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Há quase três anos no governo, Gladson Cameli ainda não cumpriu sua promessa de campanha

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Aprovados no cadastro de reserva seguem com protesto – Foto: Secom Agência / Ana Paula Xavier / Rede Amazônica Acre

Pelo sexto dia seguido, os aprovados no concurso da Polícia Civil continuam com protesto e pedem a convocação ao governo do estado. Na manhã desta terça-feira (7), eles mudaram o local do ato deixando o Palácio Rio Branco e seguiram para a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac).

No último dia 10, o governador convocou 17 candidatos aprovados para o curso de formação policial. No entanto, para o grupo, esse número ficou muito abaixo do esperado, uma vez que cerca de 500 pessoas aguardavam pelo chamamento do governo.

Em meio ao grupo está Jorge Orleanes, que saiu de Cruzeiro do Sul até a capital e permanece acorrentado para reforçar o movimento. À Rede Amazônica, ele disse que ainda acredita na convocação.

“Eu ainda tenho fé. Acredito que a gente vai ter algo positivo para a gente. O TCE [Tribunal de Contas do Estado] falou que o governador pode sim contratar para a segurança pública mesmo estando com o teto acima de 95%. Vários órgãos estão nos apoiando. Minha expectativa é de ficar aqui até o final do mês, até encerrar este ano. Não tenho expectativa de sair antes”, disse.

Ainda na segunda-feira (6), a porta-voz do governo, Mirla Miranda, disse que o TCE se manifestou confirmando o que já dizia o governo: que somente há chamamento para reposição (vacância ), fato este que o governo do estado já cumpriu, não existindo mais vagas em aberto.

Governo diz que não há mais vagas

Em nota assinada pelo delegado-geral de Polícia Civil, Josemar Portes na manifestação do dia 17 de novembro, o governo informou que não há mais vagas para convocação da Polícia Civil, ou seja, o quadro de pessoal está 100% ocupado.

“A Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que regula as questões financeiras dos estados, estabelece um teto para gastos da administração pública com custeio de pessoal, este está no limite da gestão estadual. Outro ponto a se relevar é que todos os cargos disponíveis já foram convocados. Se o gestor público não atentar para tais questões, incorre em crime de responsabilidade perante a legislação em vigor. Por fim, o governo do Estado cumpriu a promessa, repondo todos os cargos vagos como preconiza a lei”, pontuou.

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A convocação tinha sido prometida por Cameli desde a campanha e no mês passado, após protestos. Em agosto deste ano, o governador chegou a questionar se o cadastro de reserva da Polícia Civil era legal. Na época, ele enfrentou protestos durante o desfile da Revolução Acreana e disse:

“Eles fizeram seu concurso público, estão há mais de três anos esperando para que possam ser chamados. Não posso sair resolvendo os problemas da noite para o dia de tudo que recebemos do estado. Mas, eu e minha equipe estamos trabalhando para que, no momento oportuno seja cumprido, e eles sabem disso, porque já conversei, já expliquei e dei até previsões. Infelizmente estou com as mãos atadas porque tenho uma lei de responsabilidade e não posso comprometer a folha de pagamento, mas no momento oportuno, nós vamos convocar. Cadastro de reserva para a Polícia Civil, conforme a lei, será que realmente existe? Essa é a pergunta que fica”, questionou na época.

Convocação

Conforme a publicação no Diário Oficial do Estado foram chamados para o curso de formação 10 agentes de polícia, quatro delegados e três escrivães. A matrícula foi feita até dia 26 de novembro na coordenação da academia de polícia.

Ainda segundo o documento, para ser aceito no curso, o candidato deve estar capacitado física e mentalmente.

O curso de formação tem carga horária de 760 horas-aula e é composto por aulas presenciais e prova final. Conforme o decreto, o candidato que tiver frequência inferior a 75% e aproveitamento inferior a 50% na prova final deve ser eliminado do curso.

