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Com mais de 1,4 mil pacientes na fila, Fundhacre prepara mutirão de atendimentos ambulatoriais

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Com mais de 1,4 mil pacientes na fila, Fundhacre realiza mutirão de atendimentos ambulatoriais – Foto: Aline Nascimento

Com o objetivo de zerar a fila que está com demanda reprimida, a Fundação Hospitalar do Acre (Fundhacre) inicia, a partir do dia 20 de novembro, um mutirão de atendimentos com otorrinolaringologista para pacientes que aguardam pelo especialista. Serão quatro sábados de atendimentos.

O diretor da Fundação, João Paulo Silva, informou ao g1 que atualmente a fila é de pelo menos 1,4 mil pacientes que esperam pelo atendimento com o especialista.

“A gente decidiu começar por uma especialidade devido essa questão da pandemia não poder aglomerar muito. Então, começamos pela fila de otorrino. Vamos fazer uma sequência de sábados, entrando, pelo mês de dezembro”, explicou.

A intenção é avançar também dentro de outras especialidades, mas em outros cronogramas. Nesse período, serão pelo menos quatro profissionais que vão prestar os atendimentos. O objetivo da ação é reduzir a demanda reprimida do estado.

“A gente, às vezes, pensa só em fila de cirurgia, mas existe o represamento de consultas de especialidades também e sabemos que o estado tem algumas especialidades em que há poucos especialistas e, com isso, decidimos sentar com a regulação do estado e fazer alguns mutirões de especialidades”, explicou.

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Silva afirmou ainda que é importante que as pessoas que estão aguardando estes atendimentos que procurem as unidades de saúde onde marcaram as consultas para checar qual a situação.

“Não adianta a população vir na porta da [Fundação] em busca do atendimento porque são pacientes devidamente regulados de acordo com a fila. A orientação que a gente passa é que o paciente vá ao posto de saúde onde deu entrada e faça a reclamação porque é o município que regula para o estado. E também que procurem a ouvidoria da Fundação para fazer sua reclamação”, concluiu.

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Taxa de mortalidade infantil cai pela metade no país graças ao pré-natal e ao acompanhamento pediátrico

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De 2000 a 2019, índice teve queda de 26,1 para 13,3 óbitos por mil nascidos vivos; Ministério da Saúde aponta melhoria na prestação dos serviços de Atenção Primária à Saúde como uma das causas – Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasiil

Em 20 anos, a taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu pela metade: de 26,1 óbitos por mil nascidos vivos, em 2000, para 13,3 óbitos por mil nascidos vivos, em 2019. A queda é atribuída pelo Ministério da Saúde, responsável por mensurar os dados no país, à melhoria na prestação dos serviços de Atenção Primária à Saúde, como pré-natal e acompanhamento do crescimento da criança no primeiro ano de vida.

Na avaliação das autoridades públicas de saúde, a mortalidade infantil é um indicador de saúde e condições de vida de uma população. Com o cálculo da sua taxa, estima-se o risco de um nascido vivo morrer antes de chegar a um ano de vida. Quanto maior o valor, mais precárias são as condições de vida e saúde e menores são os níveis de desenvolvimento social e econômico. Entre as regiões brasileiras, o Norte é a que apresenta a situação mais preocupante: 16,6 crianças morrem a cada mil nascidos vivos, número superior à média nacional.

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Para reverter esse cenário e melhorar ainda mais o cuidado das crianças nos serviços   do SUS, o Ministério da Saúde, por meio do Programa Cuida Mais Brasil, vai reforçar a presença de médicos pediatras junto às equipes de Saúde da Família e de Atenção Primária. A ideia é que esse atendimento fique mais perto das Unidades Básicas de Saúde (UBS), ou seja, ao alcance do cidadão. 

“Esperamos que isso diminua a mortalidade infantil. As crianças são um público que fazemos acompanhamento do desenvolvimento delas por meio das nossas equipes. Criança tem uma singularidade no cuidado. Queremos evitar que mães não percam seus filhos por conta de uma morte que seria evitável se tivesse o cuidado adequado”, reforça Renata Maria de Oliveira Costa, diretora do Departamento de Saúde da Família (DESF) do Ministério da Saúde.

Cresce procura por pediatras

Entre dezembro de 2019 e dezembro de 2021, equipes de Saúde da Família que contam com profissionais médicos pediatras vinculados registraram um aumento nos atendimentos de 53%. Segundo Renata Maria de Oliveira Costa, isso reforça que há demanda por pediatra na rede pública e que é preciso espalhar esses profissionais para o máximo de localidades possível. 

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“O Cuida Mais Brasil também tem esse olhar de equidade, de podermos ofertar recursos para que nessas áreas onde não existem esses profissionais, eles possam chegar. Temos a primeira meta de ter esse serviço ofertado em todas as regiões. Nos lugares onde já existem esses profissionais, o incentivo vai apoiar financeiramente os municípios a ampliarem o acesso que já existe hoje”, acrescentou a gestora do Ministério da Saúde.

Atualmente, 5,7 mil pediatras estão vinculados diretamente a 1.311 equipes. Com o Cuida Mais Brasil, o governo federal vai incentivar financeiramente a inclusão desses profissionais na Atenção Primária, aumentando a capacidade de atendimento nas UBSs. A estimativa é que o número de equipes com médico pediatra possa chegar a mais de 8 mil em todo país. Em 2022, serão repassados R$ 169,6 milhões aos municípios para fortalecer a saúde geral da mulher desde a gravidez até o acompanhamento de crianças recém-nascidas e o cuidado com a infância. 

Para mais informações, acesse o site do Ministério da Saúde: gov.br/saude. Ou entre em contato com a Secretaria de Saúde do seu estado. Fonte: Brasil 61

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