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Justiça manda prender ex-prefeito Everaldo Gomes para cumprir 7 anos e 6 meses em regime fechado após condenação na Operação Labor

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Condenação está relacionada aos desdobramentos da Operação Labor, que investigou esquema de fraudes em licitações, corrupção e desvio de recursos públicos.

A Justiça do Acre determinou a prisão definitiva do ex-prefeito de Brasileia, Everaldo Gomes Pereira da Silva, após o encerramento dos recursos no processo criminal nº 0500257-62.2017.8.01.0003. O mandado expedido pela Vara Criminal da Comarca de Brasileia estabelece que o ex-gestor seja encaminhado a uma unidade prisional para cumprir 7 anos e 6 meses de pena restante, em regime fechado.

A ordem foi assinada pelo juiz José Leite de Paula Neto e decorre de condenação já transitada em julgado, quando não há mais possibilidade de recurso dentro do processo. A ação penal teve origem em denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), durante os desdobramentos da chamada Operação Labor.

Everaldo Gomes foi condenado por crimes de organização criminosa, corrupção passiva e crime de responsabilidade de prefeito relacionado ao desvio de bens ou rendas públicas. Segundo as acusações acolhidas pela Justiça, um esquema teria sido estruturado para fraudar procedimentos licitatórios e retirar recursos dos cofres públicos de Brasileia durante a administração municipal.

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Um dos mecanismos apontados no processo envolveu a adesão da Prefeitura de Brasileia a uma ata de registro de preços do município de Plácido de Castro. A contratação da empresa F&J Construções Ltda., posteriormente denominada Souza & Silva Serviços Ltda., começou com valor superior a R$ 3,2 milhões. Conforme apurado no processo, pagamentos superfaturados teriam sido utilizados para gerar recursos destinados ao esquema, incluindo o pagamento de R$ 20 mil mensais ao então prefeito, além de repasses a vereadores em troca de apoio político.

As investigações também identificaram um mecanismo conhecido como “Folhinha”, pelo qual teria ocorrido redução do número de trabalhadores terceirizados que efetivamente prestavam serviços, enquanto os valores empenhados pela prefeitura eram mantidos. De acordo com a perícia mencionada na ação, somente no Contrato nº 021/2013 o prejuízo aos cofres públicos foi calculado em R$ 1.203.384,64. A diferença entre os serviços executados e os valores pagos teria sido retirada em dinheiro e repassada aos integrantes do esquema.

Ao todo, a ação penal alcançou 16 réus, entre políticos, empresários e ex-integrantes da administração municipal. Parte da dinâmica investigada foi detalhada por empresários que celebraram acordos de colaboração premiada. O mandado contra Everaldo Gomes tem validade até 17 de setembro de 2038, e as forças de segurança foram comunicadas para localizá-lo e cumprir a ordem judicial. Após a prisão, o ex-prefeito deverá passar pelos procedimentos judiciais previstos, incluindo audiência de custódia.

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Delegação do Acre participa do 22º Encontro Convergência em Foz do Iguaçu e representantes do Judiciário acreano são homenageados

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Delegação acreana acompanha debates nacionais sobre protesto de títulos; abertura teve homenagem a magistrados do TJAC – Foto: Assessoria

O Acre participa com uma delegação de 19 representantes do 22º Encontro Convergência, realizado entre os dias 23 e 25 de setembro, em Foz do Iguaçu, no Paraná. Promovido pelo Instituto de Estudos de Protesto de Títulos do Brasil (IEPTB), o evento reúne representantes do setor de diferentes estados para três dias de debates sobre inovação, tecnologia, crédito, segurança jurídica e modernização dos cartórios de protesto.

A programação teve início na noite desta quarta-feira (23), com a cerimônia oficial de abertura. Entre os participantes acreanos estão representantes do IEPTB, profissionais ligados aos cartórios de protesto e integrantes do Poder Judiciário.

Durante a solenidade, o corregedor-geral da Justiça do Acre, desembargador Raimundo Nonato da Costa Maia, e o juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Anastácio Lima de Menezes Filho, receberam uma Moção de Louvor e Reconhecimento.

A homenagem foi entregue pelo presidente do IEPTB no Acre, Ricardo Martins, e destacou a contribuição dos magistrados para o fortalecimento do diálogo institucional e o aperfeiçoamento dos serviços extrajudiciais no estado.

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Nonato Maia exerce o cargo de corregedor-geral da Justiça do Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC) no biênio 2025–2027. Anastácio Lima de Menezes Filho atua como juiz auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça.

Nesta quinta-feira (24), o Convergência prossegue com debates sobre o papel dos cartórios na eficiência do Estado, estratégias comerciais, transformação digital do crédito, hospitalidade no atendimento ao público e avanços tecnológicos aplicados ao protesto. A programação também prevê discussão sobre o Provimento CN-CNJ nº 225/2026.

Na sexta-feira (25), último dia do encontro, serão abordados temas como os impactos dos novos impostos IBS e CBS sobre a atividade de protesto, novos serviços estratégicos, recuperação do crédito público, segurança jurídica e governança da informação. O painel de encerramento terá participação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.

A presença da delegação acreana permite ao IEPTB do Acre acompanhar de perto as principais discussões nacionais envolvendo a atividade, além de ampliar a troca de experiências com representantes de outros estados e acompanhar soluções voltadas à modernização dos serviços prestados à população.

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Em sua 22ª edição, o Encontro Convergência consolida-se como espaço de integração entre profissionais do segmento, magistrados e especialistas, reunindo discussões sobre os desafios atuais e as transformações tecnológicas e institucionais que vêm modificando a atividade de protesto no Brasil.

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