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Prefeitos do PSDB vão para a base do Governador Tião Viana

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Os dois prefeitos vão se filiar ao PROS, legende criada esta semana com a homologação concedida pelo TSE

Os prefeitos de Epitaciolândia, André Hassem (PSDB), e de Assis Brasil, Doutor Betinho (PSDB)

 André Hassem -Doutor Betinho 

Os prefeitos de Epitaciolândia, André Hassem (PSDB), e de Assis Brasil, Doutor Betinho (PSDB), devem oficializar na próxima semana a saída do partido de Márcio Bittar para integrarem a base de sustentação do governador Tião Viana (PT). O anúncio da saída ocorre na semana em que o PSDB oficializou sua pré-candidatura ao governo do Estado.

Os dois prefeitos vão se filiar ao PROS, legende criada esta semana com a homologação concedida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que no Acre estará na Frente Popular. A filiação é o melhor mecanismo para os dois não correrem o risco de ter o mandato cassado por infidelidade partidária.

Alguns dirigentes tucanos evitaram entrar em detalhe. Resumiram-se a comentar que a mudança era um erro político. “Eles não entenderam que foram eleitos porque eram oposição. Se a população quisesse alguém do governo teriam eleito a Frente Popular. É um suicídio político”, analisa um tucano.

A avaliação é de que o destino deles será o mesmo do ex-prefeito de Bujari, João Teles, o Padeiro (PSB). Antes na oposição pelo PMDB, ele foi para a Frente Popular. Acreditando ser o candidato do governo em 2012, viu o PT lançar candidatura própria e perdeu a reeleição. “O mesmo destino terá o Hassem e o Betinho”, diz a fonte.

Para os prefeitos, porém, a mudança seria questão de sobrevivência em meio à crise financeira enfrentada pelas prefeituras. Como oposicionistas eles enfrentam mais dificuldades de fechar parcerias com o governo. Integrar a base será sinônimo de mais investimentos em suas cidades, o que implicará em resultados eleitorais para 2016.

Reportagem: Fabio Pontes

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CPI do Transporte Público: ex-superintendente Sawana Carvalho é ouvida por vereadores de Rio Branco

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Ex-superintendente Sawana Carvalho foi ouvida na Câmara de Rio Branco –  Foto: Reprodução

Os vereadores de Rio Branco realizaram, nessa quinta-feira (26), a 8ª reunião do inquérito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público na Câmara Municipal. A convidada dos parlamentares foi a ex-superintendente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) Sawana Carvalho.

Sawana foi ouvida como testemunha condição no inquérito da CPI. Ela esteve à frente da RBTrans entre 1º de julho a 31 de dezembro de 2020.

Na última terça (24), a ex-prefeita da capital acreana Socorro Neri esteve na Casa participando da 7ª reunião e respondeu perguntas do vereador e vice-presidente da CPI, Fábio Araújo, da presidente da comissão, vereadora Michelle Melo, e do vereador Emerson Jarude.

A primeira reunião da CPI ocorreu em 21 de setembro do ano passado. Pelo primeiro prazo, o grupo teria 180 dias para finalizar, ou seja, deveria ser concluída até final de abril e começo de maio deste ano, já que os dias de recesso da Câmara – de 16 de dezembro a 2 de fevereiro (48 dias) – não foram contabilizados. No início de fevereiro, os parlamentares pediram a prorrogação por mais 180 dias.

Subsídio

Sawana Carvalho foi questionada sobre Projeto de Lei que autorizava o subsídio de mais de R$ 2 milhões para as empresas de ônibus durante a pandemia e, que segundo a proposta, seria para pagar os salários atrasados os servidores das empresas.

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Ela destacou que um dos compromissos acatados pelas empresas de ônibus seria a disponiblização de mais carros para a atender a população. Segundo a ex-superitendente, o Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos do Acre (Sindcol) requereu um reequilíbrio financeiro por parta da RBTrans quando houve uma queda no número de passageiros com a chegada da pandemia.

A partir de então, segundo Sawana, a prefeitura e a RBTrans iniciou um processo administrativo, foi feito mapeamento das reclamações e chegou-se ao entendimento de que seria necessário subsidiar o transporte público.

“Isso foi levado à Justiça, fizemos com amparo de todos os órgãos de controle dentro do Tribunal de Justiça do Acre esse acordo, que na época ficou consolidado que o cumprimento desse seria mediante autorização legislativa dessa Casa. Então, esse subsídio seria repassado para essas empresas para pagamento de déficit trabalhista que tinham, que não era de responsabilidade da RBTRans esse controle e que com isso a contrapartida seria eles colocarem mais ônibus nas ruas. Naquela época a gente estava, acho, que com 63 carros nas ruas e, com esse aporte, teria a obrigação de, além de sanar essas questões trabalhistas, pagar os salários dos trabalhadores e colocar mais 114 carros nas ruas”, relembrou.

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A presidência da CPI frisou durante a reunião que a ex-superintentende ficou pouco tempo à frente da RBTrans e, segundo o que já foi apurado, o sistema já tinha entrado em colapso. Dessa forma, Sawana estava expondo algumas de suas opiniões.

A convidada falou que, na época que assumiu a superintendência, a ex-prefeitura Socorro Neri alertou que era necessário fazer uma licitação para o transporte público. Na opinião da ex-superintendente, a capital acreana precisa revisar o plano diretor, mapear as linhas que existem e que atendem a população e pensar não apenas no transporte, mas também no trânsito.

Para ela, uma das soluções para a crise no transporte público seria voltar com as linhas troncais.

“Quando o morador lá da Parte Alta da cidade reclama do tempo é porque tem que descer a cidade, ir para o Terminal Urbano e retorna. O transporte não impacta no trânsito? Impacta. Então, precisa rever o plano diretor, o trânsito, questão de sincronização semafórica. É muito importante o tempo de transporte, o monitoramento, o embarque e desembarque mais rápido, ônibus articulados e biarticulados descendo só para a área central, dentro dos bairros ficarem ônibus menores. Não se trabalha transporte sem o trânsito, sem olhar o trânsito”, argumentou. Veja mais no G1 Acre

Empresa Ricco assumiu o transporte público de Rio Branco em fevereiro deste ano – Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica

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