Saúde

Médicos do Acre iniciam protestos por mais concursos

Mobilizações começam a partir do dia 14

Publicados

Saúde

Mobilizações começam a partir do dia 14

“A população não será assistida plenamente com o Programa Mais Médicos

“A população não será assistida plenamente com o Programa Mais Médicos

Fonte: Assessoria do Sindmed-AC/ Foto: ContilNet

O presidente do Sindicato dos Médicos do Acre (Sindmed-AC), José Ribamar Costa, afirmou que novas mobilizações serão realizadas devido o não cumprimento dos acordos firmados na greve de julho. O final de setembro foi o prazo dado pelo próprio governo para lançamento do edital do concurso público.

“A população não será assistida plenamente com o Programa Mais Médicos, pois eles trabalharão apenas na atenção básica. Nossa preocupação está voltada também para os hospitais que atendem casos complexos, como cirurgias e internações”, protestou o sindicalista.

Ribamar Costa afirmou que especialistas de diversas áreas estão ameaçando abandonar o Acre por falta de um contrato de trabalho efetivo, “estatutário”, o que poderá agravar ainda mais o problema da saúde pública.

“O governo oferece apenas contratos de trabalho precário, como prestador de serviço ou provisório por um ano, o que não ajuda a fixar o profissional, com isso muitos deles estão procurando outros Estados.”, confirmou o presidente.

Leia Também:  Hospital de Tarauacá realiza mais um mutirão de cirurgias

Com a posição tomada pela classe médica, entre os dias 14 e 19 serão organizados mobilizações no sentido de informar toda a população o momento atual da categoria.

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Saúde

Mais da metade dos médicos formados no Acre deixaram o estado para atuar em outras regiões do país, diz CFM

Publicados

em

Dados do CFM mostram que dos 240 profissionais formados entre 2018 e 2021 no Acre, 151 não ficaram no estado. Presidência está no estado para debater esse e outros assuntos – Foto: Reprodução Ac24horas

Mais da metade dos médicos que se formam no Acre não atuam no estado. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que quase 63% profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país após a graduação.

Um dos principais motivos para essa mudança, segundo o Conselho, seria a falta de estímulos para garantir a permanência desses profissionais nos hospitais do estado acreano.

O estudo do CFM mostra também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.

Em visita ao estado acreano, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, disse, em entrevista à Rede Amazônica Acre, disse que faltam estímulos salariais e boas condições de trabalho para que esses profissionais permaneçam no estado.

Leia Também:  Hemoacre pede doadores para reforçar estoque em banco de sangue

“Oferecem um salário e, muita das vezes, não pagam aquele salário para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.

Segundo o presidente, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria desses médicos procuram esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.

Falta de especialistas

Leia Também:  Com quase 70% dos casos de HIV em homens, campanha vai distribuir preservativos no Acre

Hospitais e unidades de saúde quase sempre lotados, pessoas há anos na fila de espera por cirurgias, entre outros problemas enfrentados na rede pública do Acre. Muitos desses problemas estão ligados à insuficiência de médicos para atender a população. E a situação fica ainda mais agravada quando se trata de especialistas.

Em 2018, o Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) divulgou que 571 médicos especialistas cadastrados naquela época, apenas 265 atendia na rede pública do estado, sendo que seis eram temporários. Nos últimos anos, a falta de especialistas em muitas das 22 cidades acreanas tem sido o gargalo da gestão estadual.

Nos hospitais no interior do estado, o clínico-geral acabava fazendo o papel de anestesista, ginecologista e outros atendimentos para que o paciente consiga se reabilitar. Muitas vezes também recorre aos mutirões de atendimento e ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Veja mais no G1 Acre

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

EDUCAÇÃO

CONCURSO

ESPORTE

MAIS LIDAS DA SEMANA