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Enquanto as forças de segurança se voltam para a Expoacre, a guerra nas periferias de Rio Branco assusta população

Desde que assumiu a pasta de secretária de empreendedorismo e turismo do Acre em janeiro, a gestora da pasta Eliane Sinhazinque vinha trabalhando para realização da festa.

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Desde que assumiu a pasta de secretária de empreendedorismo e turismo do Acre em janeiro, a gestora da pasta Eliane Sinhazinque vinha trabalhando para realização da festa.

A população da capital Rio Branco respira as festividades da maior feira agropecuária do estado; Expoacre. 

Ao abrir oficialmente a maior festa de negócios do Acre, o governador Gladson Cameli se dizia feliz porque segundo o mesmo, a Expoacre traria outro olhar na economia do estado. Com formato diferente dos últimos anos, o governo aposta na evolução do setor agrícola e que fazer uma megafesta, iria criar um ambiente propício ao surgimento de novos negócios.

De fato, a feira estar sendo um sucesso, mas o estado não pode se resumir apenas a feira agropecuária. A iniciativa de levar as representações de todas as secretarias para o Parque de exposição, fragiliza o andamento das ações fora da festividade.

 Levando em consideração a calamidade em que se encontra a saúde e segurança, poderiam ter feito planejamento externo durante a festa.

As UPAS estão com quadro deficitário de corpo médico, equipes reforçadas trabalham ininterruptas para garantir pronto atendimento durante a feira de negócios.

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O que menos deixou de ser planejado, foi o esquema de segurança da cidade durante a Expoacre. Nos dias que antecederam a Expoacre o secretário de segurança Paulo Cesar, anunciou para imprensa o esquema montado para garantir a tranquilidade durante o período festivo. Acontece que a cidade não vai toda para o Parque de Exposição, a maioria dos casos de violência estão acontecendo nos grotões e periferias de Rio Branco.

Colocar um grupamento de 500 homens das forças de segurança por noite, realmente garante a segurança de quem vai se divertir na Expoacre, mas como fica o restante da sociedade? De sexta-feira até a madrugada desta segunda, a cidade de Rio Branco tem vivido dias de terror.

As facções disputam territórios e atiradores em motocicletas estão atuando a torta e a direita na região da baixada, com mortos e feridos passando despercebidos por conta da festança.

Que essa feira acabe logo, sendo assim a secretaria de empreendedorismo, precisa trabalhar políticas públicas com foco nos pequenos negócios. A juventude estar matando e ao mesmo tempo morrendo e o estado assiste em berço explêndido.

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O secretário de segurança deve satisfação à sociedade, pessoas estão refugiadas em seus lares. Faz muito tempo que o povo não sabe o que é sentir sensação de segurança, sendo esta um direito de quem paga seus impostos.

Que a Expoacre termine, que os negócios sejam satisfatórios e que o estado possa respirar dias melhores, não somente na economia, cultura e entretenimento, mas na geração de emprego e novas oportunidades.

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CPI do Transporte Público: ex-superintendente Sawana Carvalho é ouvida por vereadores de Rio Branco

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Ex-superintendente Sawana Carvalho foi ouvida na Câmara de Rio Branco –  Foto: Reprodução

Os vereadores de Rio Branco realizaram, nessa quinta-feira (26), a 8ª reunião do inquérito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público na Câmara Municipal. A convidada dos parlamentares foi a ex-superintendente da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (RBTrans) Sawana Carvalho.

Sawana foi ouvida como testemunha condição no inquérito da CPI. Ela esteve à frente da RBTrans entre 1º de julho a 31 de dezembro de 2020.

Na última terça (24), a ex-prefeita da capital acreana Socorro Neri esteve na Casa participando da 7ª reunião e respondeu perguntas do vereador e vice-presidente da CPI, Fábio Araújo, da presidente da comissão, vereadora Michelle Melo, e do vereador Emerson Jarude.

A primeira reunião da CPI ocorreu em 21 de setembro do ano passado. Pelo primeiro prazo, o grupo teria 180 dias para finalizar, ou seja, deveria ser concluída até final de abril e começo de maio deste ano, já que os dias de recesso da Câmara – de 16 de dezembro a 2 de fevereiro (48 dias) – não foram contabilizados. No início de fevereiro, os parlamentares pediram a prorrogação por mais 180 dias.

Subsídio

Sawana Carvalho foi questionada sobre Projeto de Lei que autorizava o subsídio de mais de R$ 2 milhões para as empresas de ônibus durante a pandemia e, que segundo a proposta, seria para pagar os salários atrasados os servidores das empresas.

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Ela destacou que um dos compromissos acatados pelas empresas de ônibus seria a disponiblização de mais carros para a atender a população. Segundo a ex-superitendente, o Sindicato das Empresas de Transportes Coletivos do Acre (Sindcol) requereu um reequilíbrio financeiro por parta da RBTrans quando houve uma queda no número de passageiros com a chegada da pandemia.

A partir de então, segundo Sawana, a prefeitura e a RBTrans iniciou um processo administrativo, foi feito mapeamento das reclamações e chegou-se ao entendimento de que seria necessário subsidiar o transporte público.

“Isso foi levado à Justiça, fizemos com amparo de todos os órgãos de controle dentro do Tribunal de Justiça do Acre esse acordo, que na época ficou consolidado que o cumprimento desse seria mediante autorização legislativa dessa Casa. Então, esse subsídio seria repassado para essas empresas para pagamento de déficit trabalhista que tinham, que não era de responsabilidade da RBTRans esse controle e que com isso a contrapartida seria eles colocarem mais ônibus nas ruas. Naquela época a gente estava, acho, que com 63 carros nas ruas e, com esse aporte, teria a obrigação de, além de sanar essas questões trabalhistas, pagar os salários dos trabalhadores e colocar mais 114 carros nas ruas”, relembrou.

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A presidência da CPI frisou durante a reunião que a ex-superintentende ficou pouco tempo à frente da RBTrans e, segundo o que já foi apurado, o sistema já tinha entrado em colapso. Dessa forma, Sawana estava expondo algumas de suas opiniões.

A convidada falou que, na época que assumiu a superintendência, a ex-prefeitura Socorro Neri alertou que era necessário fazer uma licitação para o transporte público. Na opinião da ex-superintendente, a capital acreana precisa revisar o plano diretor, mapear as linhas que existem e que atendem a população e pensar não apenas no transporte, mas também no trânsito.

Para ela, uma das soluções para a crise no transporte público seria voltar com as linhas troncais.

“Quando o morador lá da Parte Alta da cidade reclama do tempo é porque tem que descer a cidade, ir para o Terminal Urbano e retorna. O transporte não impacta no trânsito? Impacta. Então, precisa rever o plano diretor, o trânsito, questão de sincronização semafórica. É muito importante o tempo de transporte, o monitoramento, o embarque e desembarque mais rápido, ônibus articulados e biarticulados descendo só para a área central, dentro dos bairros ficarem ônibus menores. Não se trabalha transporte sem o trânsito, sem olhar o trânsito”, argumentou. Veja mais no G1 Acre

Empresa Ricco assumiu o transporte público de Rio Branco em fevereiro deste ano – Foto: Andryo Amaral/Rede Amazônica

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