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Maternidade Bárbara Heliodora registra bons índices de sobrevida de bebês

Unidade é referência para os 22 municípios do Acre no atendimento de gestantes de alto risco.

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Unidade é referência para os 22 municípios do Acre no atendimento de gestantes de alto risco. 

 Por Nayanne Santana 

maternidade em Rio Branco

A Maternidade Bárbara Heliodora, de Rio Branco, é unidade de referência para gestante de alto risco, nível terciário, fazendo uma média de 540 partos/mês. A unidade é referência para os 22 municípios do Acre no atendimento de gestantes de alto risco.

Nesta semana, a equipe de governo esteve analisando os dados de 2015, quando foram registrados 6.486 nascidos naquela unidade e observando o relatório preliminar de auditoria do Sistema Único de Saúde (SUS), que identificou que a maternidade registrou, em 2015, 125 óbitos neonatais. Significa dizer que, do total de nascidos vivos, a taxa de mortalidade foi de 1,92% e, portanto, a equipe pode concluir que naquela unidade registrou-se alta taxa de sobrevida dos bebês que ali nasceram.

Para que se compreenda a importância desses dados, a assessora especial de governo Suely Melo ressalta que a administração Tião Viana tem investido em ações de qualificação de pessoal e infraestrutura que permitiram habilitar a maternidade, no ano de 2011, como uma unidade de nível terciário. Isso significa dizer que o local é dotado de condições técnicas e estruturais de alta complexidade.

Suely Melo explica que a estruturação permitiu que crianças de baixo peso (menos que 2.500 gramas), de extremo baixo peso (menos de 1.000 gramas) e de até 500 gramas sobrevivam. A assessora, que já atuou na gestão pública como secretária de Saúde do Estado, lembra que, antes, crianças que nasciam de gestação de seis meses não sobreviviam porque a rede estadual não dispunha de infraestrutura como leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e Unidade de Cuidado Intensivo (UCI) neonatal.

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“Dezenas de crianças com peso inferior a um quilo conquistaram a sobrevida graças à estruturação da Maternidade Bárbara Heliodora. A gestão de Tião Viana olha o aspecto geral da vida, investe em capacitações de servidores e de médicos e em infraestrutura hospitalar. A maternidade da capital conta com geneticista, neuropediatra e neonatologista. São essas ações que garantem a sobrevivência desses bebês prematuros, que possuem alto risco de morte”, ressalta Melo.

Avanços na estruturação

De 1999 a 2015, a saúde pública do Acre avançou na abertura de leitos de UTI e UCI neonatal.

Na MBH, atualmente, são 10 leitos de UTI e 10 de UCI – outros 10 leitos neonatais estão disponíveis no Hospital da Criança e da Mulher, no Juruá, e há ainda leitos de UTI/UCI no Hospital Santa Juliana, contratualizados por meio de parceria Estado-unidade privada de saúde.

“Só nos primeiros quatro anos do governo Tião Viana, foram abertos 28 leitos de UTI/UCI. Isso representa um alto custo para os cofres públicos, e podemos assegurar que o Ministério da Saúde não cobre 100% desses custos. Toda a mão de obra é custeada pelo governo do Acre. Para se ter ideia, a relação de gastos com saúde entre governo federal e estadual é de aproximadamente 60%, ou seja, o governo do Acre gasta muito mais com o SUS do que o governo federal”, revela a ex-secretária de Saúde.

Segundo Suely Melo, em 2014 os investimento em saúde foram na ordem de 17,31% da receita do Estado, enquanto a Constituição recomenda que os governos estaduais invistam 12% de sua receita própria em saúde. Dados da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) apontam que a média de gastos no Acre, no período de 2011 a 2014, foi 16,62%. “Isso demonstra o compromisso de nosso governo com os usuários do SUS”, comenta Melo.

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A assessora pontua que, analisando os dados de óbitos neonatais da Região Norte, é possível identificar que o Acre apresenta um índice inferior ao registrado em outros estados da Região Norte. “Se comparado ao índice geral da região, apresenta um índice menor. A Região Norte apresenta uma taxa de mortalidade neonatal de 17,7%”, diz.

De acordo com o Ministério da Saúde, no ano de 2014 o Pará registrou taxa de mortalidade infantil de 17,7%; o Amazonas, 18,2%; Roraima tem índice de 19,5% e Tocantins, 20,5%. No Acre, o índice registrado foi de 17,1%.

Para que a unidade identifique a causa morte de neonatos, é necessário realizar uma investigação que abrange três esferas: domiciliar, ambulatorial e hospitalar. Feito isso, é possível dizer se as mortes foram evitáveis ou não. De posse dessas informações, o governo do Acre, como condutor da política de atenção à saúde, busca estratégias para reduzir essas taxas.

“O governo do Acre tem feito isso. Em 2014, por exemplo, 96% dos óbitos neonatal foram investigados. Desenvolvemos, ainda, diversas estratégias para reduzir óbitos infantis. O ‘Plano Vida’ é um programa desenvolvido pelo governo que criou incentivo financeiro para as Unidades Básicas de Saúde por gestante de sua área de abrangência que realiza o pré-natal; implementamos a Rede Cegonha; realizamos concursos públicos para dotar a maternidade de especialistas, entre outros”, elencou.

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Mais da metade dos médicos formados no Acre deixaram o estado para atuar em outras regiões do país, diz CFM

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Dados do CFM mostram que dos 240 profissionais formados entre 2018 e 2021 no Acre, 151 não ficaram no estado. Presidência está no estado para debater esse e outros assuntos – Foto: Reprodução Ac24horas

Mais da metade dos médicos que se formam no Acre não atuam no estado. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que quase 63% profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país após a graduação.

Um dos principais motivos para essa mudança, segundo o Conselho, seria a falta de estímulos para garantir a permanência desses profissionais nos hospitais do estado acreano.

O estudo do CFM mostra também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.

Em visita ao estado acreano, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, disse, em entrevista à Rede Amazônica Acre, disse que faltam estímulos salariais e boas condições de trabalho para que esses profissionais permaneçam no estado.

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“Oferecem um salário e, muita das vezes, não pagam aquele salário para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.

Segundo o presidente, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria desses médicos procuram esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.

Falta de especialistas

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Hospitais e unidades de saúde quase sempre lotados, pessoas há anos na fila de espera por cirurgias, entre outros problemas enfrentados na rede pública do Acre. Muitos desses problemas estão ligados à insuficiência de médicos para atender a população. E a situação fica ainda mais agravada quando se trata de especialistas.

Em 2018, o Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) divulgou que 571 médicos especialistas cadastrados naquela época, apenas 265 atendia na rede pública do estado, sendo que seis eram temporários. Nos últimos anos, a falta de especialistas em muitas das 22 cidades acreanas tem sido o gargalo da gestão estadual.

Nos hospitais no interior do estado, o clínico-geral acabava fazendo o papel de anestesista, ginecologista e outros atendimentos para que o paciente consiga se reabilitar. Muitas vezes também recorre aos mutirões de atendimento e ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Veja mais no G1 Acre

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