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Secretaria de Saúde do Acre investiga caso suspeito de sarampo em menina de 4 anos em Assis Brasil

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Saúde investiga caso suspeito de sarampo em menina de 4 anos no interior do Acre – Foto: Alexandre Lima/Arquivo pessoal

A Secretaria de Saúde do Acre investiga um caso suspeito de sarampo no estado. Trata-se de em uma menina de 4 anos, moradora do município de Assis Brasil. O Acre não apresenta circulação endêmica do vírus do sarampo desde o ano 2000.

Segundo informações do Programa Nacional de Imunização (PNI) no Acre, a criança apresentou sintomas da doença, foi feita coleta e análise pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). No entanto, seguindo protocolo do Ministério da Saúde, todo caso de sarampo positivo, as amostras devem ser encaminhadas para análise na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Portanto, ainda não se pode tratar o caso como positivo.

Por conta da suspeita, a criança está isolada em casa e foi feito o bloqueio vacinal dos contatos. Uma equipe do PNI estadual está na cidade de Assis Brasil para acompanhar a situação e vacinar a população de 6 meses a 39 anos.

A informação é que a criança está evoluindo bem e os contatos próximos a ela não tiveram sintomas parecidos.

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“Nós já tivemos casos de sarampo no Acre que deram o primeiro teste positivo e quando foi feita análise na Fiocruz deu negativo. Porque pode acontecer de alguns vírus ou outras doenças darem o falso positivo, por exemplo, já tivemos caso de dengue que deu positivo para sarampo, mas lá na análise genética era dengue. Então não podemos dizer ainda que o caso é positivo”, explicou Renata Quiles, coordenadora do PNI estadual.

Foi o que aconteceu em 2018, quando a Saúde chegou a confirmar um caso de sarampo em um bebê de 9 meses que estava internado no Hospital da Criança de Rio Branco. No entanto, após análise na Fiocruz, esse caso foi descartado.

Situação epidemiológica do sarampo no Acre

Os últimos casos confirmados de sarampo no Acre ocorreram no ano de 2000, com o registro de três casos no município de Acrelândia, um em Mâncio Lima, um em Plácido de Castro e seis em Rio Branco, totalizando 11 casos.

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Conforme dados do PNI estadual, ao analisar uma série histórica dos últimos 8 anos dos casos notificados de sarampo, nota-se uma regularidade no número de notificações, mantendo uma média entre dois e cinco casos notificados. O ano de 2015 não apresenta essa similaridade, já que não houve nenhum caso notificado no decorrente ano.

No ano de 2018, o Acre relatou 64 casos distribuídos nos municípios de Plácido de Castro, Rio Branco, Capixaba, Acrelândia, Senador Guiomard e Tarauacá, sendo todos descartados por critério laboratorial. O município de Rio Branco apresentou o maior número de notificações, totalizando 51 casos.

Já em 2019, 11 casos foram registrados no estado, pelos municípios de Cruzeiro do Sul, Feijó, Plácido de Castro e Rio Branco, sendo que todos também foram descartados por critério laboratorial, conforme preconizado pelo Ministério da Saúde. E nos anos de 2020 e 2021, não houve notificações de sarampo. Veja mais no G1 Acre

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Fundação Oswaldo Cruz indica possível aumento do Síndrome Respiratória Aguda Grave no Acre

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Análise é feita com base nos dados inseridos no Sivep-gripe até o dia 9 de maio e faz parte da semana epidemiológica número 18, entre os dias 1º a 5 de maio – Foto: Reprodução

O novo Boletim do InfoGripe, divulgado nessa quinta-feira (12) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta para um possível início de crescimento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) na população adulta em diversos estados, incluindo o Acre.

A análise é feita com base nos dados inseridos no Sivep-gripe até o dia 9 de maio e faz parte da semana epidemiológica número 18, entre os dias 1º a 5 de maio.

O estado acreano está entre os 17 com tendência de crescimento dos casos entre adultos, o que mostra uma diferença do que ocorreu no mês de abril, quando o levantamento apontava essa tendência de crescimento entre crianças.

De acordo com o boletim, os casos de Covid-19 ainda são a principal causa de SRAG entre os casos com identificação laboratorial na população adulta.

Das 27 unidades da federação, 17 apresentam indicação de crescimento dos casos. Entre as capitais, o número também é de com sinais de crescimento, incluindo Rio Branco. Veja estados com tendência de aumento:

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  1. Acre
  2. Alagoas
  3. Amazonas
  4. Amapá
  5. Ceará
  6. Maranhão
  7. Mato Grosso
  8. Mato Grosso do Sul
  9. Pará
  10. Paraná
  11. Rio Grande do Norte
  12. Rio de Janeiro
  13. Rondônia
  14. Roraima
  15. Rio Grande do Sul
  16. Santa Catarina
  17. Tocantins

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) abrange casos de síndrome gripal (SG) que evoluem com comprometimento da função respiratória que, na maioria dos casos, leva à hospitalização, sem outra causa específica. As causas podem ser vírus respiratórios, dentre os quais predominam os da Influenza do tipo A e B, Vírus Sincicial Respiratório, SARS-COV-2, bactérias, fungos e outros agentes.

Síndrome Gripal (SG) – Indivíduo com quadro respiratório agudo, caracterizado por, pelo menos, dois (2) dos seguintes sinais e sintomas: febre (mesmo que referida), calafrios, dor de garganta, dor de cabeça, tosse, coriza, distúrbios olfativos ou gustativos.

Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) – Indivíduo com SG que apresente: dispneia/desconforto respiratório OU pressão ou dor persistente no tórax OU saturação de O2 menor que 95% em ar ambiente OU coloração azulada (cianose) dos lábios ou rosto.

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Fiocruz indica possível aumento de SRAG em adultos no Acre – Foto: Reprodução

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