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Aumento do desemprego: 27,7 milhões de brasileiros estão na pobreza, segundo estudo da FGV

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Vulnerabilidade financeira se mescla com pobreza na América Latina – Foto: Mario Tama/Getty Images

Época Negócios – A pobreza já atinge 27,7 milhões de brasileiros, o que é equivalente a 13% da população. Os dados são de estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) que foi publicado neste domingo, 12, a pouco mais de um mês para o fim do auxílio emergencial.

“Em agosto, o Bolsa Família foi pago a 14,6 milhões de famílias. De acordo com dados do Ministério da Cidadania, havia outras 1.186.755 pessoas que atendem aos critérios do programa no Cadastro Único, mas não foram incluídas por falta de recursos”.

A intenção dos pesquisadores foi mostrar “uma visão ampla e atual da desigualdade de impactos trabalhistas da pandemia no Brasil”. O estudo divulgado hoje (9), indicou, que na média de 2019 a proporção de pessoas com renda abaixo da linha de pobreza era de 10,97%, antes da pandemia, o que representa cerca de 23,1 milhões de pessoas na pobreza.

No melhor ponto da série, em setembro de 2020, por causa do auxílio emergencial com valor mais alto, o número de pessoas abaixo da linha de pobreza caiu para 4,63%, ou 9,8 milhões de brasileiros. Já no primeiro trimestre de 2021, momento de suspensão do auxílio emergencial, mas devolvendo o Bolsa Família, atingiu 16,1% da população, ou 34,3 milhões de pobres.

Na visão dos pesquisadores, “os dados mostram um cenário desolador no início de 2021, quando em seis meses o número de pobres é multiplicado por 3,5 vezes, correspondendo a 25 milhões de novos pobres em relação aos seis meses anteriores”. Com o retorno do auxílio emergencial, embora em valores menores, e com duração limitada a partir de abril de 2021, o percentual cai para 12,98%, ou 27,7 milhões de pobres, patamar pior do que antes da pandemia.

A proporção de pessoas com renda abaixo da linha de pobreza era de 10,97%, antes da pandemia – Foto: Arquivo/Agência Brasil

Renda

De acordo com a pesquisa, a renda individual média do brasileiro, entre informais, desempregados e inativos está atualmente 9,4% abaixo do nível registrado no final de 2019. Na metade mais pobre da população, a perda de renda atingiu -21,5%, o que conforme o estudo configura o aumento da desigualdade entre a base e a totalidade da distribuição.

Ao longo da pandemia, a queda de renda entre os 10% mais ricos ficou em -7,16%, e representa menos de 1/3 da queda de renda da metade mais pobre. Já na faixa que se compara com a classe média no sentido estatístico, a queda de renda ficou em 8,96%, cerca de 2,8 pontos percentuais (p.p) de perda acima do extremo superior.

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O professor Marcelo Neri afirmou que o aumento do desemprego foi a causa de pouco mais da metade (-11,5%) da queda de renda de – 21,5% dos mais pobres, muito pelo reflexo do contingente expressivo de trabalhadores que deixou o mercado de trabalho sem perspectiva de encontrar uma vaga ou de exercer trabalho durante a pandemia.

“Nesse forte aumento de desigualdade o principal elemento é a ocupação, em particular o aumento do desemprego é o que explica metade dessa queda de renda dos pobres. Além disso, muita gente saiu do mercado de trabalho porque não pôde exercer uma ocupação ainda por causa da pandemia”, afirmou, em entrevista à Agência Brasil.

Na média de 2019 a proporção de pessoas com renda abaixo da linha de pobreza era de 10,97%, antes da pandemia – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Desalento

A pesquisa apontou ainda que o efeito desalento ocasionou a queda de renda 8,2 pontos percentuais na metade mais pobre, enquanto na média geral a perda ficou em 4,7 pontos, “sendo a segunda causa mais importante para a deterioração do binômio média e desigualdade trabalhista”. A redução de renda dos ocupados por hora, em consequência da aceleração da inflação e desemprego, incluindo a diminuição da jornada de trabalho, também contribuíram para impactar mais fortemente a renda na metade mais pobre.

