RIO BRANCO

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Ex-pacientes contam como superaram o câncer no AC

‘A cada quimioterapia eu achava que ia morrer’, diz Erick Gil, de 23 anos. No Acre, ao menos 1.850 pacientes fazem tratamento contra a doença.

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‘A cada quimioterapia eu achava que ia morrer’, diz Erick Gil, de 23 anos. No Acre, ao menos 1.850 pacientes fazem tratamento contra a doença.

Erick Gil de Paula em 2012 quando fazia quimioterapia no Hospital do Câncer do Acre (Foto: Arquivo pessoal)

Erick Gil de Paula em 2012 quando fazia quimioterapia no Hospital do Câncer do Acre (Foto: Arquivo pessoal)

erick_gilO ano de 2012 ficou marcado na vida do supervisor de vendas Erick Gil de Paula, de 23 anos. Foi no mês de setembro desse mesmo ano, que Erick descobriu que estava com um câncer no sistema linfático. Nesta quarta-feira (4), Dia Mundial da Luta Contra o Câncer, ele conta como superou a doença e do medo que sente de passar por tudo de novo. 

“Foi horrível o tratamento. Essa é uma doença que pode surgir novamente e se acontecer de novo eu não sei se terei a mesma força para passar por tudo isso outra vez. Nada que eu disser vai descrever o sentimento de fazer uma quimioterapia. É como um sentimento de morte. Como foi a primeira vez que tive a doença, foi tudo uma descoberta, então, eu tinha mais força de lutar contra”, conta Erick Gil.

Segundo Erick, o tratamento contra a doença durou 11 meses e foi todo feito no Hospital do Câncer do Acre. Ele diz que passou por 12 sessões de quimioterapia, com intervalos que variavam entre 14 e 21 dias, e que não foi necessário fazer radioterapia. O jovem lembra que teve que adiar cerca de quatro sessões, por estar muito fragilizado e chegou a ficar dois dias em coma no hospoital.

O jovem diz ainda que sempre teve pensamento positivo de que iria conseguir ficar curado. Segundo ele, na maioria dos dias acreditava na sua recuperação, mas admite que em determinados momentos a desconfiança acabava aparecendo, principalmente quando estava com as crises após a quimioterapia.

“Quando eu comecei a sentir fortes dores antes de entrar em coma pensei que não ia ter mais jeito. Outra vez que desacreditei foi quando fiz uma tomografia e após tomar o contraste minha pressão foi para 18 por 21. Descobri que o câncer que eu tive é raríssimo e nas minhas condições mais ainda, porque o linfoma que eu tive ocorre principalmente em mulheres. São cerca de 92% dos casos registrados, então, quando ocorre em homem, é um pouco mais agressivo. Com isso, além do sofrimento vem a desconfiança”, afirma o jovem.

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Erick diz que foi preciso abrir mão de inúmeras coisas durante a luta contra o câncer. Ficou sem trabalhar cerca de 9 meses, mas mesmo no final do tratamento voltou a trabalhar. “Acho que a maior dor em relação ao que tive que abdicar foi porque precisei parar de jogar futebol, e tive que ficar os 11 meses sem jogar, não podia sair de casa, nem pegar sol. Além disso, precisei trancar minha faculdade de economia, e com isso atrasei o curso”, diz.

O dia em que descobriu que não estava mais com a doença é lembrado com emoção. Erick conta que foi ao hospital com sua mãe marcar as datas para o início das radioterapias, que o médico havia confirmado a necessidade de fazer, já que as sessões de quimioterapia tinham terminado e foi avisado de que no exame não constava mais o câncer.

“Eu tinha encerrado a quimioterapia e fui até hospital marcar as datas da radioterapia. Quando peguei os exames da tomografia que diziam que eu não tinha mais nada foi um choque tão grande que peguei o exame, entrei no meu carro e fui embora. Quando cheguei no estacionamento de casa foi que me dei conta do que tinha acontecido e comecei a chorar e agradecer a Deus, porque tenho certeza que sem Ele eu não teria conseguido”, lembra Erick.

