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“O mensalinho o desbancou”: Como a farra das rachadinhas cresceu com esquemas de propinas e dízimos

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Jair Bolsonaro com os filhos Flávio, Eduardo e Carlos – Foto Reprodução Instagram

Andrei Meireles – Nos universos públicos e privados é impressionante como tantos grandes escândalos começaram com pequenos golpes. Por exemplo, o Mensalinho de Severino Cavalcanti, cobrado de concessionárias de lanchonetes e restaurantes da Câmara dos Deputados, mesmo antes de virar notícia, foi o ovo da serpente do Mensalão e do Petrolão, os dois grandes escândalos das gestões petistas.

Severino chegou à presidência da Câmara, numa surpreendente vitória sobre o petista Luiz Eduardo Greenhalg, apoiado por Lula, e ganhou um cacife muito maior do que seu joguinho de poder com os colegas na Câmara. Virou a ponta de lança de grandes jogadas. Essa turma que hoje lidera o Centrão soprou no seu ouvido e ele pediu a Lula a diretoria da Petrobras que fura poço. Não levou. Mas emplacou na estratégica diretoria de abastecimento da empresa Paulo Roberto Costa, pivô do escândalo da Lava Jato.

Severino mal curtiu esse estrelato. O mensalinho o desbancou. Mas a semente que ajudou a plantar, talvez sem nem entender sua dimensão, germinou. A exemplo do mensalinho, no mesmo baixo clero que Severino fez carreira, a farra na Câmara dos Deputados, assembleias legislativas e câmaras municipais pais afora, a  tal rachadinha. O truque em todos eles foi aumentar o número de assessores e abocanhar parte de seus salários.

O clã Bolsonaro não é uma exceção, mas o exemplo mais visível dessa falcatrua. Esse expediente escuso enriqueceu sua família e agregados. Toda e qualquer investigação os põem na berlinda. Eles não têm como explicar, por exemplo, a expansão do patrimônio do senador Flávio Bolsonaro, o 01. Na maioria, são ganhos antes de assumirem o poder em Brasília.

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Chegaram ao poder sem uma defesa plausível. O blá blá blá da campanha durou até o medo de que os malfeitos da família pudessem ser punidos. Quando o então ministro Sérgio Moro negou proteção ao clã, alegando que era uma investigação em outra esfera de poder, o disco virou em Brasília. Num passe de mágica o estadual virou federal. Produziu-se mais uma alquimia nas magias das cortes brasilienses.

Com o beneplácito dos ministros do STF Gilmar Mendes e Dias Tófolli, Moro foi escanteado e o Centrão com todas suas ambições e pendências virou o grande parceiro do jogo político palaciano. Simples assim. Flávio Bolsonaro e irmãos saíram da linha de tiro. Sempre tem um preço a pagar.

Todo mundo sabe do apetite do voracidade dos políticos do Centrão por cargos e verbas. Pipocam aqui e ali vídeos e denúncias de que essa turma, aliada de Bolsonaro,  cobra e recebe propina por liberação de granas federais Brasil afora. São recentes gravações de políticos do PL, partido de Bolsonaro, chefiado por Valdemar Costa Neto, personagem da maioria dos escândalos nacionais nas últimas décadas.

A corrupção política no Brasil não é novidade, é histórica. O que às vezes surpreende é a incorporação de novos atores. Desde o escândalo dos sanguessugas, em que foi desvendado um grande esquema de desvio de verbas de compra de ambulâncias superfaturadas para o bolso de parlamentares, os políticos evangélicos entraram na berlinda. Pagaram o preço na eleição seguinte, com a bancada que encolheu.

Mudaram de estratégia e voltaram a crescer com um discurso desvinculado da roubalheira. Como têm uma grande força eleitoral, seguiram como noivas cobiçadas de postulantes competitivos ao Palácio do Planalto. Como todas as outras crenças na sociedade, têm visões distintas. Carimbar politicamente evangélicos não tem o menor sentido.

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Mas, o fato de ser pastor evangélico não pode também ser salvo conduto em qualquer tipo de crime. Na ponta do iceberg desse novo escândalo no Ministério da Educação, os dois pastores flagrados em plena picaretagem, foram elogiados e defendidos por Flávio Bolsonaro. Chama atenção ter saído em defesa deles antes mesmo do ministro Milton Ribeiro. Deu a impressão de ter mais carne debaixo desse angu.

E Veja Também no 3 de Julho – Acre 24 Horas

Veja o Vídeo Abaixo: Em apoio às reivindicações dos servidores da Educação, Saúde e Segurança do Estado. Leo de Brito anunciou que entrou com uma ação popular, na Justiça Federal, para que o governador Gladson Cameli restitua aos cofres públicos os R$ 800 milhões que a Polícia Federal, por meio da Operação Ptolomeu, apontou que foram desviados. 

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Fake News, Nandinha?! Betinho grava vídeo afirmando que a nota da prefeitura é mentirosa e que Fernanda nunca o ajudou

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Veja o Vídeo:

Após a Prefeitura de Brasileia emitir uma nota de esclarecimentos para dar a sua versão dos fatos sobre o caso do acidente do Sr. Hermes Alberto de Souza, mais conhecido como Betinho, o mesmo procurou a redação do site 3 de Julho Notícias para se manifestar e trazer ao conhecimento de todos a verdade dos fatos.

Betinho gravou um vídeo onde afirma que a referida nota elaborada pela prefeitura é mentirosa e não condiz com a verdade do que realmente aconteceu. Betinho conta que após o acidente nunca recebeu apoio ou ajuda da prefeitura mesmo estando impedido de trabalhar e tendo que lutar pela vida e pelo sustento de sua família (pois as proporções do acidente foram graves e o mesmo não tinha uma renda de apoio).

Costa inúmeros aspectos distorcidos da verdade e que vamos listar abaixo:

1 – Na nota emitida pela prefeitura, diz que “foram adotados todos os procedimentos para elucidação do sinistro”, esta informação trata-se de uma fake news, haja vista que, o veículo de seu Betinho foi removido do local por uma equipe da prefeitura de Brasileia antes da realização da perícia e sem a autorização devida do proprietário, o que dificulta o caso pois todos são conhecedores de que a perícia é fundamental para a elucidação do caso e essa.

“O rapaz que removeu meu caminhão do local, perguntou ao vice-prefeito no momento do acidente se já tinham feito a perícia, e o vice-prefeito disse que não e que não precisava porque eles iam acertar comigo porque eu estava certo. Naquele momento eu estava certo e agora, para eles, eu tô errado”, disse Betinho.

2 – Conta ainda que, “o município, através de seus agentes, especialmente, do Vice-prefeito, Carlinho do Pelado e do Secretário de Obras, Francisco Lima, acompanharam os deslindes da situação fática, colaborando para que o atendimento em saúde fosse realizado, ou seja, até o encaminhamento do Senhor Hermes Alberto de Souza para a capital, onde realizou uma série de procedimentos cirúrgicos via Sistema Único de Saúde”. Betinho questiona essa afirmação ao afirmar que não recebeu nenhuma ajuda da prefeitura.

Betinho nos informou que quem presenciou o acidente foi que ligaram para os socorristas e para a Policia Militar e o vice-prefeito chegou no local depois, quando o socorro já estava a caminho. “Eu passei 57 dias no Pronto Socorro de Rio Branco esperando por ajuda e após esse período aconteceu a primeira cirurgia, não apareceu ninguém; 4 dias eu passei no corredor perto de uma lixeira, a minha esposa dormindo debaixo da maca, igual uma cachorra, onde eu estava amarrado, ninguém apareceu; quebrei as duas pernas, já fiz 6 cirurgias; no próximo domingo vou fazer mais uma cirurgia que estou esperando há 1 ano”, disse Betinho.

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3 – Consta ainda que, “em relação aos elementos de culpabilidade, referentes ao ocasionamento do acidente, considerando não haverem indícios suficientes quanto a eventual responsável, o ente público municipal, através de sua Procuradoria- Geral, realizou a abertura de processo administrativo para averiguação das condições em que este ocorrera e suas possíveis consequências de natureza pecuniária ou disciplinar, procedimento este que fora suspenso em razão da propositura de Ação Indenizatória pelo Senhor Hermes Alberto, protocolizadas no TJ/AC, atualmente sob relatoria da Procuradoria Especializada Judicial, órgão da Procuradoria-Geral do município”.

A Prefeitura esqueceu de acrescentar na nota que não houve indícios suficientes quanto a eventual responsável porque claramente a prefeitura adotou práticas para ocultar provas, quando decidiu remover os veículos antes da realização da perícia, pois certamente se tivesse havido perícia teria indícios suficiente de culpabilidade do responsável e a Procuradoria- Geral da Prefeitura não iria precisar se dar ao trabalho de abrir um processo administrativo para averiguação das condições em que este ocorrera e suas possíveis consequências de natureza pecuniária ou disciplinar. Seria correto afirmar que a própria prefeitura é a responsável por não haver indícios suficientes.

4 – Consta para finalizar que, “A administração se coloca à disposição da Justiça e da família do Sr. Hermes para realizar tudo o que estiver ao seu alcance para o esclarecimento do feito, assim como, para eventual reparação e/ou punição dos envolvidos”.

Mas a realidade e as atitudes da gestão provam o contrário, onde o causador do acidente continua sua vida como se nada tivesse acontecido; O Betinho vai fazer uma nova cirurgia e está precisando de ajuda, mas até hoje não foi procurado para receber ajuda. Então, se a prefeitura, na pessoa da prefeita Fernanda quer reparar alguma coisa, talvez seja a hora de prestar assistência a vítima.

Claramente, esses apontamentos que constam na Nota de Esclarecimento feitas pela assessoria de comunicação da prefeitura têm o objetivo claro de trazer uma outra realidade fantasiosa para conhecimento da população em geral. Desde já a equipe dessa redação faz um alerta pois nem tudo que se diz é verdade.

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ESTADO DO ACRE

PREFEITURA MUNICIPAL DE BRASILEIA

SECRETARIA MUNICIPAL DE COMUNICAÇÃO

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Prefeitura Municipal de Brasiléia vem a público, diante de informações irresponsáveis que circulam em Redes sociais, acerca de acidente ocorrido em maio de 2021, envolvendo veículo municipal, esclarecer que, na ocasião dos fatos, foram adotados todos os procedimentos para elucidação do sinistro e encaminhamento das vítimas para atendimento médico, o que pode ser amplamente confirmado através das reportagens realizadas à época e relatório da Secretaria Municipal de Obras, que ilustram a presença, no local do fato, das autoridades competentes, dentre as quais citamos: Corpo de Bombeiros, SAMU, Polícia Militar e Detran, que efetuaram, inclusive, a lavratura de BAT ( Boletim de Acidente de Trânsito).

O município, através de seus agentes, especialmente, do Vice-prefeito, Carlinho do Pelado e do Secretário de Obras, Francisco Lima, acompanharam os deslindes da situação fática, colaborando para que o atendimento em saúde fosse realizado, ou seja, até o encaminhamento do Senhor Hermes Alberto de Souza para a capital, onde realizou uma série de procedimentos cirúrgicos via Sistema Único de Saúde.

Em relação aos elementos de culpabilidade, referentes ao ocasionamento do acidente, considerando não haverem indícios suficientes quanto a eventual responsável, o ente público municipal, através de sua Procuradoria- Geral, realizou a abertura de processo administrativo para averiguação das condições em que este ocorrera e suas possíveis consequências de natureza pecuniária ou disciplinar, procedimento este que fora suspenso em razão da propositura de Ação Indenizatória pelo Senhor Hermes Alberto, protocolizadas no TJ/AC, atualmente sob relatoria da Procuradoria Especializada Judicial, órgão da Procuradoria-Geral do município.

Feitos esses apontamentos, a administração se coloca à disposição da Justiça e da família do Sr. Hermes para realizar tudo o que estiver ao seu alcance para o esclarecimento do feito, assim como, para eventual reparação e/ou punição dos envolvidos, em conformidade com as decisões prolatadas pela Justiça Estadual

Quanto à divulgação de notícias em descompasso com a verdade, ilações, ameaças e campanhas de difamação promovidas contra a Chefe do Executivo, Senhora Fernanda Hassem, Administração e Servidores, intoleráveis no Estado Democrático de Direito, informamos que serão, em tempo, encaminhadas para análise das pessoas físicas e jurídicas envolvidas, para que, a seu critério, promovam as medidas judiciais cabíveis, em esfera cível ou criminal.

Brasiléia- Acre, 24 de maio de 2022.

Secretaria Municipal de Comunicação

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