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Mais da metade dos médicos formados no Acre deixaram o estado para atuar em outras regiões do país, diz CFM

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Dados do CFM mostram que dos 240 profissionais formados entre 2018 e 2021 no Acre, 151 não ficaram no estado. Presidência está no estado para debater esse e outros assuntos – Foto: Reprodução Ac24horas

Mais da metade dos médicos que se formam no Acre não atuam no estado. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que quase 63% profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país após a graduação.

Um dos principais motivos para essa mudança, segundo o Conselho, seria a falta de estímulos para garantir a permanência desses profissionais nos hospitais do estado acreano.

O estudo do CFM mostra também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.

Em visita ao estado acreano, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, disse, em entrevista à Rede Amazônica Acre, disse que faltam estímulos salariais e boas condições de trabalho para que esses profissionais permaneçam no estado.

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“Oferecem um salário e, muita das vezes, não pagam aquele salário para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.

Segundo o presidente, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria desses médicos procuram esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.

Falta de especialistas

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Hospitais e unidades de saúde quase sempre lotados, pessoas há anos na fila de espera por cirurgias, entre outros problemas enfrentados na rede pública do Acre. Muitos desses problemas estão ligados à insuficiência de médicos para atender a população. E a situação fica ainda mais agravada quando se trata de especialistas.

Em 2018, o Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) divulgou que 571 médicos especialistas cadastrados naquela época, apenas 265 atendia na rede pública do estado, sendo que seis eram temporários. Nos últimos anos, a falta de especialistas em muitas das 22 cidades acreanas tem sido o gargalo da gestão estadual.

Nos hospitais no interior do estado, o clínico-geral acabava fazendo o papel de anestesista, ginecologista e outros atendimentos para que o paciente consiga se reabilitar. Muitas vezes também recorre aos mutirões de atendimento e ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Veja mais no G1 Acre

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Hospital Regional do Alto Acre, em Brasileia receberá R$ 884,7 mil para melhorias na Rede de Atenção Materna e Infantil

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O Hospital Regional do Alto Acre, que atende os município de Assis Brasil, Brasileia, Epitaciolândia e Xapuri vai receber a quantia de R$ 884.700,00 (oitocentos e oitenta e quatro mil e setecentos reais), esses recursos são para melhorias na Rede de Atenção Materna e Infantil (Rede Cegonha).

No total, foram destinados para o estado do Acre mais de R$ 13 milhões para melhorais nos serviços de saúde oferecidos pela Rede de Atenção Materna e Infantil nas mais diversas Unidades Hospitalares, onde 12 hospitais serão contemplados com este recurso federal.

A Comissão Intergestores Bipartite (CIB-AC) divulgou a liberação do recurso no Diário Oficial do Estado (DOE) dessa sexta-feira (5). Conforme a publicação, o recurso corresponde a portaria do Ministério da Saúde de 2012 para as ações de promoção, proteção e recuperação à saúde nas Unidades Assistenciais do estado que compõem a Rede Cegonha, os valores variam de cada Unidade.

Veja baixo os Hospitais que irão receber:

Hospital Abel Pinheiro (Mâncio Lima) – R$ 306,7 mil;

Hospital João Câncio Fernandes (Sena Madureira) – R$ 933,9 mil;

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Hospital Epaminondas Jácome (Xapuri) – R$ 471,8 mil;

Hospital Ary Rodrigues (Senador Guiomard) R$ 117,9 mil;

Hospital Geral de Feijó – R$ 365,7 mil;

Hospital Raimundo Chaar (Brasileia) – R$ 884,7 mil;

Maternidade Ethel Muriel Gueddes (Tarauacá) – R$ 684,2 mil;

Hospital da Mulher e da Criança do Juruá (Cruzeiro do Sul) R$ 4,4 milhões;

Hospital Manoel Marinho Monte (Plácido de Castro) – R$ 171,3 mil;

Huerb (Rio Branco) – R$ 601,6 mil;

Fundhacre (Rio Branco) – R$ 522 mil;

Maternidade Bárbara Heliodora (Rio Branco) – R$ 3,7 milhões.

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