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Em uma semana, nova gestão realiza mais de 90 cirurgias ortopédicas no Pronto Socorro de Rio Branco

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Empresa se dispôs a assumir a unidade do Pronto Socorro de Rio Branco antes do prazo determinado em contrato – Foto: Reprodução

Quem passa pelo Pronto Socorro de Rio Branco hoje não irá reconhecer o cenário de caos flagrado na unidade no início do mês de novembro. As longas filas na ala de ortopedia, que se formaram após a antiga empresa responsável pela unidade encerrar o atendimento aos pacientes, foi praticamente zerada e o atendimento segue normalizado. Atualmente, mais de vinte ortopedistas atuam no local.

A nova contratada para gerir o setor no Pronto Socorro, a Medtrauma Centro Especializado em Ortopedia, interveio antes do período determinado pelo contrato firmado com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre, para auxiliar os pacientes que estavam aguardando por atendimento médico. Em uma semana, foram realizados cerca de noventa e três procedimentos cirúrgicos, além de 430 visitas médicas e 57 atendimentos ambulatoriais destinados aos pacientes do pós-operatório. 

O coordenador da empresa, Dr. Régis Castro, pontua que quando a equipe médica assumiu a unidade, na quinta-feira (11), o cenário era preocupante. “Não cabe a nós discutir o que houve com a antiga contratada, mas nos dispusemos a auxiliar, pois sabemos que a população não pode esperar. Desde então, temos trabalhado focados e conseguimos colocar em pouco tempo, os atendimentos em dia”, pontua.

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Ainda de acordo com o coordenador, quando a Medtrauma chegou à unidade, quase noventa pessoas aguardavam internadas para serem operadas. É nesse cenário que o Sindicato dos Médicos do Acre (Sindimed – AC) interveio e protocolou uma denúncia relatando que a antiga gestora, suspendeu os atendimentos e chegou a retirar os equipamentos e materiais cirúrgicos do local, provocando reclamações. 

“Quanto entramos aqui, o cenário era de terra arrasada. Eram pessoas com fraturas, amputações e outros traumas necessitando urgentemente de amparo. Trouxemos imediatamente nosso corpo médico e toda nossa expertise na prestação de assistência complementar à saúde e em tempo recorde estruturamos toda a equipe de enfermagem de instrumentação cirúrgica e apoio administrativo”, reforça o coordenador. Somente nas primeiras 24 horas de atendimento, foram realizados treze procedimentos cirúrgicos, trinta e oito consultas ambulatoriais e 100 atendimentos na porta de entrada da urgência e emergência. 

O Conselho Regional de Medicina (CRM) do Acre já realizou vistorias no Pronto Socorro e conversou com médicos, enfermeiros e chefes de setores para constatar a atuação. “O CRM tem acompanhado de perto esse momento de transição para assegurar que os pacientes sejam atendidos da melhor forma possível”, declarou a presidente da entidade, Dra. Leude Dávalos.

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Assessoria: Dialum

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Mais da metade dos médicos formados no Acre deixaram o estado para atuar em outras regiões do país, diz CFM

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Dados do CFM mostram que dos 240 profissionais formados entre 2018 e 2021 no Acre, 151 não ficaram no estado. Presidência está no estado para debater esse e outros assuntos – Foto: Reprodução Ac24horas

Mais da metade dos médicos que se formam no Acre não atuam no estado. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que quase 63% profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país após a graduação.

Um dos principais motivos para essa mudança, segundo o Conselho, seria a falta de estímulos para garantir a permanência desses profissionais nos hospitais do estado acreano.

O estudo do CFM mostra também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.

Em visita ao estado acreano, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, disse, em entrevista à Rede Amazônica Acre, disse que faltam estímulos salariais e boas condições de trabalho para que esses profissionais permaneçam no estado.

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“Oferecem um salário e, muita das vezes, não pagam aquele salário para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.

Segundo o presidente, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria desses médicos procuram esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.

Falta de especialistas

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Hospitais e unidades de saúde quase sempre lotados, pessoas há anos na fila de espera por cirurgias, entre outros problemas enfrentados na rede pública do Acre. Muitos desses problemas estão ligados à insuficiência de médicos para atender a população. E a situação fica ainda mais agravada quando se trata de especialistas.

Em 2018, o Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) divulgou que 571 médicos especialistas cadastrados naquela época, apenas 265 atendia na rede pública do estado, sendo que seis eram temporários. Nos últimos anos, a falta de especialistas em muitas das 22 cidades acreanas tem sido o gargalo da gestão estadual.

Nos hospitais no interior do estado, o clínico-geral acabava fazendo o papel de anestesista, ginecologista e outros atendimentos para que o paciente consiga se reabilitar. Muitas vezes também recorre aos mutirões de atendimento e ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Veja mais no G1 Acre

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