O candidato vai ser aprovado se tiver aproveitamento igual ou superior a 50% no total da prova final. Caso seja reprovado no curso, o candidato será eliminado do concurso público. Os alunos matriculados vão receber uma bolsa de estudos equivalente a 50% do salário do cargo em disputa.

Saga dos aprovados

Os aprovados no cadastro de reserva chegaram a acampar em frente à Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) em maio deste ano e ficaram mais de 10 dias no local. O grupo fez um ato em frente ao Palácio Rio Branco, no Centro, para pedir a convocação para o governador Gladson Cameli. Depois de uma conversa com o governador, o grupo deixou o local.

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A convocação do cadastro de reserva era uma das promessas de Cameli, que nas eleições afirmou que iria convocar de imediato todos os candidatos que passaram nos últimos concursos da polícia e abrir um novo concurso.

Em abril de 2019, o governador convocou 500 aprovados nos concursos públicos das polícias Militar e Civil do Acre. Em junho do ano passado, 62 novos servidores na Polícia Civil foram empossados, sendo sete delegados, 11 escrivães, 39 agentes e 5 auxiliares de necropsia e em outubro de 2020 mais de 200 foram nomeados.

Em 2017, o concurso da Polícia Civil também era para preenchimento de 250 vagas. Os salários variavam de de R$ 3.007,78 a R$ 15.378,00. O processo seletivo teve 7.652 pessoas inscritas, segundo a Secretaria de Gestão Administrativa (SGA).

Das vagas, 176 eram para o cargo de agente de Polícia Civil, 20 para auxiliar de necropsia, 18 para o cargo de delegado de Polícia Civil e outras 36 vagas para escrivão. Todos os cargos eram para o nível superior, sendo que para delegado, o candidato tinha que ser formado no curso de direito e ter, no mínimo, três anos de atividade jurídica ou policial.

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Veja o Vídeo Abaixo: Vereador diz que o prefeito Kiefer Cavalcante paga mais de 5 mil para dono de empresa que faz faculdade em Rio Branco – Vereador Ronaldo Reis de Feijó, gravou um vídeo onde fez graves denúncias contra a atual gestão do prefeito Kiefer Cavalcante a quem acusa de perseguição política e possível pagamentos irregulares em sua gestão. De acordo com o vereador, o prefeito demitiu a sua esposa só aconteceu depois que trouxe a tona um pagamento supostas irregularidades o que confirma a perseguição política que vem sofrendo por parte do gestor.

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Gladson Cameli e assessores estão em Brasília na tentativa de rifar Mailza Gomes de vez do jogo, a estratégia até aqui deu errado

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O governador Gladson Cameli (PP) e vários assessores próximos, estão em Brasília para uma maratona de reuniões e conversas que afunile na formação da chapa majoritária que disputará a reeleição do atual governo.

Acompanhado do deputado estadual José Bestene, do secretário da Casa Civil Jhonatan Donadoni, dos assessores Lívio Veras, Rômulo Grandidier e Alysson Bestene, segundo informações repassada ao portal 3 de Julho, Gladson Cameli tenta chegar a um entendimento com os postulantes a vaga de senado e vice na sua chapa.

A confusão está posta, pois ao menos dois nomes na briga pela vice e três pela pela a vaga de senado.

Rômulo Grandidier e Alysson Bestene duelam ferrenhamente para saber quem agrada mais o governador e assim compor na vice, já Mailza Gomes, Márcia Bittar e Alan Rick, fazem o “Duelo de Titãs” para saber quem será o escolhido na disputa de senado para enfrentar Vanda Milane e o ex-senador Jorge Viana.

Não será fácil fazer o casal Bittar desistir de empurrar Márcia na disputa, por outro lado, Gladson se agrada mais de Alan Rick. Outro obstáculos grande é convencer a senadora Mailza Gomes, que está no mandato e preside o Progressista.

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A operação tira Mailza não funciona e segundo informações vem deixando Gladson Cameli enfurecido. O clima é de guerra, vai se salvar quem tiver mais poder político e pelo jeito a senadora Mailza Gomes tem de sobra.

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