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CRM flagra medicações vencidas, lixo acumulado e baratas em unidade de saúde de Rio Branco

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Equipe do CRM-AC identificou diversas irregularidades na Unidade de Saúde da Família Agripina Lindoso, na Vila Benfica — Foto: Arquivo/CRM-AC

Lixo acumulado, baratas, mofo, rachaduras, falta de profissionais e segurança, medicamentos vencidos e até falta de banheiros para os funcionários. Esse foi o cenário encontrado pela equipe do Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) na Unidade de Saúde da Família (USF) Agripina Lindoso, na Vila Benfica, zona rural de Rio Branco.

A Prefeitura de Rio Branco informou que a secretária de Saúde recebeu a informação da vistoria e, nesta sexta (14), uma equipe da pasta vai até a unidade de saúde fazer um levantamento dos problemas identificados. A Saúde Municipal alega ainda que recebeu todas as unidades com sérios problemas e começou a trabalhar em todas.

No último dia 6, equipes do CRM-AC também fizeram uma fiscalização na Unidade de Saúde Básica (USB) Vitória, em Rio Branco, e encontraram uma grande quantidade de lixo hospitalar que estava acumulado dentro da unidade. De acordo com o CRM-AC, foi constatado que o lixo hospitalar não estava sendo coletado desde dezembro do ano passado devido a problemas no contrato com a empresa responsável pela coleta.

Nesta quinta-feira (13), as equipes foram até a Vila Benfica verificar a situação da unidade de saúde que atende cerca de 600 famílias da comunidade e realiza, diariamente, aproximadamente 20 atendimentos médicos das 7h às 13h.

O CRM-AC destacou que a unidade básica não dispõe de segurança, não tem muro e foram encontradas diversas rachaduras, infiltração e mofo nas paredes do prédio. Com exceção do consultório médico, a equipe do conselho afirmou que todos os lugares são inadequados para os atendimentos.

Foi percebido também que o posto de saúde não tem banheiros para funcionários. O depósito de limpeza com os materiais utilizados fica do lado de fora do prédio.

Remédios vencidos
Ainda durante a fiscalização, a equipe do CRM-AC encontrou também remédios vencidos e falta de outros medicamentos.

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Em cima de uma pia havia caixas de materiais e equipamentos dos funcionários empilhadas. Também foram flagrados material de limpeza espalhados pelo ambiente.

A sala utilizada para curativos, esterilização e medicação é pequena e não há espaço suficiente para os serviços oferecidos. Não há sala de dentista também no local.

Área externa

A área externa da unidade de saúde é outro lugar onde foram encontradas diversas irregularidades. Segundo o CRM-AC, há lixo hospitalar acumulado do lado de fora, baratas e cupins. Os fiscais ouviram no local que os funcionários já ficaram um mês sem água.

O abastecimento só foi retomado por um caminhão pipa. O conselho recomendou que seja construído um poço artesiano no local para garantir que não falte água na unidade de saúde.

O CRM-AC informou ainda que estuda interditar a unidade de saúde. Enquanto isso, o Ministério Publico do Acre (MP-AC), Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária e a Secretaria de Saúde Municipal serão acionados e informados sobre as gravidades flagradas.

Emergência na capital

As irregularidades nas unidades de saúde são detectadas no momento em que a capital acreana enfrenta um surto de síndrome gripal e aumento no número de casos de Covid-19. Com isso, postos de saúde e hospitais têm ficado lotados de pessoas em busca de assistência médica.

Na segunda (10), o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, decretou situação de emergência na capital devido ao aumento de casos de gripe e também Covid-19, mesmo sem ter dados exatos sobre esse aumento. O decreto foi publicado na terça (11) no Diário Oficial do estado.

Segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre), divulgado na quarta (12), Rio Branco tem 38.760 casos confirmados de Covid-19. Ou seja somente Rio Branco concentra 44% dos 88.813 casos confirmados da doença no estado acreano. Já sobre casos de gripe, a secretaria não divulga os dados.

Nesta quinta, a secretária de Saúde de Rio Branco, Sheila Andrade Vieira, anunciou as medidas com relação ao combate e prevenção de Covid-19 no município. A gestora alertou que a capital acreana está com aumento dos casos e enfrenta a terceira onda de Covid-19, além de um surto de gripe.

