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Visita surpresa do Ministério da Saúde flagra irregularidades em Casa de Saúde Indígena em Mâncio Lima

Secretária Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Sílvia Waiãpi, encontrou camas quebradas e ar-condicionado sem limpeza em unidade em Mâncio Lima.

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Secretária Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Sílvia Waiãpi, encontrou camas quebradas e ar-condicionado sem limpeza em unidade em Mâncio Lima.

A Casa de Saúde Indígena (Casai) de Mâncio Lima, recebeu a visita surpresa da secretária Especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Sílvia Waiãpi. A visita foi para verificar a qualidade dos serviços de apoio prestados aos indígenas em tratamento pelo SUS no município.

Conforme o Ministério da Saúde divulgou na terça-feira (3), entre as irregularidades encontradas pela secretária, estão a falta de limpeza do ar-condicionado da unidade e camas quebradas.

A coordenadora do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Alto Rio Juruá, Iglê Monte da Silva, informou que ficou surpresa ao saber de camas quebradas e disse que pediu um levantamento de tudo que precisa ser consertado para dar encaminhamento às orientações da secretária.

“Ficamos muito felizes com a visita secretária para acompanhar de perto nosso trabalho. Com relação ao ar-condicionado, hoje nós não temos um processo de manutenção vigente, ele está em construção, mas com relação à limpeza, se for uma atribuição da equipe de limpeza, eles vão adequar e fazer isso. Já pedi um levantamento de tudo o que tem que arrumar, como camas e trincos de portas, vou passar para o setor responsável para que dê andamento urgente”, afirmou Iglê.

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Assim que chegou na unidade, a secretária exigiu o documento de registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) de todos os profissionais da área que estavam plantão. Depois de conferir os documentos, Sílvia visitou os setores da Casai e conversou com alguns pacientes.

Durante a visita, a secretária sugeriu ainda a criação de uma horta, usando a mão de obra dos próprios indígenas como forma de ocupação, tanto para tirá-los da ociosidade, como para incluir alternativas de interação por meio de terapia ocupacional adaptada aos costumes dos povos indígenas. Por Iryá Rodrigues, G1 Acre

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Mais da metade dos médicos formados no Acre deixaram o estado para atuar em outras regiões do país, diz CFM

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Dados do CFM mostram que dos 240 profissionais formados entre 2018 e 2021 no Acre, 151 não ficaram no estado. Presidência está no estado para debater esse e outros assuntos – Foto: Reprodução Ac24horas

Mais da metade dos médicos que se formam no Acre não atuam no estado. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que quase 63% profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país após a graduação.

Um dos principais motivos para essa mudança, segundo o Conselho, seria a falta de estímulos para garantir a permanência desses profissionais nos hospitais do estado acreano.

O estudo do CFM mostra também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.

Em visita ao estado acreano, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, disse, em entrevista à Rede Amazônica Acre, disse que faltam estímulos salariais e boas condições de trabalho para que esses profissionais permaneçam no estado.

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“Oferecem um salário e, muita das vezes, não pagam aquele salário para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.

Segundo o presidente, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria desses médicos procuram esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.

Falta de especialistas

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Hospitais e unidades de saúde quase sempre lotados, pessoas há anos na fila de espera por cirurgias, entre outros problemas enfrentados na rede pública do Acre. Muitos desses problemas estão ligados à insuficiência de médicos para atender a população. E a situação fica ainda mais agravada quando se trata de especialistas.

Em 2018, o Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) divulgou que 571 médicos especialistas cadastrados naquela época, apenas 265 atendia na rede pública do estado, sendo que seis eram temporários. Nos últimos anos, a falta de especialistas em muitas das 22 cidades acreanas tem sido o gargalo da gestão estadual.

Nos hospitais no interior do estado, o clínico-geral acabava fazendo o papel de anestesista, ginecologista e outros atendimentos para que o paciente consiga se reabilitar. Muitas vezes também recorre aos mutirões de atendimento e ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Veja mais no G1 Acre

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