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Médico é internado com síndrome de Guillain-Barré em BH

Sintomas são iguais aos de presos que morreram, diz médico.

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Sintomas são iguais aos de presos que morreram, diz médico.

Médico saiu de Cruzeiro do Sul para passar férias em Belo Horizonte (Foto: Arquivo pessoal)

Médico saiu de Cruzeiro do Sul para passar férias em Belo Horizonte (Foto: Arquivo pessoal)

Um médico de 68 anos que saiu de Cruzeiro do Sul (AC) para passar férias em Belo Horizonte (MG) foi internado em um hospital particular na capital mineira, após sentir dores no corpo e paralisia nas pernas durante a viagem. Manoel Correia foi submetido a uma série de exames que constataram a presença de uma doença neurológica aguda conhecida por síndrome de Guillain-Barré. Antes de ser internado na UTI, no domingo (15), Manoel conversou com o G1.

Segundo o clínico geral, os resultados dos exames saíram ainda no sábado (14). “Eu tenho um filho médico aqui [em Belo Horizonte] e ele tomou todas as providências rapidamente e o diagnóstico foi fechado. Como eu já tenho algumas complicações do coração e vou tomar doses fortes de medicamentos, a equipe médica decidiu me internar na UTI”, relata.

Correia conta que sentiu dificuldade para caminhar já no embarque em Cruzeiro do Sul. “Eu entrei no avião carregado nos braços, mas melhorei durante a viagem, desembarquei em Manaus (AM) e lá tive uma crise. Quando embarquei novamente passei a receber todos os cuidados da tripulação durante os voos e agora estou de cadeira de rodas, não é tanto devido a doença é mais por uma precaução”, explica. 

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A síndrome de Guillain-Barré faz o sistema imunológico atacar os nervos. A doença é a mesma que os profissionais de saúde suspeitavam que tivesse acometido dois presidiários que morreram após sentirem dores no corpo e dormência nas pernas, na Unidade Penitenciária Manoel Néri da Silva, em Cruzeiro do Sul. Porém, a Coordenação de Vigilância Epidemiológica do Estado divulgou que os dois presos morreram de leptospirose, doença transmitida pela urina do rato. O terceiro preso que também adoeceu de leptospirose continua internado em Rio Branco, capital do estado.

“O que causa a síndrome de Guillain-Barré é um vírus, aí eu fico pensando que eu tive contato com esses pacientes e nada impede que além da leptospirose eles pudessem estar com a síndrome”, analisa Manoel Correia.

Profissionais médicos que trabalham no Hospital do Juruá e preferem não se identificar admitem certa apreensão entre a classe com a notícia. Outros optam por não emitir opinião sobre o assunto, já que técnicos do Ministério da Saúde iniciaram um estudo dos casos e o resultado ainda não foi divulgado.

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Genival Moura Do G1 AC

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Saúde

Após liberação, Acre aguarda orientação do Ministério da Saúde para aplicar CoronaVac em crianças e adolescentes

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Anvisa autorizou aplicação da CoronaVac em crianças — Foto: Odair Leal/Secom

Após a aprovação da CoronaVac pela Anvisa nessa quinta-feira (20) para crianças e adolescentes entre 6 e 17 anos, a Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) informou que aguarda orientação do Ministério da Saúde sobre como adotar o protocolo com o imunizante no estado.

A gerente do núcleo do Programa Nacional de Imunização do Acre, Renata Quiles, informou que não é preciso fazer a aquisição de doses da vacina CoronaVac, uma vez que o estado ainda tem cerca de 3 mil em estoque.

“Não há necessidade de realizar aquisição de vacinas. Estamos sendo abastecidos pelo Ministério da Saúde. Ainda não recebemos nenhuma orientação do Ministério quanto à isso [uso do imunizante em crianças e adolescente], portanto, vamos aguardar”, informou Renata.

A coordenadora do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Rio Branco, Socorro Martins, também afirmou que a capital ainda não tem uma definição sobre a imunização desse público com as doses do Instituto Butantan. Segundo ela, ainda há algumas unidades em estoque, com vencimento somente para o final deste ano.

A Anvisa autorizou, nesta quinta-feira (20), o uso da CoronaVac na faixa etária de 6 a 17 anos, com exceção dos imunossuprimidos. Apesar disso, não há contrato em vigor que preveja a compra das doses pelo Ministério da Saúde.

