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Tarauacá comemora 103 anos com investimentos em saúde

A unidade básica de saúde Padre Hubert Grosseheim, também abriga o centro de referência da mulher, Maria Helena Trindade Bayma.

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A unidade básica de saúde Padre Hubert Grosseheim, também abriga o centro de referência da mulher, Maria Helena Trindade Bayma.

 Por Arison Jardim 

A entrega de uma unidade básica de saúde, no bairro da Praia, faz parte do calendário de comemorações de 103 anos da cidade (Foto: Arison Jardim/Secom)

A entrega de uma unidade básica de saúde, no bairro da Praia, faz parte do calendário de comemorações de 103 anos da cidade (Foto: Arison Jardim/Secom)

A entrega de uma unidade básica de saúde municipal, no bairro da Praia, em Tarauacá, neste sábado, 23, dentro das comemorações de 103 anos da cidade (dia 24), é símbolo de como o Estado trabalha para a saúde pública. Segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM) junto com a Organização Não Governamental Contas Abertas, o Acre é o segundo melhor estado do Brasil em investimentos na área da saúde durante o ano de 2014, gastando R$ 2,92 por habitante. Os governos estaduais devem aplicar no mínimo 12% de seu orçamento com a saúde, e o Acre investe 18%.

“A saúde é a sensação plena de bem-estar. Envolve diversos fatores, desde a infraestrutura humana passando pelo centro de saúde para que a população possa encontrar o atendimento básico e também o especializado. Em Tarauacá, com a parceria dos governos do Estado e Federal, conseguimos investir mais de R$ 8 milhões em saúde, nos últimos quatro anos”, diz o prefeito Rodrigo Damasceno.

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A unidade básica de saúde Padre Hubert Grosseheim, que também abriga o centro de referência da mulher, Maria Helena Trindade Bayma, é um dos quatro novos empreendimentos em saúde do município. Está localizado em uma região antes tomada pelos altos índices de criminalidade. Hoje o bairro da Praia, que tem 42% de uma população de 38 mil do município, conta com biblioteca e quadra de esporte.

“Eu tenho certeza que esse posto vai contribuir para a qualidade de vida das pessoas, não só do bairro da Praia. Saúde é prioridade para todos nós. Eu lembro como nunca, que na câmara de vereadores fazia fila de pessoas precisando de receita, hoje isso não acontece mais”, diz Maria Dourado, presidente da associação de moradores do bairro.

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Mais da metade dos médicos formados no Acre deixaram o estado para atuar em outras regiões do país, diz CFM

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Dados do CFM mostram que dos 240 profissionais formados entre 2018 e 2021 no Acre, 151 não ficaram no estado. Presidência está no estado para debater esse e outros assuntos – Foto: Reprodução Ac24horas

Mais da metade dos médicos que se formam no Acre não atuam no estado. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que quase 63% profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país após a graduação.

Um dos principais motivos para essa mudança, segundo o Conselho, seria a falta de estímulos para garantir a permanência desses profissionais nos hospitais do estado acreano.

O estudo do CFM mostra também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.

Em visita ao estado acreano, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, disse, em entrevista à Rede Amazônica Acre, disse que faltam estímulos salariais e boas condições de trabalho para que esses profissionais permaneçam no estado.

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“Oferecem um salário e, muita das vezes, não pagam aquele salário para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.

Segundo o presidente, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria desses médicos procuram esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.

Falta de especialistas

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Hospitais e unidades de saúde quase sempre lotados, pessoas há anos na fila de espera por cirurgias, entre outros problemas enfrentados na rede pública do Acre. Muitos desses problemas estão ligados à insuficiência de médicos para atender a população. E a situação fica ainda mais agravada quando se trata de especialistas.

Em 2018, o Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) divulgou que 571 médicos especialistas cadastrados naquela época, apenas 265 atendia na rede pública do estado, sendo que seis eram temporários. Nos últimos anos, a falta de especialistas em muitas das 22 cidades acreanas tem sido o gargalo da gestão estadual.

Nos hospitais no interior do estado, o clínico-geral acabava fazendo o papel de anestesista, ginecologista e outros atendimentos para que o paciente consiga se reabilitar. Muitas vezes também recorre aos mutirões de atendimento e ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Veja mais no G1 Acre

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