Segundo a pesquisa, os principais perdedores foram os moradores da Região Nordeste com -11,4% de perda de renda. No Sul atingiu -8,86% . No gênero, as mulheres que tiveram jornada dupla de cuidado das crianças em casa apresentaram perda de -10,35% contra -8,4% dos homens. Por idade, a necessidade de se retirarem do mercado de trabalho por causa de maior fragilidade em relação à covid-19, os idosos com 60 anos ou mais perderam -14,2% .

Desigualdade

O índice de Gini, que mede a desigualdade e já havia aumentado de 0,6003 para 0,6279 entre os quartos trimestres de 2014 e 2019, saltou na pandemia atingindo 0,640 no segundo trimestre de 2021, ficando acima de toda série histórica pré pandemia.

Estagflação

A combinação adversa de inflação alta e desemprego elevado leva à estagflação que é mais um fator de impacto nos mais pobres, em um momento de choques de oferta juntando a pandemia, possibilidade de racionamento e reflexos das manifestações de caminhoneiros causando efeito no abastecimento. A pesquisa mostrou que a recente aceleração das taxas de desemprego e de inflação teve consequências distributivas.

Nos 12 meses terminados em julho de 2021, a inflação dos pobres ficou em 10,05%, 3 pontos percentuais (p.p) maior que a inflação da alta renda, segundo estimativas do Ipea. Nos nossos cálculos, a taxa de desemprego da metade mais pobre subiu na pandemia de 26,55% para 35,98%. Já entre os 10% mais ricos a mesma foi de 2,6% para 2,87%.

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“A gente está meio entre a cruz e a espada, com desemprego alto e inflação alta. A gente vai precisar aumentar a taxa de juros e até aumentar o desemprego para desaquecer e tentar combater a inflação. Mas ao fazer isso o desemprego piora. É um pouco um certo cobertor curto, que não só tem que puxar, mas o cobertor encolheu nessa situação de estagflação”, observou.

O diretor da FGV Social chamou atenção para a queda de renda ser maior que a do PIB e para o aumento da desigualdade. “Os mais pobres sofreram mais e quando a gente abre o efeito que caracteriza o atual de estagflação, ela também é mais séria entre os mais pobres. Aí por uma série de coisas, como o movimento dos caminhoneiros, o racionamento de energia, são o que a gente chama de choque de oferta e eles são muito ruins porque piora tudo, piora a inflação e o desemprego também”, completou.

Perspectiva

O professor destacou que a taxa de juros passa a ser o instrumento para buscar a redução da taxa de inflação, mas junto com o combate vem o aumento do desemprego formando um círculo vicioso, que já produziu impacto nos mais pobres. “Taxa de juros é instrumento para combater a inflação, só que essa situação pode ser vista como o encolhimento do cobertor, que já era curto e em que se perde nas duas frentes. Esse encolhimento, foi ainda maior entre os mais pobres. É uma situação preocupante olhando para frente”, disse.

O Índice de Gini, que mede desigualdade, atingiu 0,640 no 2º trimestre – REUTERS/Amanda Perobelli/Direitos Reservados

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Veja o Vídeo Abaixo: São 20 anos de um dos atentados terroristas que mais chocaram o mundo. A data de 11 de Setembro será por muito tempo lembrada como o dia em que 19 terroristas da rede Al-Qaeda, grupo então liderado por Osama Bin Laden, sequestraram quatro aviões comerciais para utilizá-los como armas contra os Estados Unidos e jogarem dois deles em um dos grandes símbolos da economia americana, as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Quase 3 mil pessoas morreram nos atentados daquele dia.

