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Áudios: Com barba ou sem barba? Deputado Nenem Almeida é criticado nas redes sociais ao fazer enquete na sua página do instagram

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O Deputado Estadual Nenem Almeida (Solidariedade) usou a sua página no instagram para fazer uma enquete (considerada por muito uma grande besteira), Nenem queria saber se o povo prefere ele com barba ou sem barba, acredita!!??

Muito internautas não foram de acordo com o conteúdo da enquete e criticaram o parlamentar, pois diante dos inúmeros problemas enfrentados no estado do Acre, inclusive na própria política na qual o deputado faz parte, Nenem Almeida está preocupado com a sua aparência. 

Ouça o áudio l:

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“Rapaz quando eu penso que já vi de tudo meu irmão, lá vem!!! Pelo amor de Deus!!! Tanta coisa para se discutir, final de ano chegando, muita confusão no ambiente político, ai o deputado vai nas redes sociais e pergunta se o povo quer vê ele com barba ou sem barba. Você pode estar com a barba do papai noel, você pode estar com a cara lisa, deputado, o povo quer é trabalho, entendeu!? Não passe essa vergonha não Cara, assim você envergonha os seus eleitores!!!”, disse um internauta.

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Outro internauta também comentou sobre a enquete desnecessária do deputado Nenem Almeida, que há um tempo vem desagradando seus eleitores, principalmente em se tratando da posição do parlamentar diante da reforma estadual, na qual ele votou a favor da reforma e contra os trabalhadores.

“Rapaz é cada arrumação meu amigo, esses políticos aqui do Acre tá bom de criar vergonha, principalmente esse deputado ai que quer com barba ou sem barba, tanta coisa para esse cara se preocupar, como a saúde pública, aí vem um palhaço desse fazer enquete para escolher se quer com barba ou sem barba, vá pra casa do caxxlho rapaz!!! As pessoas estão morrendo no hospital, porra!!! Se eu tivesse o nome desse cara ai eu ia mandar mensagem para ele aqui agora, os caras morrendo no hospital e esse bicho fica ai com palhaçada desse negócio de com barba ou sem barba, é muito palhaço mesmo, um deputado desse, oh!!! Esse dai eu chamo de palhaço, só falta colocar o nariz dele.”, finalizou outro internauta.

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Mas de fato é no mínimo irrelevante esse assunto, um parlamentar que podia se preocupar um pouco com o bem estar da sociedade, mas prefere ir para as redes sociais falar de assuntos banais sem a mínima importância, é no mínimo insultar a população, que espera que seus representantes lhes represente de fato e não fique com atitude de quem não tem o que fazer.r.

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Professora Zilmar, de Bujari publica frase que representa um preconceito existente contra o povo negro

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“De nada adianta roupa branca, amarela, colorida, se sua energia for PRETA”.

A frase acima é de uma postagem, via imagem, realizada pela Professora Zilmar, Coordenadora Pedagógica do Núcleo de Educação da Cidade do Bujari. Por qual motivo essa frase representa um preconceito existente contra o povo negro?

Primeiramente, é inadmissível na República brasileira qualquer tipo de postagem preconceituosa, muito menos quando vem de uma professora do ensino médio, função nobre e importante para a educação do país.

A frase que a professa Zilmar postou carrega um preconceito secular contra o povo negro, resquício do processo de escravização desse povo. O texto remete uma interpretação de que a anergia preta é ruim, o que advém da compreensão de que tudo relacionado ao negro é ruim. É um estereótipo preconceituoso por rebaixar a condição humana de pessoas pretas.

Há ainda quem vai dizer que isso não passa de brincadeira, portando, seria uma tentativa de normalizar uma conduta preconceituosa a partir do humor.

O professor Adilson Moreira em sua obra Racismo Recreativo nos revela que essa brincadeira preconceituosa é uma forma de política cultural que utiliza do humor como veículo de hostilidade racial, o que compromete a reputação de minorias raciais ao referendar práticas discriminatórias em todos os aspectos da vida social, o que acarreta em perdas de oportunidades para as minorais raciais.

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Ainda segundo o autor, o papel do racismo recreativo é o de mascarar a hostilidade generalizada em relação as minorias raciais, reafirmando a suposta superioridade e ao mesmo tempo manter uma imagem de pessoas que não são racistas, o que é referendado pela narrativa tradicional cultural da democracia racial.

Nesse sentido, brincar com a questão racial de maneira a inferiorizar as pessoas atingidas pela brincadeira é crime de racismo, inclusive com uma condenação recente no Tribunal de Justiça do Acre. No acórdão, o relator destacou que o estereótipo da foto – pessoas de pele negra e cabelos tingidos – é assemelhado a bandidos ou, conforme suas próprias palavras, “assaltante” e “vagabundo”. Dessa forma, considerou clara a intenção do réu de ofender o grupo de pessoas, “inclusive com dolo específico de praticar a discriminação e o preconceito de raça utilizando meios de comunicação social”, condenando-o pela prática do crime previsto no § 2º, do artigo, 20 da Lei n. 7.716/891.  

Por fim, pode-se dizer que um dos fundamentos da República Federativa do Brasil é o princípio da dignidade da pessoa humana, o que significa dizer que não é aceitável em nosso convívio social condutas discriminatórias, sejam raciais ou não. Outrossim, o nosso pacto político definido na carta Magna consagrou o princípio da não discriminação no campo dos direitos fundamentais. Então, racismo recreativo é crime, o preconceito racial é crime, tais condutas de forma alguma podem ser toleradas em nossa sociedade.

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Mais respeito por nossa Constituição. Mais respeito ao povo negro que secularmente teve seus direitos mais elementares cassados e ainda hoje sobre preconceito e discriminação.

Por Charles Brasil, Advogado e doutorando em direito Constitucional pela Universidade de Brasília (UnB).

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Veja o Vídeo Abaixo: Em meio a maior crise do sistema de transporte coletivo dos últimos tempos, a população de Rio Branco vive um dilema e acorda todo dia sem saber se terá ônibus passando em sua região. O prefeito Tião Bocalom tentou amenizar o problema repassando R$ 2 milhões e quatrocentos mil para as empresas quitar os débitos com empregados, acordo não cumprido e que foi um dos motivos para a intervenção no setor.

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