawanawá apresenta projeto de centro de cura ao presidente do BNDES

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Projeto do centro de cultura baseia-se na utilização de plantas medicinais da floresta e dietas tradicionais ancestrais da cultura yawanawá – Foto: Diego Gurgel

Nelson Liano Assessoria – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, esteve na semana passada na Aldeia Sagrada Yawanawá, no Rio Gregório, município de Tarauacá, acompanhado de uma equipe de diretores. O objetivo da visita foi conhecer um pouco dessa cultura indígena que se destaca por promover o maior festival etnocultural do Acre. A comitiva foi recebida pelo cacique Biraci Brasil Yawanawá e pelo seu povo, que fizeram uma bela festa para recepcionar os visitantes.

A comitiva do BNDES foi conhecer as potencialidades econômicas do povo yawanawá, sobretudo no que se refere ao etnoturismo e às praticas sustentáveis de agrofloresta. Depois de assistir a apresentações culturais, Montezano recebeu das mãos do cacique Bira um projeto para a criação de um centro de cura no Alto Rio Gregório e para possíveis financiamentos de iniciativas agrícolas baseadas em agrofloresta.

O projeto do centro de cultura baseia-se na utilização de plantas medicinais da floresta e dietas tradicionais ancestrais da cultura yawanawá, conforme explicou Bira aos representantes do BNDES.

“A Aldeia Sagrada é um local de estudos e iniciações espirituais. A terra é abençoada com solos férteis e rica biodiversidade, incluindo os jardins de plantas medicinais dos nossos ancestrais. É um lugar dedicado exclusivamente à espiritualidade e oferece à nossa comunidade e aos visitantes a possibilidade de uma imersão profunda no universo yawanawá, dentro do nosso território sagrado”, disse o cacique.

Bira ainda ressaltou que o conhecimento vivo do seu povo pode ajudar pessoas do mundo inteiro em processos terapêuticos e de autoconhecimento.

“Vivemos na floresta protegendo esse manto do nosso Criador. Somos filhos da floresta e dominamos o dom da medicina, assim como as nossas pinturas possibilitam conexões com a natureza. Temos o sonho de criar uma universidade do saber tradicional e um centro de cura para fazer a limpeza espiritual e física daqueles que necessitam. A gente pode ajudar o Brasil e o mundo com esses conhecimentos ancestrais, que queremos compartilhar também com as pessoas não indígenas”, ressaltou.

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O filho do cacique, Bira Júnior, destacou o momento que os indígenas vivem no mundo atual. Ele aproveitou para sugerir à equipe do BNDES investimentos em fontes de energia limpa nas aldeias do Acre.

“Tudo que construímos vem da nossa ancestralidade. Somos um povo conectado às novas tecnologias, mas com as nossas raízes no chão. Não é porque temos internet, utilizamos celulares e computadores que perdemos a nossa cultura. Estamos vivendo um novo tempo e a gente tem que se adaptar. Cuidamos da natureza à nossa volta e não dá pra fazer isso sozinho, por isso, precisamos de alianças e parcerias. Com novos instrumentos, podemos fortalecer cada vez mais o nosso trabalho de preservação da natureza”, afirmou.

Agrofloresta sustentável

As lideranças yawanawá também inseriram no projeto considerações sobre práticas agrícolas que não destroem o meio ambiente. Segundo explicaram, existe a necessidade de fornecimento de alimentos saudáveis para toda a comunidade, conservando os ambientes naturais e restaurando áreas degradadas. Nesse sentido, o projeto tem como objetivo implementar sistemas agroflorestais regenerativos e biodiversos para o sustento e o bem-estar do povo yawanawá.

Renovação de práticas econômicas

Por sua vez, o presidente do BNDES, depois de ouvir as explicações dos indígenas, ressaltou as mudanças que o mundo financeiro atravessa.

“O que a gente enxerga é um momento em que ‘o vento está fazendo a curva’ num mundo que está ficando velho. A força de transformação do momento é muito grande e vemos a mudança de paradigmas valorizando mais o social e a relação com a natureza. Isso se reflete nos mercados corporativos e financeiros, que também irão se transformar”, declarou Montezano.

Para o presidente do BNDES, o Brasil tem todos os recursos para ser um dos centros mundiais de uma nova economia: “O Brasil foi o país do mundo que mais preservou a sua natureza e biodiversidade e os nossos índios foram fundamentais nesse processo. Isso porque desenvolveram elos de confiança e espiritualidade. E, justamente, o mundo, neste momento, está em busca de biodiversidade, espiritualidade e confiança. Esses valores são necessários para conduzir uma aldeia, um estado e um país. Os yawanawás têm muito a ensinar para o mundo e a abertura que promovem durante os seus festivais culturais é importante, porque quanto mais dividem, mais crescem”.

