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Durante audiência pública proposta por Leo de Brito, CGU reconhece que houve superfaturamento na aquisição de tratores por parte do governo Bolsonaro

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Rogério Correia informou ao ministro que peticionou junto à Procuradoria-Geral da República uma denúncia contra a nova modalidade de emenda – Foto: Reprodução

Benildes Rodrigues – Durante audiência pública da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, nesta quarta-feira (6), proposta pelo deputado Leo de Brito (PT-AC), o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário reconheceu que houve superfaturamento na aquisição de tratores e máquinas pesadas por parte do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR).

Ao convidar o ministro para esclarecer relatório da CGU que apontou sobrepreço de R$ 130 milhões na compra de tratores pelo governo Bolsonaro, Leo de Brito lembrou que o valor global da megalicitação feita para comprar 6.240 máquinas pesadas – operação conhecida como “tratoraço”- foi de R$ 2,89 bilhões.

A apuração da CGU faz parte das ações de auditoria iniciada para investigar o chamado orçamento paralelo, que buscava garantir apoio ao presidente Jair Bolsonaro no Congresso em troca de emendas parlamentares.

“De acordo com o relatório da CGU, “há um risco extremo de sobrepreço” e a pesquisa de preços feitas pelo MDR se baseou em cotações feitas pelas fornecedoras, o que contraria a instrução normativa nº 73/2021 do Ministério da Economia. O documento frisa ainda que caso o MDR decida prosseguir com a licitação, deve reajustar os preços para evitar o prejuízo aos cofres públicos”, esclareceu Leo de Brito.

Investigações

Em sua fala, o ministro da CGU reconheceu que a investigação ocorreu a partir de solicitação do MDR e das reportagens publicadas na imprensa sobre as emendas orçamentárias – conhecidas como RP 9 (emendas de relator) que determinam as compras.

Ele explicou que primeira auditoria trata de três convênios citados pela reportagem e uma amostra de convênios firmados pelo MDR para aquisição de maquinários. Segundo ele, se fossem adquiridos todos os tratores por R$ 2,89 bilhões, “poderíamos ter um prejuízo de R$ 130 milhões, conforme a metodologia adotada pela CGU na verificação do preço desse maquinário”. Segundo ele, parte dos lotes com sobrepreço foi renegociada, reduzindo os prejuízos para R$ 113 milhões.

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O deputado Rogério Correia (PT-MG) perguntou ao ministro sobre como vai agir a CGU com as empresas que praticaram sobrepreço e depois aceitaram reduzir o valor.

“O ministério continua comprando as máquinas no edital de R$ 2,9 bilhões e a denúncia que a empresa XCMG continua vendendo, só que a análise feita pela controladoria já apontou esse sobrepreço, mas pode ter mais. Não seria o caso de suspender tudo e recomeçar do zero, fazer um novo edital? Quem vai depois responsabilizar ministro se o Tribunal de Contas disser que não aceita o sobrepreço?”, questionou o parlamentar.

Deputado Leo de Brito, autor do requerimento; e deputado Jorge Solla na CFFC. Foto: Michel Jesus / Câmara dos Deputados

Denúncia à PGR

Rogério Correia informou ao ministro que peticionou junto à Procuradoria-Geral da República uma denúncia contra a nova modalidade de emenda, conhecida como emenda de relator (RP9).

Ele lembrou que o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, “confessou” que usa a RP9 (emendas do relator) nas questões orçamentárias para fazer base de maioria do governo. “Se o ministro Rogério Marinho confessa isso, e está entre aspas, ele desrespeita o critério de transparência, de impessoalidade na lógica da locação de recursos”, alertou Rogério Correia.

De onde vem o dinheiro?

Leo de Brito questionou Wagner Rosário sobre a origem dos recursos utilizados para bancar as emendas RP9, num sistema conhecido como “orçamento paralelo”. Em resposta Wagner Rosário afirmou que “o dinheiro está nos orçamentos de Ministérios”, que são cortados e os recursos direcionados para a RP9. “O orçamento vem do governo, o relator pega daqui e coloca aqui”.

Venda de emendas

O deputado Jorge Solla (PT-BA) questionou o ministro sobre a venda de emendas. Na opinião do parlamentar baiano, a RP9 se tornou um mistério. “É uma caixa preta. Isso não pode persistir, nós temos recebido muita denúncia de vendas expostas, emendas de relator com pagamento antecipado de comissão em dinheiro”, denunciou Solla.