O Instituto Butantan pediu autorização da Anvisa para uso da CoronaVac em crianças de 3 a 11 anos, levando em consideração pesquisas feitas com 14 mil crianças, pelo laboratório chinês Sinovac, em cinco países.

Veja, abaixo, seis pontos de destaque da decisão:

CoronaVac está liberada para público entre 6 e 17 anos

Não pode ser aplicada imunossuprimidos, que são pessoas com baixa imunidade

Aplicação está liberada para público com comorbidades (doenças ou condições prévias que agravam a Covid-19)

Imunização será em duas doses aplicadas em intervalo de 28 dias

Vacina é a mesma usada em adultos, sem adaptação de versão pediátrica

Anvisa não determinou quando começa a vacinação: distribuição de doses, cronograma e alteração de planos dependem dos estados e do Ministério da Saúde.

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Vacinação de crianças no Acre

A vacinação pediátrica iniciou no Acre na última segunda-feira (17) com doses da Pfizer pediátrica. E, segundo dados do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Rio Branco, até essa quinta (20), somente 793 crianças foram imunizadas na capital.

Em todo o Acre, a meta é imunizar 120 mil crianças de 5 a 11 anos, sendo que em Rio Branco são, pelo menos, 49 mil. Após problemas no sistema, o painel da vacinação do estado segue sem atualização desde de 9 de dezembro, por isso, não é possível saber quantas crianças foram vacinadas em todo o estado.

O estado do Acre recebeu 14,4 mil doses de vacinas pediátricas Pfizer, que chegaram em dois lotes. A vacinação ocorre de forma regressiva, começando pelas crianças com idade 11 anos e desde quinta (20) passou para crianças de 10 anos e com comorbidades a partir dos 5.

Casos de Covid-19 entre crianças
Dados da Secretaria Estadual de Saúde levantados a pedido do g1 apontam que o Acre registra mais de 3,8 mil casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 11 óbitos de crianças de 0 a 11 anos por conta da Covid-19 desde o início da pandemia.

O levantamento mostra que seis crianças de 0 anos morreram vítimas da Covid-19 entre 2020 e 2022 no Acre, sendo duas crianças no município de Feijó. Além de três crianças de 1 ano de idade que perderam a vida para a doença. Uma das vítimas tinha quatro anos e uma de 10 anos.

A primeira criança vítima da Covid-19 no Acre foi o pequeno Douglas Emanuel Junqueira, de 4 anos. Ele morreu em maio de 2020.

Com relação aos casos positivos de infecção desde o início da pandemia, o levantamento mostra que 400 crianças tinham menos de um ano de idade e outras mais de três mil crianças tinham idade entre 1 e 10 anos. Quase 400 que tinham 11 anos também foram contaminadas pelo vírus.

A grande maioria dos casos confirmados de infecção entre crianças de 0 a 11 anos foi registrada na capital, Rio Branco, com um total de 870 casos. O segundo município com mais casos foi Sena Madureira, com 369.

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Regras para vacinação de crianças
As crianças precisam estar acompanhadas do pai ou da mãe ou de outro responsável legal na hora da imunização.

No caso das crianças que possuem comorbidades, estas devem apresentar a prescrição médica para vacinação, segundo nota técnica do Departamento de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Rio Branco.

O documento destaca também que a 2ª dose deve ser aplicada após dois meses da aplicação da primeira dose.

Outra informação destacada é que a vacina contra a Covid-19 não pode ser administrada no mesmo período de outras vacinas do calendário de imunização infantil. O intervalo entre as vacinas de rotina e contra a Covid é de 15 dias.

Pontos de vacinação em crianças: USF Dr. Mário Maia – bairro Cidade Nova, USF Maria Áurea Vilela Santos – bairro Cadeia Velha, USF Gentil Perdomo da Rocha – Conjunto Esperança, USF Vitória – bairro Vitória, USF Manoel Alves Bezerra – Conjunto habitacional Cidade do Povo, USF Maria Verônica – bairro Preventório. Por G1 Ac.

E Veja Também no 3 de Julho Notícias

Veja o Vídeo Abaixo: Em meio a maior crise do sistema de transporte coletivo dos últimos tempos, a população de Rio Branco vive um dilema e acorda todo dia sem saber se terá ônibus passando em sua região. O prefeito Tião Bocalom tentou amenizar o problema repassando R$ 2 milhões e quatrocentos mil para as empresas quitar os débitos com empregados, acordo não cumprido e que foi um dos motivos para a intervenção no setor.

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