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Deputados batem boca e quase chegam ás vias de fato no plenário da câmara

Integrante da bancada ruralista, Heinze tomou as dores do colega Alceu Moreira (PMDB-RS)

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Integrante da bancada ruralista, Heinze tomou as dores do colega Alceu Moreira (PMDB-RS)

Os ruralistas decidiram dificultar a votação

Os ruralistas decidiram dificultar a votação

MÁRCIO FALCÃO / FLAVIA FOREQUE

Uma discussão acalorada no plenário da Câmara quase levou o deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS) às vias de fato com o colega Ivan Valente (PSOL-SP). O motivo: a suspensão do debate sobre proposta que transfere do Executivo para o Legislativo a palavra final sobre a demarcação de terras indígenas.

Integrante da bancada ruralista, Heinze tomou as dores do colega Alceu Moreira (PMDB-RS), partiu para cima de Ivan Valente e teve que ser contido por outros parlamentares no centro do plenário. Houve bate-boca e insultos dos dois lados.

O tumulto começou depois que Moreira fez um duro discurso atacando lideranças indígenas e criticando a decisão do comando da Câmara de adiar a instalação de uma comissão especial para analisar o tema.

Moreira criticou “meia dúzia de índios e alguns vagabundos pintados” que, em sua palavras, conseguiram por meio de “baderna” impedir a criação da comissão para debater o tema.

“Quero conversar com aquelas pessoas que estão me vendo agora e aquelas de quem o governo está surrupiando as terra por laudo fraudulento. Preparem-se: a forma de vencer no Congresso é pela baderna”, disse.

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E completou: “eu pensei que aqui era o Parlamento e pensei que podíamos discutir e debater esse processo, mas não. Eu realmente me sinto envergonhado e vou ter que dizer para as pessoas que represento que venham para cá e vamos fazer a baderna”, disse.

Ivan Valente pediu a palavra e exigiu que o discurso fosse retirado do arquivo da Câmara porque ofende a todos que defendem a Constituição.

“Aqui não tem vagabundo que defende direito indígena, não. Tem gente que defende os direitos humanos, direitos sociais, e é contra expansão da fronteira agrícola e contra o uso da motosserra pra acabar de vez com a Floresta Amazônica, avançar sobre direitos de cidadãos”, disparou.

Segundo o líder do PSOL, a proposta que repassa para o Congresso a demarcação é “inconstitucional”. Queria dizer que essa disputa não vai se traduzir só aqui. Quem quiser acabar com os direitos indígenas vai encontrar grande resistência em toda sociedade brasileira e nas ruas. Somos radicalmente contrários a elas e temos aqui muitos aliados”.

A fala, que ocorreu durante a votação da medida provisória que cria o programa Mais Médicos, aumentou a tensão e Heinze, exaltado, chegou a chamar o colega para resolver a questão na rua. Vários parlamentares se colocaram entre os dois e a sessão acabou suspensa.

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Os ruralistas decidiram dificultar a votação do Mais Médicos para pressionar pela discussão da PEC. Após a confusão, o deputado disse que a proposta sobre a definição das terras indígenas precisa ser discutia.

“Os ânimos estão exaltados. Temos que debater esse tema. Eu chamei o deputado: vem para fora do Congresso. Não ia fazer o que os índios fizeram no plenário levado por eles”, disse.

A discussão da PEC é uma reivindicação da bancada ruralista que pressiona o governo para editar novas regras de demarcação.

Atualmente, a demarcação é feita pela Funai (Fundação Nacional do Índio), antes da palavra final do Planalto. Os ruralistas querem tirar os poderes da fundação por acusá-la de fraudar laudos e inflar conflitos entre índios e produtores.

Os indígenas também estão descontentes com o órgão e reclamam da demora nos processos de demarcação.

Segundo os produtores, o novo modelo já estaria pronto, mas o governo tem receio de apresentar as regras e receber críticas de organismos internacionais.

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Com afastamento de Sérgio Petecão e Márcio Bittar, Acre terá dois novos representantes no senado federal

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Das três cadeiras do Acre no senado federal, duas estarão com gente nova no assento. Maria das Vitórias assumirá a vaga do Senador Sérgio Petecão (PSD) e Eduardo Veloso assume a vaga de Márcio Bittar (União Brasil).

Ambos são suplentes dos titulares, que ficarão em média de 4 a cinco meses fora do mandato e assim abrem espaços para as caras novas. Maria das Vitórias tem 79 anos de idade e já foi deputada estadual, secretária de Assistência social e era esposa do falecido Deputado federal João Tota.

A mesma assumirá a cadeira do seu titular Petecão, que se afasta para se dedicar exclusivamente a campanha de governo do Acre. Natural da Paraíba e vivendo a décadas em Cruzeiro do Sul, Maria das Vitórias tem uma grande credibilidade na região do Juruá e pode dar uma grande contribuição na campanha de Petecão, inclusive o o filho João Tota, será o vice na chapa de governo do PSD.

Eduardo Veloso é médico oftalmologista, um dos mais respeitados do estado e de uma família tradicional de Rio Branco. Eduardo foi cotado para ser vice de Gladson Cameli na última eleição e nos 45 do segundo tempo, foi trocado por Werles Rocha. Com tudo ele virou suplente de Márcio Bittar, que vai se afastar para fazer um tratamento de saúde e também se dedicar a campanha da esposa Márcia Bittar (PL), que disputará o senado na chapa de Gladson Cameli (PP).

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Sobre o desempenho de ambos, só saberemos quando iniciar os trabalhos de verdade.

A posse dos novos senadores está marcada para ocorrer no final deste mês, dentro de poucos dias

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