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Evo Morales critica Justiça da Bolívia pela prisão de corintianos

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Se tem que acusar, que acusasse um’, reclamou o presidente.
Doze torcedores brasileiros foram presos pela morte de um boliviano.

Helton Simões GomesDo G1, em São Paulo

O presidente da Bolívia Evo Morales faz o discurso de encerramento do 19º Encontro do Foro de São Paulo. (Foto: Nelson Almeida/France Presse)O presidente da Bolívia Evo Morales faz o discurso de encerramento do 19º Encontro do Foro de São Paulo. (Foto: Nelson Almeida/France Presse)

O presidente da Bolívia, Evo Morales, criticou neste domingo (4) a Justiça de seu país pela condução do caso dos torcedores corintianos presos acusados pela morte do garoto Kevin Espada durante um jogo pela Libertadores em 20 de fereveiro, contra o San Jose.

“Informaram-me: ‘são onze de uma vez, onze atentaram contra a vida de um torcedor do San José’. O que está acontecendo com a Justiça boliviana? Se tem que acusar, que acusasse um, não onze”, afirmou Morales, após realizar o discurso de encerramento do 19º Encontro do Foro de São Paulo. Na verdade, foram 12 os torcedores do Corinthians presos pela acusação da morte de Kevin.

“Quando fui informado, achei que tivessem sido detidos não na rua, mas no estádio”, completou Morales.

Nesta sexta-feira (2), os últimos cinco torcedores que ainda permaneciam presos na Bolívia desembarcaram em São Paulo, após serem soltos depois de cinco meses presos. Do grupo inicial, sete já tinham retornado ao país em junho.

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Morales disso não concordar com a forma com que a Justiça procedeu, mas estava de mãos atadas pois “há a separação de poderes”.

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Morales ainda falou sobre os casos de bolivianos que residem no Brasil e são submetidos a situações de trabalho degradante. “É nossa obrigação como governo ajudar nossos migrantes.

“Nos países, os imigrantes são os pobres que vem para melhorar sua situação”, comentou.

Morales contou que em 2004, 2005 até uma prima sua foi à Europa para cuidar de idosos e receber mil euros por isso. No entanto, com a crise, as oportunidades no continente escassearam e os bolivianos começaram a retornar. Um dos destinos foi o Brasil, para trabalhar na construção civil e na indústria têxtil, segundo Morales.

Segundo Morales, cabe aos governos criar “políticas que permitem proteger os migrantes da Bolívia”, assim como os asiáticos.

Gerações
Na noite deste sábado (3), Morales se encontrou com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o Instituto Lula. O presidente boliviano não revelou qual foi o tema da conversa, mas diz ter em Lula um grande companheiro a quem recorre quando precisa de orientação.

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O presidente boliviano brincou com o fato de, “após um boicote”, pela primeira vez seu país sediará o Foro, em 2014. “Passados 23 anos de Foro, lembro que só havia um governo de esquerda [no início], o de Cuba”, afirmou. Assim como Lula na sexta-feira, Morales voltou a falar em uma reinvenção das esquerdas.

“Temos que acabar com os governos impostores e os Estados aparentes”, disse. “Mas antes de mudar o mundo, temos que mudar a nós mesmos. Temos que aprender como nos descolonizar do facismo, do capitalismo, do interesse privado”, completou.

As manifestações que vem acontecendo no Brasil desde junho são um sintoma de que é preciso “dialogar com os jovens de hoje”. “Se os partidos só pensarem nas próximas eleições, estarão equivocados. Os partidos de esquerda têm que pensar nas próximas gerações.”

Evo Morales volta ainda neste domingo para a Bolívia sem ter comparecido à comemoração pelo aniversário dos 188 anos da independência de seu país, realizada neste fim de semana no Memorial na América Latina, na Zona Norte de São Paulo. Segundo assessores, não houve tempo hábil em sua agenda para uma visita.

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Veja o Vídeo: A pior gestão para o produtor rural é a da prefeita Fernanda Hassem, diz Vereador Reinaldo Gadelha

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O vereador Reinaldo Gadelha usou a tribuna para expressar o seu descontentamento com a gestão da prefeita Fernanda Hassem em relação ao modo como a gestão vem tratando o produtor rural, segundo ele, esta é a pior gestão que já teve para o homem do campo, pois faltam incentivos e apoio para o produtor.

Reinaldo destaca que acompanha a política de Brasileia desde o ano de 2000 e durante todo esse tempo, o produtor rural até a gestão do ex-prefeito Everaldo recebeu incentivo da prefeitura e com isso os produtores produziam e essa realidade mudou quando a prefeita Fernanda Hassem passou a ser prefeita, pois desenvolveu uma gestão que não atende as necessidades dos colonos.

O vereador relembra que na gestão do ex-prefeito Alvanir, os colonos puderam ter açude, mesmo aqueles que eram oposição a ele. Alvanir não fazia distinção de ninguém e muitos produtores foram comtemplados do açude; Na gestão da ex-prefeita Leila Galvão, havia cinco tratores trabalhando na mecanização de terras e havia calcário para doar para os produtores rurais, 25 produtores de cada associação tinha direito a calcário incorporado a custo zero; A maior produção de grãos foi na gestão do ex-prefeito Everaldo, pois pegou uma base, já tinha calcário, incorporou o solo também a custo zero e Brasileia produziu.

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O parlamentar questiona o que Brasileia está produzindo agora, mesmo tendo R$ 12.000.000,00 (doze milhões de reais) a disposição no orçamento de 2022. O que chama atenção é que nas gestões passadas o recursos era bastante inferior se comparado com o atual e as gestões dava incentivo, e agora com esse montante, os produtores não tem apoio.

Quem conhece o vereador Reinaldo Gadelha, sabe que o mesmo é produtor rural e reside na Reserva Extrativista Chico Mendo, portanto a maior bandeira de seu mandato é a luta em defesa dos produtores rurais e da agricultura, por esse motivo é que o parlamentar fala com propriedade pois sente na pele o abandono que os produtores estão enfrentando.

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