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Mara Rocha faz visita surpresa à Fundhacre e constata caos na saúde; Funcionários trabalham com suspeita de Covid

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Atendendo o convite do presidente da Associação dos Pacientes Renais Crônicos do Acre Vanderli Ferreira, a deputada federal Mara Rocha fez visita aos vários setores da FUNDHACRE. A parlamentar se deparou com situações difíceis tanto para os pacientes quanto para os profissionais.

Hoje o maior hospital público do Estado encontra-se sem cardiologista. Todos os profissionais saíram de férias ao mesmo tempo deixando pacientes infartados sem acompanhamento especializado.

Outro fato extremamente preocupante, é que técnicos e enfermeiros com febre e com suspeita de covid encontram-se trabalhando, aguardando exame do covid, devido à falta de profissionais para atender a população .

Segundo a enfermeira Alesta Amâncio, mais de 200 profissionais faleceram vítimas do covid -19 e o Estado não contratou novos profissionais.

“Perdemos mais de 200 colegas para o Covid 19, a FUNDACRE ficou com o quadro reduzido e o Governo do Estado não se preocupou em contratar novos profissionais para atender as muitas demandas da saúde. Hoje nós estamos sobrecarregados e trabalhando doentes, pelas seqüelas deixadas pelo Coronavirus. Na maioria dos dias, um técnico de enfermagem fica responsável por até 12 pacientes, quando a lei prevê 5 pacientes no caso de idosos. Nós estamos pedindo socorro ! Os números de casos de Covid 19 estão crescendo e a direção do hospital não oferecer sequer capotes e nem mascaras adequadas para os profissionais. Além de doentes, nós que cuidamos da saúde das pessoas somos mal remunerados e ignorados pelo Governo do Estado”, afirmou a enfermeira Alesta Amâncio.

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Os profissionais que ficaram na linha de frente durante a pandemia, afirmaram que além do governo nunca ter pago regularmente o Auxílio Covid, recentemente suspendeu o benefício.

A deputada Mara Rocha mostrou preocupação com o descaso que constatou no maior hospital do Acre.

“Como deputada federal tenho a prerrogativa de entrar em qualquer orgão público para fiscalizar, não precisando de prévia autorização do gestor . Muito me estranha a atitude do diretor da FUNDACRE em tentar impedir a minha entrada no Hospital e plantando matérias mentirosas sobre nossa visita. Gestor que faz um bom trabalho não pode ter medo de receber a visita de um parlamentar. Para nossa tristeza encontramos o verdadeiro caos. Profissionais sobrecarregados, doentes e trabalhando com suspeita de contaminação pelo corornavirus aguardando exame para comprovação. Isso é muito grave! Ouvimos relatos de enfermarias sem água para banhar os doentes, falta de medicamentos e falta de médicos. Durante nossa visita, cargos comissionados enviados pela direção da FUNDACRE, na tentativa de intimidar e ameaçar os profissionais e pacientes, filmavam e pegavam nomes das pessoas para que as mesmas não falassem conosco. Vivemos 20 anos de um governo opressor, que infelizmente continua no comando do Governo do Estado utilizando as mesmas práticas perseguidoras, disse a deputada Mara Rocha.

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Mara Rocha afirmou que levará aos órgãos de controle o relatório com os absurdos encontrados na FUNDACRE para que o Estado se adeque e seja responsabilizado.

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Veja o Vídeo Abaixo: O ex-deputado federal, Sibá Machado, gravou um vídeo polêmico onde fez um desabafo contra o presidente da República, Jair Bolsonaro, o Juiz Sérgio Moro e o governador do Acre, Gladson Cameli. Sibá não perdeu a oportunidade de alfinetar o gestor em se tratando do escândalo de corrupção no qual para a Polícia Federal, Cameli é tido como o chefe de uma organização Criminosa que desviou quase R$ 1 bilhão de reais dos cofres públicos do Estado.