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Vereador diz que o prefeito Kiefer Cavalcante paga mais de 5 mil para dono de empresa que faz faculdade em Rio Branco

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Vereador diz ser perseguido, por denunciar esquema de pagamento irregular na prefeitura de Feijó – Vídeo: Ronaldo Reis

O vereador Ronaldo Reis (PSD) de Feijó, gravou um vídeo onde fez graves denúncias contra a atual gestão do prefeito Kiefer Cavalcante (Progressista) a quem acusa de perseguição política e possível pagamentos irregulares em sua gestão.

De acordo com o vereador, o prefeito demitiu a esposa dele que trabalhava há anos na secretaria de assistência social, mas esta demissão só aconteceu depois que o parlamentar trouxe a tona um pagamento supostas irregularidades o que confirma a perseguição política que vem sofrendo por parte do gestor.

Ronaldo afirma que pagamentos estão sendo realizados mensalmente para Gabriel Alves de Lima que é proprietário de uma empresa para prestar serviços de publicidade para a prefeitura, o mesmo recebe desde 2018 o valor exato de R$5.450,00 (cinco mil quatrocentos e cinquenta), Este montante já chegou ao valor atual de R$ 190.750,00 (cento e noventa mil setecentos e cinquenta reais), mas o que o parlamentar achou estranho é o fato desta empresa não ter funcionários e o proprietário faz faculdade em Rio Branco e pior, de acordo com o vereador tudo indica que os serviços não estão sendo realizados.

Mas a pergunta que fica é Cadê os órgão fiscalizadores, para investigar se o prefeito Kiefer está administrando o erário público de forma correta? e se há indícios de irregularidades por que providências não estão sendo tomadas? Uma andorinha só não faz verão.

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“O prefeito demitiu minha esposa da secretaria de assistência social, depois de 5 anos de serviços prestados apenas por eu não concordar com irregularidades na gestão. Não justifica o prefeito Kiefer Cavalcante, pagar R$5.450,00 para uma empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima, que sequer tem sede ou funcionários trabalhando. O que se sabe é que o mesmo recebe de Feijó para fazer faculdade  e morar em Rio Branco, o que é um absurdo”, disse Ronaldo.

O vereador denuncia ainda que há indícios de malversação do dinheiro arrecadado pela Secretaria de Esporte, Cultura e Laser, pois nunca foi prestado conta dos recursos altos que por ela foi arrecadado, e o mais intrigante é que quando se procura uma bola, não tem! Procura por atividades feitas realizada pela referida secretaria, não tem! Mas o vereador já vem solicitando prestação de contas e que o dinheiro arrecadado vem sendo administrado como se fosse particular, mas se trata de recursos públicos.

O vereador afirmou que continuará denunciando os erros da administração de Kiefer e que não se curvará diante de perseguições do mesmo. É hora de o Ministério Público de Feijó para com a inércia e começar a se movimentar, para que o dinheiro público não tome rumos desconhecidos. Diante das acusações, tentamos contato com a prefeitura de Feijó para saber o que a gestão tem a dizer sobre essas possíveis irregularidades mas até a publicação desta matéria não obtivemos respostas.

Empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima referente ao 2018 – Foto: Reprodução / Portal da Prefeitura de Feijó

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Empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima referente ao 2019 – Foto: Reprodução / Portal da Prefeitura de Feijó

Empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima referente ao 2020 – Foto: Reprodução / Portal da Prefeitura de Feijó

Empresa de publicidade em nome de Gabriel Barros de Lima referente ao 2021 – Foto: Reprodução / Portal da Prefeitura de Feijó

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Veja o Vídeo Abaixo: O Gefron apreendeu dentro de Van do município de Brasileia aproximadamente 150 kg de entorpecente, seria esta a maior apreensão daquela regional. De acordo com informações preliminares, o veículo da prefeitura iria realizar mais um transporte de pacientes que estão fazendo tratamento em Rio Branco quando foi surpreendido pelo policiais, após revistarem os pacientes e o veículo encontraram em uma sacola preta com todo o entorpecente.

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