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Veja o Vídeo Abaixo: O município de Bujari se Limita ao norte com o Amazonas, ao sul com o município de Rio Branco, a leste com o município de Porto Acre e a oeste com o município de Sena Madureira. Sua área é de 3.467,681 km², com uma densidade demográfica (hab/km²) de 3,00 , sendo que em 2010 possuía um IDHM de 0,589.

O município de Bujari originou-se no início de 1968/1969, por remanescentes indígenas que se integraram a sociedade ali instalada, com a construção da BR 364, trecho Rio Branco/Sena Madureira. Povoado elevado à categoria de Vila, em 1986. Elevado à categoria de município e distrito com a denominação de Bujari, pela Lei Estadual nº 1031, de 28 de abril de 1992, alterado pela Lei Estadual nº 1066, de 9 de dezembro de 1992, que o desmembrou de Rio Branco, assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

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Vereador diz que o prefeito Kiefer Cavalcante paga mais de 5 mil para dono de empresa que faz faculdade em Rio Branco

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Vereador diz ser perseguido, por denunciar esquema de pagamento irregular na prefeitura de Feijó – Vídeo: Ronaldo Reis

O vereador Ronaldo Reis (PSD) de Feijó, gravou um vídeo onde fez graves denúncias contra a atual gestão do prefeito Kiefer Cavalcante (Progressista) a quem acusa de perseguição política e possível pagamentos irregulares em sua gestão.

De acordo com o vereador, o prefeito demitiu a esposa dele que trabalhava há anos na secretaria de assistência social, mas esta demissão só aconteceu depois que o parlamentar trouxe a tona um pagamento supostas irregularidades o que confirma a perseguição política que vem sofrendo por parte do gestor.

Ronaldo afirma que pagamentos estão sendo realizados mensalmente para Gabriel Alves de Lima que é proprietário de uma empresa para prestar serviços de publicidade para a prefeitura, o mesmo recebe desde 2018 o valor exato de R$5.450,00 (cinco mil quatrocentos e cinquenta), Este montante já chegou ao valor atual de R$ 190.750,00 (cento e noventa mil setecentos e cinquenta reais), mas o que o parlamentar achou estranho é o fato desta empresa não ter funcionários e o proprietário faz faculdade em Rio Branco e pior, de acordo com o vereador tudo indica que os serviços não estão sendo realizados.

Mas a pergunta que fica é Cadê os órgão fiscalizadores, para investigar se o prefeito Kiefer está administrando o erário público de forma correta? e se há indícios de irregularidades por que providências não estão sendo tomadas? Uma andorinha só não faz verão.

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“O prefeito demitiu minha esposa da secretaria de assistência social, depois de 5 anos de serviços prestados apenas por eu não concordar com irregularidades na gestão. Não justifica o prefeito Kiefer Cavalcante, pagar R$5.450,00 para uma empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima, que sequer tem sede ou funcionários trabalhando. O que se sabe é que o mesmo recebe de Feijó para fazer faculdade  e morar em Rio Branco, o que é um absurdo”, disse Ronaldo.

O vereador denuncia ainda que há indícios de malversação do dinheiro arrecadado pela Secretaria de Esporte, Cultura e Laser, pois nunca foi prestado conta dos recursos altos que por ela foi arrecadado, e o mais intrigante é que quando se procura uma bola, não tem! Procura por atividades feitas realizada pela referida secretaria, não tem! Mas o vereador já vem solicitando prestação de contas e que o dinheiro arrecadado vem sendo administrado como se fosse particular, mas se trata de recursos públicos.

O vereador afirmou que continuará denunciando os erros da administração de Kiefer e que não se curvará diante de perseguições do mesmo. É hora de o Ministério Público de Feijó para com a inércia e começar a se movimentar, para que o dinheiro público não tome rumos desconhecidos. Diante das acusações, tentamos contato com a prefeitura de Feijó para saber o que a gestão tem a dizer sobre essas possíveis irregularidades mas até a publicação desta matéria não obtivemos respostas.

Empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima referente ao 2018 – Foto: Reprodução / Portal da Prefeitura de Feijó

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Empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima referente ao 2019 – Foto: Reprodução / Portal da Prefeitura de Feijó

Empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima referente ao 2020 – Foto: Reprodução / Portal da Prefeitura de Feijó

Empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima referente ao 2021 – Foto: Reprodução / Portal da Prefeitura de Feijó

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Veja o Vídeo Abaixo: O Gefron apreendeu dentro de Van do município de Brasileia aproximadamente 150 kg de entorpecente, seria esta a maior apreensão daquela regional. De acordo com informações preliminares, o veículo da prefeitura iria realizar mais um transporte de pacientes que estão fazendo tratamento em Rio Branco quando foi surpreendido pelo policiais, após revistarem os pacientes e o veículo encontraram em uma sacola preta com todo o entorpecente.

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