Professora Cristiana Soares venceu um câncer na bexiga em 2001 (Foto: Arquivo pessoal)Professora Cristiana Soares venceu um câncer na bexiga em 2001 (Foto: Arquivo pessoal)
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Após câncer na bexiga, professora precisa conviver com bolsa coletora
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A professora Cristiana Soares de Holanda, de 50 anos, conhece bem o drama de lidar com a  doença. Ela lutou contra um câncer na bexiga, em 1996, e, para ela, esse foi um dos momentos mais difíceis e dolorosos que já teve que enfrentar. O tratamento durou cinco anos e foi preciso fazer uma cirurgia, que fez com que ela precisasse usar uma bolsa coletora de urina de forma permanente para toda a vida.
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“Foi tudo muito difícil e doloroso, porque em Rio Branco não tinha o tratamento, tive que fazer a cirurgia e a quimioterapia em Goiânia. Precisei sair de perto da família, da minha casa e, tudo isso, psicologicamente, fica mais difícil. Quando nos vemos nessa situação, acabamos nos perguntando o porquê de ser com a gente, nunca pensamos que as coisas ruins podem acontecer conosco. Mas, depois que descobre a doença tem que encarar, se quiser permanecer viva, é preciso ter força”, conta a professora.
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Cristiana ressalta ainda que nos momentos mais complicados do seu tratamento, o que deu mais força foi a ajuda das pessoas. “O que mais ajuda uma pessoa que está com câncer é o apoio da família e dos amigos, sem isso não há tratamento que dê certo. Eu sempre tive esperança de que ia dar tudo certo e graças a Deus eu consegui e estou bem até hoje”, diz.
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Casos de câncer no Acre
Dos 5 mil casos registrados no Hospital do Câncer do Acre (Unacon), desde sua fundação há aproximadamente 8 anos, 1.850 pacientes estão em tratamento no hospital. De acordo com a gerente do Unacon, Rosana Andrade, em torno de 6% desses pacientes registrados têm câncer que afetam o sistema linfático e o sangue.

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Rosana explica que o câncer mais comum entre os acreanos é o câncer de pele, mas ele não é registrado no hospital, porque os pacientes não necessitam fazer quimioterapia ou radioterapia. O tratamento, na maioria dos casos é cirúrgico e precisa ser feito fora do estado, já que o hospital não realiza a cirurgia.

Segundo a gerente, o câncer mais comum nas mulheres é o de colo do útero, chega a 25% em todo o estado. Ela explica que esse número está relacionado a fatores como a vida sexual das mulheres da região que é mais precoce, e têm mais exposição ao vírus HPV. Além disso, as mulheres não têm a rotina de fazer o exame preventivo. O segundo câncer mais comum em mulheres no Acre é o câncer de mama, ao menos 20% dos casos registrados.

“Nos homens, o câncer mais comum é o de próstata, que chega em torno de 28% dos pacientes. E o segundo câncer mais comum é o de pulmão. Os tumores hematológicos, assim como os infantis são mais raros. Por ser um tumor raro, o total de pacientes em tratamento do câncer infantil no Acre está em cerca de 20 pacientes”, explica a gerente.

Iryá Rodrigues Do G1 AC

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População no município de Xapuri recebe atendimentos do programa Saúde Itinerante Especializado

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A coordenadora do programa Saúde Itinerante, Rosemary Ruiz, destaca a proximidade do serviço de saúde à população – Foto: Cedida

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), realizou nos dias 22 e 23 de outubro, no município de Xapuri, atendimentos à população pelo programa Saúde Itinerante, na Escola Estadual Madre Gabriela Nardi, no bairro Sibéria.

Foram oferecidos os seguintes serviços: consultas médicas de medicina da família, pediatria, ginecologia, obstetrícia, geriatria, além da realização de exames laboratoriais, de apoio diagnóstico, ultrassonografias e preventivo do câncer do colo do útero (PCCU).

Além disso, a população contou com atendimentos odontológicos e serviço social, enfermagem, entrega de medicamentos e vacinas do contra a Covid-19 e de rotina. Madalena Maia, de 45 anos, aproveitou para fazer o PCCU e atualizar a carteira vacinal dos filhos.

“É muito importante esse serviço para a população. Eu me sinto muito grata porque é um serviço que fica próximo de nós, então é mais fácil para a gente”, destacou Madalena Maia.

A coordenadora do programa Saúde Itinerante, Rosemary Ruiz, destaca a proximidade do serviço de saúde à população: “A preocupação do Estado é levar esse tipo de ação onde a população reside, fazendo o caminho inverso, devido à dificuldade que muitos encontram para procurar os serviços médicos”.

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Veja o Vídeo Abaixo: Vereadora Neiva Badotti – “Não me manda recado, mais! Este tipo de recado é de quem deve, é de quem está com medo, eu vou continuar fiscalizando, denunciando doa a quem doer. Eu tenho certeza que essas denuncias não vão passar despercebidas, eu confio plenamente no Poder Judiciário na Policia Federal que não vão usar dois pesos e duas medidas para ninguém. Ninguém está acima da Lei, nem a senhora prefeita, nem o Governo do Estado e nem o presidente da República interfere na PF, não me mande mais recado!!”, concluiu a parlamentar.

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