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Profissionais do Mais Médicos no Acre participam de encontro

Médico Osvaldo Leal é um dos tutores dos profissionais que chegam por meio do Mais Médicos. Já são 165 profissionais no Acre do programa Mais Médicos.

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Médico Osvaldo Leal é um dos tutores dos profissionais que chegam por meio do Mais Médicos. Já são 165 profissionais no Acre do programa Mais Médicos.

Médicos estrangeiros e brasileiros formados em outros países que integram o Programa Mais Médicos, e que chegaram nos últimos meses ao Acre para reforçar o atendimento em saúde à população, participaram de um encontro presencial com os tutores responsáveis pelo programa no Estado, os professores-doutores Oswaldo Leal e Rodrigo Silveira.

De acordo com a coordenadora da Comissão Estadual do Mais Médicos, Márcia Andréa, os supervisores/tutores são de fundamental importância não apenas para orientar os estrangeiros em questões culturais, mas também para discutir com eles as atividades que serão desenvolvidas ao longo do curso de especialização, por meio da internet, além do apoio e orientação sobre as necessidades de cada município.

“Esse foi o primeiro encontro presencial com os tutores que são responsáveis pelas ações de coordenação, monitoramento e acompanhamento desses profissionais que vão atuar no interior do Estado. Esse suporte é muito importante no plano de trabalho, nas atividades a serem executadas pelos médicos participantes do programa”, destaca Márcia Andréa.

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Na semana passada, o Ministério da Saúde (MS) enviou ao Acre mais sete profissionais que compõem o programa Mais Médicos, todos de nacionalidade cubana, que vão trabalhar em postos de saúde de Rodrigues Alves (1), Marechal Thaumaturgo (1), Porto Walter (2), Acrelândia (1), Assis Brasil (1)e Santa Rosa (1)

A médica acreana formada há um ano na cidade de Cochabamba, na Bolívia, Ana Carolina Cavalcante e há quatro meses atuando pelo Mais Médicos no posto de saúde do recanto dos Buritis, em Rio Branco, conta que a experiência tem sido positiva.

“Estou há quatro meses pelo programa e tenho gostado muito, especialmente por ser daqui e já conhecer a realidade do Estado. Esse é um programa corajoso, tendo como grande parte de seu desafio as localidades de difícil acesso. Por isso é tão essencial para a manutenção das condições de saúde da nossa população, no que se refere à promoção e à prevenção”, destaca.

Ao todo, o Acre tem 165 profissionais do Mais Médicos, programa criado pelo governo federal para fortalecer a atenção básica de saúde em municípios que mais necessitam de assistência médica.

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Mais da metade dos médicos formados no Acre deixaram o estado para atuar em outras regiões do país, diz CFM

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Dados do CFM mostram que dos 240 profissionais formados entre 2018 e 2021 no Acre, 151 não ficaram no estado. Presidência está no estado para debater esse e outros assuntos – Foto: Reprodução Ac24horas

Mais da metade dos médicos que se formam no Acre não atuam no estado. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que quase 63% profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país após a graduação.

Um dos principais motivos para essa mudança, segundo o Conselho, seria a falta de estímulos para garantir a permanência desses profissionais nos hospitais do estado acreano.

O estudo do CFM mostra também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.

Em visita ao estado acreano, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, disse, em entrevista à Rede Amazônica Acre, disse que faltam estímulos salariais e boas condições de trabalho para que esses profissionais permaneçam no estado.

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“Oferecem um salário e, muita das vezes, não pagam aquele salário para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.

Segundo o presidente, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria desses médicos procuram esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.

Falta de especialistas

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Hospitais e unidades de saúde quase sempre lotados, pessoas há anos na fila de espera por cirurgias, entre outros problemas enfrentados na rede pública do Acre. Muitos desses problemas estão ligados à insuficiência de médicos para atender a população. E a situação fica ainda mais agravada quando se trata de especialistas.

Em 2018, o Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) divulgou que 571 médicos especialistas cadastrados naquela época, apenas 265 atendia na rede pública do estado, sendo que seis eram temporários. Nos últimos anos, a falta de especialistas em muitas das 22 cidades acreanas tem sido o gargalo da gestão estadual.

Nos hospitais no interior do estado, o clínico-geral acabava fazendo o papel de anestesista, ginecologista e outros atendimentos para que o paciente consiga se reabilitar. Muitas vezes também recorre aos mutirões de atendimento e ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Veja mais no G1 Acre

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