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A equipe de saúde se reuniu com o promotor Gláucio Ney Shiroma Oshiro para debater novas medidas e foi decidido: Restringir testes de Covid somente para sintomáticos ; Convocar cerca de 18 médicos que seguem em greve; Suspender férias, licença-prêmio e folgas de todos os servidores da Saúde; Tornar a Unidade Cláudia Vitorino como o segundo ponto de referência para atendimentos de gripe, das 7h às 22h; Intensificar os atendimentos pelo Telessaúde (O atendimento pode ser feito via telefone, ligando para o (68) 3216-2400, de segunda a sexta-feira, das 7h às 18h, e aos finais de semana e feriados, das 8h às 17h, ou por chat nas redes sociais da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) nesses mesmos horários. Por G1 Ac.

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Veja o Vídeo Abaixo: O ex-deputado federal, Sibá Machado, gravou um vídeo polêmico onde fez um desabafo contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, o Juiz Sérgio Moro e o governador do Acre, Gladson Cameli. Sibá não perdeu a oportunidade de alfinetar o gestor em se tratando do escândalo de corrupção no qual para a Polícia Federal, Cameli é tido como o chefe de uma organização Criminosa que desviou quase R$ 1 bilhão de reais dos cofres públicos do Estado.

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Mais da metade dos médicos formados no Acre deixaram o estado para atuar em outras regiões do país, diz CFM

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Dados do CFM mostram que dos 240 profissionais formados entre 2018 e 2021 no Acre, 151 não ficaram no estado. Presidência está no estado para debater esse e outros assuntos – Foto: Reprodução Ac24horas

Mais da metade dos médicos que se formam no Acre não atuam no estado. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) mostra que quase 63% profissionais optam por trabalhar em unidades de saúde de outras regiões do país após a graduação.

Um dos principais motivos para essa mudança, segundo o Conselho, seria a falta de estímulos para garantir a permanência desses profissionais nos hospitais do estado acreano.

O estudo do CFM mostra também que, dos 240 médicos formados no Acre entre 2018 e 2021, 151 partiram para outros estados assim que se formaram. O número corresponde a mais da metade dos profissionais e é o maior percentual de evasão entre todos os estados brasileiros.

Em visita ao estado acreano, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, disse, em entrevista à Rede Amazônica Acre, disse que faltam estímulos salariais e boas condições de trabalho para que esses profissionais permaneçam no estado.

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“Oferecem um salário e, muita das vezes, não pagam aquele salário para o médico. Queremos não só um bom salário, mas também condições de trabalho. É inadmissível, em pleno século 21, sermos agredidos nas unidades públicas, como aconteceu no Rio de Janeiro que uma pediatra foi agredida e ninguém fez nada. Como presidente do conselho, estou pedindo às autoridades melhores condições de trabalho, uma política pública palpável e mais atrativa para que nossos estados pobres tenham médicos constantemente”, destacou o presidente.

Segundo o presidente, faltam políticas públicas para incentivar esses profissionais a se manterem nos estados mais pobres, a exemplos do Acre, Rondônia, Roraima e outros. “É preocupante a situação, temos hoje 563 mil médicos no Brasil e, lamentavelmente, a maioria desses médicos procuram esses estados mais pujantes, onde tem condições de vida melhor com praia, cinema, teatro e é o que falta em nosso estado. Para que isso aconteça, não adianta só chegar e fazer promessas e não cumprir essas promessas”, lamentou.

Falta de especialistas

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Hospitais e unidades de saúde quase sempre lotados, pessoas há anos na fila de espera por cirurgias, entre outros problemas enfrentados na rede pública do Acre. Muitos desses problemas estão ligados à insuficiência de médicos para atender a população. E a situação fica ainda mais agravada quando se trata de especialistas.

Em 2018, o Conselho Regional de Medicina no Acre (CRM-AC) divulgou que 571 médicos especialistas cadastrados naquela época, apenas 265 atendia na rede pública do estado, sendo que seis eram temporários. Nos últimos anos, a falta de especialistas em muitas das 22 cidades acreanas tem sido o gargalo da gestão estadual.

Nos hospitais no interior do estado, o clínico-geral acabava fazendo o papel de anestesista, ginecologista e outros atendimentos para que o paciente consiga se reabilitar. Muitas vezes também recorre aos mutirões de atendimento e ao Tratamento Fora do Domicílio (TFD). Veja mais no G1 Acre

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