Saúde

Hospital das Clínicas atendeu mais de 45 mil pacientes entre janeiro e novembro

Realização de exames foi um dos serviços que atendeu mais de 45 mil pessoas ao longo de 2017. Atendimentos especializados do HC durante o ano de 2017.

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Realização de exames foi um dos serviços que atendeu mais de 45 mil pessoas ao longo de 2017. Atendimentos especializados do HC durante o ano de 2017.

 Por Lane Valle / Assessoria 

Uma das maiores unidades de saúde do Acre divulgou nesta sexta-feira, 22, o balanço parcial dos atendimentos realizados ao longo do ano de 2017.

Os números impressionam. Foram mais de 45,8 mil pacientes atendidos de janeiro a novembro deste ano, conforme balanço apresentado pela direção do Hospital das Clínicas (HC) em Rio Branco.

A divulgação das ações desenvolvidas ao longo de 2017 e de seus resultados tem como objetivo disseminar as informações sobre a atuação da unidade, que tem, por exemplo, avanços em procedimentos de alta complexidade e aumentando a oferta de cirurgias.

Nos últimos 11 meses, foram realizadas mais de 4 mil cirurgias. A agência transfusional, cuja função é armazenar sangue e seus derivados, além de realizar exames, liberar e transportar os produtos sanguíneos para as transfusões, realizou 7,9 mil atendimentos no período.

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A superintendente do HC, Juliana Quinteiro avaliou de forma positiva os resultados alcançados pela instituição neste ano. “Esse resultado é a soma do esforço de todos os servidores, que são parceiros do hospital e se esforçam para oferecer o melhor atendimento possível aos pacientes. A sensação nessa reta final do ano é de sentimento cumprido.”

Outro importante setor, que vem colocando o Acre em destaque no cenário nacional, é a Central de Transplantes, que só este ano já mudou a vida 43 pacientes que saíram da fila de espera por um novo órgão.

Por meio do serviço de Nefrologia do Hospital das Clínicas, 236 pacientes foram inseridos no programa de hemodiálise, com a realização de 37 mil sessões ao longo do ano.

Fisioterapia e reabilitação também se destacaram. Foram registrados mais de 107 mil atendimentos entre pacientes que foram atendidos no Hospital das Clínicas, Dom Bosco e Fundação do Bem-Estar Social (Funbesa).

Nos serviços diversos, o Hospital das Clínicas fecha o ano com a realização de quase 2 mil pequenas cirurgias, com 5,2% de redução de infecção hospitalar em pacientes da UTI e 14,5% de redução da taxa de letalidade.

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Também em 2017, foram realizados 767 procedimentos cirúrgicos no interior do Estado por meio do programa do Governo – Mutirão de Cirurgias. Já na capital, 22 pacientes realizaram cirurgia bariátrica.

O serviço de Nutrição e Dietética do Hospital das Clínicas também registra 742,7 mil refeições servidas na unidade até novembro de 2017.

“Ficamos satisfeitos com esses números apresentados. O HC é uma das nossas maiores unidades e todos os anos se supera, desenvolvendo um trabalho de suma importância para ações em alta complexidade na saúde do Acre”, destaca Gemil de Abreu Júnior, secretário de Estado de Saúde.

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Saúde

Mais da metade dos médicos formados no Acre deixaram o estado para atuar em outras regiões do país, diz CFM

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Dados do CFM mostram que dos 240 profissionais formados entre 2018 e 2021 no Acre, 151 não ficaram no estado. Presidência está no estado para debater esse e outros assuntos – Foto: Reprodução Ac24horas

Mais da metade dos médicos que se formam no Acre não atuam no estado. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que quase 63% profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país após a graduação.

Um dos principais motivos para essa mudança, segundo o Conselho, seria a falta de estímulos para garantir a permanência desses profissionais nos hospitais do estado acreano.

O estudo do CFM mostra também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.

Em visita ao estado acreano, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, disse, em entrevista à Rede Amazônica Acre, disse que faltam estímulos salariais e boas condições de trabalho para que esses profissionais permaneçam no estado.

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“Oferecem um salário e, muita das vezes, não pagam aquele salário para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.

Segundo o presidente, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria desses médicos procuram esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.

Falta de especialistas

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Hospitais e unidades de saúde quase sempre lotados, pessoas há anos na fila de espera por cirurgias, entre outros problemas enfrentados na rede pública do Acre. Muitos desses problemas estão ligados à insuficiência de médicos para atender a população. E a situação fica ainda mais agravada quando se trata de especialistas.

Em 2018, o Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) divulgou que 571 médicos especialistas cadastrados naquela época, apenas 265 atendia na rede pública do estado, sendo que seis eram temporários. Nos últimos anos, a falta de especialistas em muitas das 22 cidades acreanas tem sido o gargalo da gestão estadual.

Nos hospitais no interior do estado, o clínico-geral acabava fazendo o papel de anestesista, ginecologista e outros atendimentos para que o paciente consiga se reabilitar. Muitas vezes também recorre aos mutirões de atendimento e ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Veja mais no G1 Acre

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