Política

Mais um contra Sebastião

Como de costume os portões do “Rancho Boi Cagão” – residência rural do senador Sérgio Petecão

Publicados

Política

Como de costume os portões do “Rancho Boi Cagão” – residência rural do senador Sérgio Petecão

Ray Melo, da redação de ac24horas

Bocalom e Petecão

Bocalom e Sérgio Petecão

O domingo estava perfeito para uma boa cerveja gelada. Amigos chegando, carne assando e na caixa amplifica o romantismo brega  de Amado Batista animava os convidados.

Como de costume os portões do “Rancho Boi Cagão” – residência rural do senador Sérgio Petecão (PSD) – na BR 364 – foram abertos bem cedo e por lá apareceu até quem não foi convidado.

Isso mesmo. Já passava do meio dia, quando uma Hilux e um Corola apontaram no Beco das Laranjeiras. O senador Petecão estava ensaiando um banho com o filho Pietro, no alçapão do Cumarú quando alguém gritou:

– Senador, é o Bocalom!

– Diga que entre – respondeu Petecão já pegando a toalha para subir os oito degraus da inclinada escada que lhe levaria de volta ao salão de festas onde recepcionaria o ex-tucano.

Petecão estava radiante e sorridente; cumprimentou Bocalom, o parabenizou pela sua nomeação (intervenção de verão) na presidência do Democratas no Acre e ensaiou um conversa descontraída. Mas foi interrompido por Normando Sales (principal assessor) que pediu uma conversa reservada, sem a presença de “estranhos”, no espaço conhecido como “fuxiquim”.

E lá no local escolhido o grupo se reuniu. Bocalom foi direto ao informar que seria candidato ao Governo do Acre, informou Sérgio Petecão.

O senador enfatizou que teria se dito a Bocalom, que ele teria que enfrenta-lo numa disputa direita no primeiro turno. Contrariando o apelo popular, os opositores não acreditam um vitória no embate direto com Sebastião Viana (PT).

Petecão assumiu que teria sido o responsável direto pela ascensão de Bocalom ao comando do DEM. Ele teria negociado diretamente com o cardeal democrata para acolher Bocalom, que estaria em pé de guerra com Márcio Bittar, no PSDB.

“Atuei como bombeiro para apagar o incêndio no ninho do PSDB. Conversei com Agripino para que o Bocalom tivesse espaço político, mas os interesses ficaram evidentes que não são apenas de contribuir com a oposição”, diz Petecão.

O senador não esconde a decepção. Para quem imaginava que apenas os olhos do dissidente tucano teriam influenciado para que ele fosse presentado com o DEM não imaginava que Petecão teria construído os caminhos de mais um adversário.

O candidato derrota na disputa pela prefeitura de Rio Branco estaria descumprindo um acordo firmado com Márcio Bittar, que o apoio nas últimas duas disputas majoritárias. Bocalom estaria partindo para o embate diretor com o comandante maior do ninho tucano no Acre.

Seguindo o exemplo do mais recente fiasco, quando anunciou que o PSB teria sido arrebanhado pela oposição, Sergio Petecão se abateu com a dupla traição sofrida em menos de uma semana.

A reunião deixou evidente que um acordo só seria possível entre o novo democrata e o senador que financiou sua nova casa, numa disputa de segundo turno.  Mais uma candidatura se construiu a partir deste momento.

Já são três as candidatura do bloco de oposição. Sem um nome para liderar os partidos de oposição, parece que o bloco está fadado a mais um fracasso eleitoral na disputa com a Frente Popular do Acre.

Márcio Bittar (PSDB), Sérgio Petecão (PSD) e Tião Bocalom entram numa disputa direta pelo que eles afirmam que seria 50% das intenções de voto da população do Acre.

Do outro lado, o governador Sebastião Viana (PT) continua voando em céu de brigadeiro, diante de um quadro confuso de pulverização de candidaturas do bloco de oposição.

 

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Deputada Mara Rocha destina R$ 2 milhões para asfaltamento e recapeamento de rua em Capixaba

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Política

Os irmãos Hassem deram um chá de cadeira em Márcia Bittar e não compareceram em reunião na câmara de Brasileia

Publicados

em

A pré-candidata ao Senado, Márcia Bittar, esteve no município de Brasileia com o intuito de se reunir na Câmara de Brasileia, com os novos filiados do grupo do casal Bittar, os pré-candidatos Tadeu Hassem e Israel Milani, acompanhado da esposa, prefeita Fernanda Hassem, mas o problema é que na hora da reunião, os irmãos Hassem e o Primeiro Damo deram um chá de cadeira em Márcia e não apareceram.

Segundo informações repassadas a redação do site 3 de Julho Notícias com exclusividade, a reunião contou apenas com a presença de Márcia Bittar e poucos apoiadores, dentre eles a presidente da Câmara, Arlete Amaral; o ex-vereador Vagner Galli; Blandina; Zemar e outros. Já a turma dos irmãos Hassem não apareceu, comportamento este, tido com ingratidão, haja vista que, quando foi para Tadeu e Israel se filiarem aos partidos políticos sob comando de Márcio Bittar, o casal juntamente com um dos filhos se fizeram presentes no ato como forma de dar boas vindas.

Dentre as muitas especulações, a que apresenta mais força é de que o grupo não quer aparecer publicamente com os Bittar, pois isso colocaria os irmão Hassem em maus lenços pelo fato de estares iludindo outros políticos com o argumento de apoio.

Leia Também:  Caminhada da frente popular no Bairro Leonardo Barbosa reúne uma multidão de pessoas em Brasiléia

Atualmente, o Casal Bittar encontra-se em situações estreitas com o governador Gladson Cameli, precisamente ambos os grupos estão rompidos, por ventura tem políticos tirando proveito desta situação e fazendo jogo triplo. As relações entre os irmão Hassem estão cada vez mais comprometedora, isto porquê a prefeita de Brasileia, Fernanda Hassem e Cia, prometeu apoiar, o senador Petecão, grupo no qual a sogra está acomodada; prometeu apoiar o grupo do senador Márcio Bittar, onde o irmão Tadeu Hassem e o esposo Israel estão filiados e por último após fazer as pazes com o Governador Gladson prometeu apoio, inclusive, Fernanda já colocou boa parte da família e amidos mais próximos no governo com cargos de chefia e altas CECs.

Dentre os nomeados está a esposa de Tadeu, Higia, e uma sobrinha dos irmão Hassem esse seria um dos motivos para que os Hassem não apareçam na foto com os Bittar, para não correr o risco os altos cargos da família.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

EDUCAÇÃO

CONCURSO

ESPORTE

MAIS LIDAS DA SEMANA