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Chico Batista, o vereador que usou o nome de agricultor para fazer financiamento para comprar gado

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O drama é extenso e complicado. Do tipo: “senta que lá vai a história” – Foto: Reprodução

Acre in Foco – Francisco da Silva Gomes é um analfabeto que trabalhou durante 17 anos na serraria do atual presidente da Câmara de Vereadores de Tarauacá, Chico Batista (PDT). Sem carteira assinada e de acordo com seu Francisco recebia o seu salário picado. Chico Batista tem 25 anos de vida política. Foi o vice de Marilete Vitorino.

Anos atrás, Chico Batista teria comprado uma terra no Projeto de Assentamento Novo Destino (área do Incra), em nome de Francisco Gomes. Com a negociação concluída, Chico Batista teria conseguido um financiamento junto ao Basa para comprar gado em nome de Francisco. Como de praxe, o banco pagou diretamente ao vendedor, que seria nada menos que Chico Batista que no caso teria vendido para ele mesmo e recebido o pagamento pelo gado que foi colocado na terra de Francisco.

Como Chico Batista estaria atrasando pagamento das parcelas da terra, o Banco teria começado a cobrar. Sob a ameaça de perder a terra e orientado por amigos, Francisco procurou Chico Batista e disse que ou ele pagava ou não entregaria o gado.

Neste período, o prefeito de Tarauacá era Vando Torquato e o Secretário de Educação, Cabo Orlando era do mesmo partido de Chico Batista, que então teria levado Francisco para receber um dinheiro na Educação destinado à construção de 4 escolas que nunca foram construídas.

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Francisco assinou com a impressão digital e garante que nunca chegou nem perto do dinheiro. Após uma investigação sobre uso indevido da verba da Educação, Francisco foi acusado pelo Ministério Público Federal de ter se apropriado do dinheiro. Segundo ele, Chico Batista teria levado um outro laranja numa audiência para afirmar que Francisco era carpinteiro. Francisco é agricultor e jura que não entende nada de carpintaria.

Na sequência, além de ter retirado da terra que estava em nome de Francisco, o gado pelo qual ele teria recebido o pagamento do Banco por supostamente ter vendido a Francisco, Chico Batista ainda teria entrado com um processo para retirar Francisco da área mas para não perder a terra teria quitando a dívida.

O inquérito que refere-se aos anos de 2004, 2005 e 2006, tramita na Justiça Federal de Cruzeiro do Sul e que segundo estimativa do MPF superou os R$ 74 mil, tem audiência marcada para o dia 24/01.

Francisco não tem condições de pagar um advogado para defendê-lo ou orientá-lo, mas sua história comoveu os moradores de Tarauacá que estão tentando fazer uma cota para pagar um advogado para ele e buscando auxílio dos sindicatos.

Durante a campanha municipal de 2016, os adversários de Marilete Vitorino gravaram um vídeo com Francisco falando sobre o vice dela, Chico Batista.

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Por conta desse vídeo, Francisco foi processado por difamação e condenado a pagar R$ 4 mil de indenização ao ex-patrão.

A reportagem do Acre in Foco não conseguiu contatar o presidente da Câmara de Vereadores de Tarauacá, Chico Batista, mas o espaço está aberto para as explicações dele ou de seu advogado.

Assista ao vídeo onde Francisco conta a história:

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Veja o Vídeo Abaixo: O ex-deputado federal, Sibá Machado, gravou um vídeo polêmico onde fez um desabafo contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, o Juiz Sérgio Moro e o governador do Acre, Gladson Cameli. Sibá não perdeu a oportunidade de alfinetar o gestor em se tratando do escândalo de corrupção no qual para a Polícia Federal, Cameli é tido como o chefe de uma organização Criminosa que desviou quase R$ 1 bilhão de reais dos cofres públicos do Estado.