Nesse ponto, Wagner Rosário informou ao deputado Solla que existem vários casos e a CGU está investigando. “É claro que estão sob sigilo porque já fazemos esse trabalho nos convênios em geral. Não é só o trator, nós temos diversas outras coisas acontecendo no Brasil, fruto de convênios em diversos outros órgãos e estamos com um trabalho bastante forte nisso aí, com parceria com a Polícia Federal e todos vamos ficar sabendo no dia da deflagração das operações e também no desencadeamento dos trabalhos”, assegurou o representante da CGU.

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Convocação de Guedes

Mais cedo a CFFC aprovou o requerimento de autoria do deputado Leo de Brito em que pede a convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes. O deputado exige que Guedes esclareça a manutenção de empresa offshore em paraíso fiscal.

Audiência: CGU apontou sobrepreço de R$ 130 milhões na compra de tratores pelo governo Bolsonaro. Foto: Michel Jesus / Câmara dos Deputados

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Veja o Vídeo Abaixo: Deputado Edvaldo Magalhães lamentou que as escolas estão pedindo açúcar emprestado na taberna do bairro”, as três escolas situadas na cidade de Feijó não iniciaram o ano letivo por falta de organização da Secretaria de Estado de Educação (SEE) do governo Gladson Cameli. As Escola de Ensino Médio José Gurgel, por exemplo, ficou sem iniciar as atividades por falta de energia elétrica. Além disso, está faltando merenda. “Aonde tem merenda, estão servindo bolacha com ki-suco. O governo anunciou um programa que deixaria todos os alunos bem alimentados, mas não tem merenda. Não conseguiram contratar e entregar merenda para iniciar o ano letivo, diz deputado

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Vídeo: Vereadora Neiva afirma que inquérito envolvendo o irmão da prefeita Fernanda Hassem não se trata de perseguição política e sim de desvio de verba pública

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A vereadora Neiva Badotti usou a tribuna durante a sessão desta terça-feira para desmistificar alguns boatos que giram em torno do Inquérito da Policia Federal que investiga um possível desvio de recurso público na Prefeitura de Brasileia onde um dos envolvidos trata-se do irmão da prefeita Fernanda, Tadeu Hassem.

De acordo com a parlamentar, este processo que se originou através de denúncias e que a Polícia Federal deu início ao inquérito e não por disse e me disse, o fato é que neste mesmo inquérito consta muitas divergência de informações repassadas pela prefeitura que necessitam de maior esclarecimentos. Ao passar para o Ministério Público, o processo segue em segredo de justiça.

“Eu quero chamar a atenção dos senhores vereadores e da população, nós temos aprovado muito recurso para o município de Brasileia, nós não estamos recebendo a prestação de contas de um centavo e quando o vereador Leomar diz que é uma gestão que está sob suspeita aqui está a prova, que realmente está sob suspeita, e quem está dizendo não sou eu, quem denunciou não fui eu, quem está dizendo é a Policia Federal. Se são inocentou ou não, também não é eu que vou dizer, mas é uma administração que está sob suspeita”, enfatizou.

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Neiva Destacou ainda que ao tomar conhecimento deste processo e quando se pede mais 30% sobre o Orçamento é preocupante. Badotti afirma ainda que se trata de muito dinheiro em questão.

“Chega da população de Brasileia ser lesada!! Desde já eu peço que a população acompanhe mais as sessões que acompanhe o que vem acontecendo do município e principalmente que acompanhe o valor do Orçamento e a votação para tal realizada por este Poder, porque as coisas não vão bem no nosso município. Será que este processo está em segredo de justiça devido uma ligação da senhora prefeita ao governador? Eu acredito que não, pois o que prevalece é a minha confiança na justiça”, concluiu.

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https://www.facebook.com/3dejulhonoticias/videos/1528450424166996/

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Veja o Vídeo Abaixo: Vereadora Neiva Badotti solicita do secretário de Ação Social providências sobre as crianças Haitianos que fica na ponte todo os dias pedindo dinheiro, e que o Poder Público proporcione dignidade para essas crianças. Neiva solicita também que seja encaminhado um oficio para a gerente do hospital para saber se chegou algum saco funerário doado pela prefeitura, comprado com o dinheiro do covid, e que solicita que seja agendado novamente a reunião com a secretaria de segurança pública do estado, para se tratar sobre o IML, pois a mais de 20 anos o problema se arrasta e até o momento nada foi resolvido.

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