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Segurança pública divulga nomes de acusados de matar Gildemar

A partir do indício de autoria, com a prisão dos 11 acusados

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A partir do indício de autoria, com a prisão dos 11 acusados

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Escrito Por Gazeta.Net

Durante entrevista coletiva, na manhã desta sexta-feira, 29, a cúpula da segurança públicado Acre apresentou os nomes dos 11 policiais militares acusados da morte do auxiliar de pedreiro, Gildemar da Silva Lima, de 24 anos, que desapareceu em agosto deste ano após ser levado da sua própria casa no loteamento Praia do Amapá, em Rio Branco.

De acordo com o delegado Robert Alencar, que comandou as investigações, ameaças de morte contra os policiais militares acusados pela execução teriam motivado o crime. Apesar de toda a investigação ter sido realizada pela Polícia Civil, os mandados de prisão, expedidos pelo juízo da 1ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco, foram cumpridos pela Polícia Militar.

A partir do indício de autoria, com a prisão dos 11 acusados, a polícia investe agora nos trabalhos de encontrar o corpo da vítima.

Ainda da coletiva à imprensa, as autoridades descartaram a possibilidade da existência de um grupo de extermínio nos órgãos de segurança no estado. Além do delegado Robert, participaram da coletiva o comandante-geral da Polícia Militar, coronel José Anastácio, o delegado-geral da Polícia Civil, Emilson Farias, e o secretário de Segurança Pública, Reni Graebner.

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 Segundo o delegado Roberth Alencar, responsável pelas investigações, Gildemar Lima foi executado e o cadáver ocultado, possivelmente, no ramal do Pica-Pau. De acordo com aautoridade policial, o crime teria sido motivado por vingança, uma vez que os policiais envolvidos já haviam prendido Gildemar em outras duas ocasiões (um pelo crime de assalto a uma loja no Segundo Distrito e outra pelo roubo de uma moto), mas como não houve flagrante, Gildemar foi liberado.

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Na época de uma dessas prisões, policiais militares foram ameaçados por um comparsa de Gildemar “Aladin”. Durante as investigações a polícia descobriu que no dia 24 de maio, o comparsa e sua esposa foram torturados e ameaçados até que revelassem o paradeiro davítima.

Ainda segundo Roberth Alencar, o caso começou a ser desvendado por meio demonitoramento eletrônico e quebra de dados telefônicos, onde se chegou a provas da tortura praticada no dia 24 de maio e ao nome de 10 policiais.
“Três desses policiais tinham problema na justiça com Gildemar”, afirmou o delegado.

Alencar continuou dizendo que, mesmo após a tortura do comparsa, os policiais não tinham alocalização exata de Gildemar Aladin. Para chegar até ele, policiais usaram de abuso de autoridade. “Muitos foram abordados dentro de casa ou em via pública, ameaçados com armas na cabeça. Foi apurado na investigação que após esses crimes prévios de ameaça e lesão corporal, Gildemar foi raptado e levado para um local que não temos a exatidão”, diz.

Dez policiais foram presos temporariamente e encaminhados à Unidade Prisional 03, a Papudinha e outro de forma preventiva.

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O secretário de Polícia Civil, Emylson Farias, disse que após o desaparecimento de Gildemar, foram instaurados dois inquéritos policiais, um relacionado ao homicídio e ocultação de cadáver e outro relacionado à tortura, coação no curso das investigações e outros crimes. “Em três meses de investigação, tivemos várias provas, entre testemunhais, técnicas, periciais, além de várias contradições nos interrogatórios. São provas robustas”, disse.

O comandante da Polícia Militar do Acre, coronel Anastácio garantiu que a instituição não compactua com quaisquer desvio de conduta.

 

Confira os nomes do militares acusados:

Soldado PM Girley Lenes da Costa;
Sargento PM José Natalino;
Soldado PM Bruno Fabrício;
Soldado Antonio Macelo da Silva Mendes;
Soldado Francisco Ilimane Rodrigues dos santos;
Soldado Jorge Miranda Rodrigues
Soldado Diego Soares do Nascimento;
Sargento Francisco James do Nascimento;
Tenente Gersey James Costa da Silva;
Sargento Iracélio Melo da Silva;
Sargento Teomar Ferreira Cunha.

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Homem investigado por furto de gado é preso com arma de fogo e munições durante operação da Polícia Civil

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Polícia Civil recupera 11 cabeças de gado avaliadas em mais de R$ 40 mil e devolve ao dono – Foto: Polícia Civil

Um homem investigado por furto de gado na Rodovia Transcreana, zona rural de Rio Branco, foi preso na manhã desta terça-feira (25) com uma arma de fogo e munições durante uma operação da Polícia Civil. As equipes policiais cumpriam mandados judicias contra pessoas procuradas pelo furto de animais.

Em novembro do ano passado, quatro pessoas com idades de 25, 33, 36 e 43 anos foram indiciadas pela Polícia Civil, após concluir as investigações do furto de 11 cabeças de gado na Transacrena.

Os animais foram roubados em outubro de 2021 e, após uma semana de investigação, a polícia encontrou e devolveu os animais ao dono. Os envolvidos no furto devolveram os animais após a polícia chegar até eles.

O quarteto, que inclui o gerente da propriedade, foi indiciado por abigeato – furto de animais-, associação criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso.

Nesta terça, os policiais da Delegacia da 1ª Regional da Polícia Civil foram cumprir mandados de busca e apreensão quando acharam a arma e munições na casa do suspeitos. Em outras residências, a polícia diz ter apreendido três pistolas de vacinação de gado e celulares.

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“À época do furto do gado foram presas quatro pessoas, a investigação continuou e hoje [terça, 25] foi presa mais uma pessoa. Conseguimos identificar mais pessoas que fazem parte dessa ação criminosa, cumprimos os mandados de busca e apreendemos celulares, documentação utilizada para transportar esse gado e uma pessoa presa por porte ilegal de arma de fogo”, destacou o coordenador da 1ª Regional, delegado Yvens Dixon.

O delegado falou que vão ser analisados os celulares apreendidos para saber se mais pessoas estão envolvidas no crime. A polícia apreendeu também Guias de Transporte Animais (GTA) falsificadas.

“Podem responder também por falsificação de documentos. Eram furtados da região da Transacreana, escondidos no Ramal do Mutum. