Política

Naufrágio De Um Tucano. Marcio Bittar, A Falta Que Um Vice Não Faz

“No Brasil, ninguém vota no vice”, disse, com muita razão, o ministro àquela altura.

Publicados

Política

“No Brasil, ninguém vota no vice”, disse, com muita razão, o ministro àquela altura.

Archibaldo Antunes–Jornalista

politica_010614_3

Marcio Bittar tem apostado todas as fichas na sua pré-candidata a vice, a deputada estadual Antônia Sales, do PMDB. Sobre a adesão dela à chapa tucana, Bittar afirmou que com Antônia Sales “qualquer um é capaz de vencer uma eleição”. Faltou apenas dizer “inclusive eu”. O advérbio é necessário para ressalvar a desdita de quem já sofreu consecutivas derrotas nas eleições majoritárias contra a Frente Popular: para o Senado Federal, em 2002; para a prefeitura de Rio Branco, em 2004; e para o governo do Estado, em 2006.

Até agora, o que se desenha no horizonte do deputado federal tucano é um novo naufrágio nas urnas. Rodeado por onze partidos, ele segue na lanterna das intenções de voto. É o que revelam as pesquisas, uma delas feita pela aliança que capitaneia. Nada demais em se tratando da trajetória de quem, a cada eleição, deixa atrás de si uma horda de insatisfeitos.

Ao que parece, a definição do nome de Antônia Sales para parceira de chapa encheu Bittar de esperanças. Mas seu otimismo não encontra eco na realidade. E é a história quem diz.

A adesão de Marina Silva à candidatura de Eduardo Campos, por exemplo, não somou votos ao ex-governador de Pernambuco. Os dados são do instituto Datafolha, em um levantamento feito no início do mês passado, segundo o qual Campos aparecia com 11% dos votos. Na primeira pesquisa do mesmo instituto após a filiação de Marina ao PSB, o socialista tinha 15%. Em fevereiro, 9%. Em abril, 10%.

Leia Também:  André Hassem poderá enfrentar CPI às vésperas do Ano Novo

Apesar dos dois programas partidários do PSB em que Marina apareceu ao eleitor como vice de Campos, nada mudou. (E por isso arrisco dizer aqui que Antônia Sales, no programa do PSDB, também nada mudará).

Se o exemplo de Marina Silva não basta, vamos a todas as outras eleições presidenciais após a abertura política. Alguém lembra quem era o vice de Fernando Collor? Era Itamar Franco. E quantos votaram em Fernando Henrique Cardoso por causa de Marco Maciel? Quem ousará dizer que as duas eleições de Lula se deveram a José Alencar? E quantos votaram em Dilma Rousseff por que o vice dela é Michel Temer?

Em outubro do ano passado, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, comentou que a aliança entre a Marina Silva e Eduardo Campos não renderia votos. O Datafolha comprova agora a verdade por trás da tese de Bernardo.

“No Brasil, ninguém vota no vice”, disse, com muita razão, o ministro àquela altura.

Muito provavelmente, nem todos os acreanos sabem quem é o vice de Tião Viana. E menor ainda será o contingente dos que votarão nele nestas eleições por causa de Nazaré Araújo. O mesmo vai valer para Tião Bocalom, cujo vice é o deputado Henrique Afonso, do PV. E por que então não valeria para Bittar?

Leia Também:  Emendas do deputado Federal Flaviano Melo viram obras no município de Brasiléia

A repentina humildade do deputado tucano, ao creditar à sua vice uma desejada vitória nas eleições deste ano, apenas reflete a sua ânsia de também dividir com ela uma possível derrota.

Num país em que prefeitos, governadores e presidentes da República não são eleitos por causa dos seus vices – nem senadores devido a seus suplentes – Antônia Sales não haverá de tirar do atoleiro a candidatura tucana. E a razão é muito simples.

Em fevereiro do ano passado escrevi que Marcio Bittar havia malbaratado sua reputação política em promessas nunca cumpridas, em dívidas de campanha não pagas e acordos desfeitos tão logo se viu investido no cargo de deputado federal. Já naquela época sustentei que ele não seria eleito governador do Acre.

O que falta a Bittar para vencer uma eleição majoritária é credibilidade – algo que nenhum vice será capaz de lhe emprestar.

COMENTE ABAIXO:

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Política

Fernanda Hassem teve o orçamento de quase 120 milhões aprovado na câmara, não fez nada até agora e vai receber mais R$ 6 mil de recurso federal

Publicados

em

Programa contribui para o processo de aprimoramento, implementação e integração sistêmica das atividades da assistência farmacêutica – Foto: Assessoria PMB

A prefeita do município de Brasileia, Fernanda Hassem, conseguiu a aprovação que tanto queria onde o orçamento anual chega a quase R$120.000.000,00 para serem aplicado nas mais diversas áreas do município, mas o que chama a atenção é que durante esse primeiro semestre não se viu estes milhões serem aplicados no município, muito pelo contrário, a população hoje enfrenta grandes problemas em virtude da falta de investimento.

A quem diga que, Brasileia hoje era para estar vivendo um dos melhores momentos de sua história, pois dinheiro tem o que falta é uma boa gestão. E em se tratando de dinheiro, mesmo com os quase R$120 milhões, a sua disposição e sem fazer nada, Brasileia está entre as Cidades que receberam do Governo Federal o valor de R$ 6.000,00 (seis mil reais).

As nove cidades do Acre receberam R$ 54 mil de recurso federal para monitoramento de 2022 do Programa Nacional de Qualificação da Assistência Farmacêutica. Segundo as diretrizes, o programa não só financia a aquisição e distribuição de medicamentos, como também ajuda no desenvolvimento do Sistema Nacional de Gestão da Assistência Farmacêutica, oferecendo cursos de capacitação de profissionais farmacêuticos.

Leia Também:  Prefeitura de Brasiléia Realiza Pavimentação Asfáltica na Rodoviária Municipal

Tem então, por finalidade, contribuir para o processo de aprimoramento, implementação e integração sistêmica das atividades da assistência farmacêutica nas ações e nos serviços de saúde, visando a uma atenção contínua, integral, segura, responsável e humanizada.

A liberação do recurso foi divulgada na quarta-feira (3) no Diário Oficial da União. Vamos ver se agora, com a destinação do recursos para este fim, se quando a população procurar remédio na farmácia municipal, se encontrarão.

Cada cidade vai receber R$ 6 mil e são elas:

Acrelândia

Brasileia

Bujari

Mâncio Lima

Marechal Thaumaturgo

Porto Walter

Rio Branco

Rodrigues Alves

Xapuri

Nove cidades do Acre recebem R$ 54 mil de recurso federal para assistência farmacêutica – Foto: Ana Paula Xavier / Rede Amazônica Acre

E Veja Também no 3 de Julho Notícias

Veja o Vídeo Abaixo: A vereadora do município de Brasileia, Neiva Badotti, afirma que o mensalinho, agora na atual gestão o feito é praticado via pix, o que antes era mensalinho por meio de folhinha agora, na gestão de Fernanda Hassem foi informatizado, ou seja, modernizaram a possível prática de lavagem de dinheiro.

Leia Também:  Ao se filiar no PSDB, Minoru Kimpara pode ser uma boa saída para os problemas da Educação no governo Gladson

Acompanhe nossas Redes Sociais

Veja-se no Twitter 3 de Julho Notícias, seja membro e compartilhe

Veja-se no Youtube 3 de Julho Notícias Vídeos, seja membro e compartilhe.

Veja-se na Página Facebook 3 de Julho Notíci, seja membro e compartilhe.

Veja-se na Página do Instagram 3 de Julho Notícias, seja membro e compartilhe.

Veja o Vídeo:

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

EDUCAÇÃO

CONCURSO

ESPORTE

MAIS LIDAS DA SEMANA