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A pedido de Jenilson Leite, Aleac realiza audiência pública para tratar sobre indisponibilidade de vagas para profissionais biomédicos

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A pedido do deputado estadual Jenilson Leite (PSB), a Assembleia Legislativa do Acre realizou na manhã desta quarta-feira (6), uma audiência pública para tratar sobre indisponibilidade de vagas para profissionais biomédicos, de saúde coletiva e odontologiano concurso público anunciado recentemente pela Secretaria de Saúde.

Na terça-feira (5), estes profissionais procuraram os parlamentares e pediram apoio da Casa Legislativa.

A representante dos bacharéis em saúde coletiva, Carol Martins, disse que no Plano de Cargos e Carreiras e Remuneração (PCCR) prevê 25 vagas para a categoria e apenas 9 estão ocupadas, restando 16 vagas, sendo uma delas de vacância. “Estamos aqui em defesa do SUS, pois esse é o legado da Saúde Coletiva”, disse.

Após ouvir os profissionais, o diretor jurídico da Sesacre, João Victor Toledo não descartou a retificação do edital para incluir mais vagas, desde que identificadas as vacâncias. “Se conseguirem identificar vacâncias desde 2014, encaminhem que vamos analisar, validar e se for necessário, a gente pode incluir”, disse.

O diretor deixou claro que não há possibilidade de abrir novas vagas, apenas serão consideradas as vacâncias. O deputado Jenilson, proponente da audiência, destacou que é fundamental que o edital seja retificado.

“Entendemos que a área da Saúde é importante, mas há o entendimento legal. Não podemos ter em mente o contexto de vagas que podem entrar em vacância futuramente, trabalhamos com as que existem. Existe a necessidade real que é levantada junto à rede de assistência. Vacâncias são aquelas vagas que desde o último concurso efetivo, em 2014, por razão de aposentadoria ou falecimento, ficaram abertas”, explicou.

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“Essa Casa sempre foi uma casa de debates e resolutiva, não é uma atuação no sentido de mudar o interesse do executivo, mas de chamá-lo para refletir sobre seu papel, a demanda popular chega e nós fazemos as abordagens necessárias e aqui nesta audiência chegamos ao entendimento da necessidade de retificação do edital, ampliando as vagas para os diferentes segmentos da saúde neste concurso. Houve por parte do Governo esse entendimento, de fazer novos estudos, e a partir deles, ver como faz a retificação contemplando melhor as necessidades”, afirmou.

O secretário de Planejamento e Gestão, em exercício, Luiz Victor Diniz Bonecker, afirmou que atualmente o Estado está impedido de abrir mais vagas tendo em vista o limite está acima da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Eu entendo perfeitamente que a necessidade que o Estado tem é maior que isso, que a área da Saúde Púbica é primordial, mas a gente tem um impedimento legal hoje. A gente só pode convocar para substituição dentro das vacâncias”, acrescentou o secretário.

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O procurador-geral do Estado, Marcos Motta, sugeriu a abertura de mais uma vaga no edital para contemplar as áreas que participam da audiência. “O mais importante nesse processo é que a gente abra, pelo menos, mais uma vaga nessas áreas que estão aqui pleiteando. Por que? Porque se houver vacância e se tiver feito o concurso e tiver cadastro de reserva, eu consigo fazer o provimento”.

O deputado Roberto Duarte (Republicanos) ponderou que é necessário haver ratificação no edital. “Recebi muitas reclamações de diversas outras categorias e acredito que sua fala contemple isso, e que haja pelo menos cadastro de reserva para essas categorias, onde não há vacância, mas no caso de odontologia, segundo um estudo feito pelo próprio Governo, há pelo menos 25 vacâncias e no edital consta apenas 4 vacâncias e 2 cadastro de reserva, e precisa estar no edital”, pontuou Duarte que reforçou que no caso dos téncnicos em enfermagem, há previsão de cerca de 800 servidores para se aposentar nos próximos anos, com isso, havendo cadastro de reserva no edital, eles poderiam ser chamados.

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