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A pedido de Jenilson Leite, Aleac realiza audiência pública para tratar sobre indisponibilidade de vagas para profissionais biomédicos

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A pedido do deputado estadual Jenilson Leite (PSB), a Assembleia Legislativa do Acre realizou na manhã desta quarta-feira (6), uma audiência pública para tratar sobre indisponibilidade de vagas para profissionais biomédicos, de saúde coletiva e odontologiano concurso público anunciado recentemente pela Secretaria de Saúde.

Na terça-feira (5), estes profissionais procuraram os parlamentares e pediram apoio da Casa Legislativa.

A representante dos bacharéis em saúde coletiva, Carol Martins, disse que no Plano de Cargos e Carreiras e Remuneração (PCCR) prevê 25 vagas para a categoria e apenas 9 estão ocupadas, restando 16 vagas, sendo uma delas de vacância. “Estamos aqui em defesa do SUS, pois esse é o legado da Saúde Coletiva”, disse.

Após ouvir os profissionais, o diretor jurídico da Sesacre, João Victor Toledo não descartou a retificação do edital para incluir mais vagas, desde que identificadas as vacâncias. “Se conseguirem identificar vacâncias desde 2014, encaminhem que vamos analisar, validar e se for necessário, a gente pode incluir”, disse.

O diretor deixou claro que não há possibilidade de abrir novas vagas, apenas serão consideradas as vacâncias. O deputado Jenilson, proponente da audiência, destacou que é fundamental que o edital seja retificado.

“Entendemos que a área da Saúde é importante, mas há o entendimento legal. Não podemos ter em mente o contexto de vagas que podem entrar em vacância futuramente, trabalhamos com as que existem. Existe a necessidade real que é levantada junto à rede de assistência. Vacâncias são aquelas vagas que desde o último concurso efetivo, em 2014, por razão de aposentadoria ou falecimento, ficaram abertas”, explicou.

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“Essa Casa sempre foi uma casa de debates e resolutiva, não é uma atuação no sentido de mudar o interesse do executivo, mas de chamá-lo para refletir sobre seu papel, a demanda popular chega e nós fazemos as abordagens necessárias e aqui nesta audiência chegamos ao entendimento da necessidade de retificação do edital, ampliando as vagas para os diferentes segmentos da saúde neste concurso. Houve por parte do Governo esse entendimento, de fazer novos estudos, e a partir deles, ver como faz a retificação contemplando melhor as necessidades”, afirmou.

O secretário de Planejamento e Gestão, em exercício, Luiz Victor Diniz Bonecker, afirmou que atualmente o Estado está impedido de abrir mais vagas tendo em vista o limite está acima da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

“Eu entendo perfeitamente que a necessidade que o Estado tem é maior que isso, que a área da Saúde Púbica é primordial, mas a gente tem um impedimento legal hoje. A gente só pode convocar para substituição dentro das vacâncias”, acrescentou o secretário.

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O procurador-geral do Estado, Marcos Motta, sugeriu a abertura de mais uma vaga no edital para contemplar as áreas que participam da audiência. “O mais importante nesse processo é que a gente abra, pelo menos, mais uma vaga nessas áreas que estão aqui pleiteando. Por que? Porque se houver vacância e se tiver feito o concurso e tiver cadastro de reserva, eu consigo fazer o provimento”.

O deputado Roberto Duarte (Republicanos) ponderou que é necessário haver ratificação no edital. “Recebi muitas reclamações de diversas outras categorias e acredito que sua fala contemple isso, e que haja pelo menos cadastro de reserva para essas categorias, onde não há vacância, mas no caso de odontologia, segundo um estudo feito pelo próprio Governo, há pelo menos 25 vacâncias e no edital consta apenas 4 vacâncias e 2 cadastro de reserva, e precisa estar no edital”, pontuou Duarte que reforçou que no caso dos téncnicos em enfermagem, há previsão de cerca de 800 servidores para se aposentar nos próximos anos, com isso, havendo cadastro de reserva no edital, eles poderiam ser chamados.

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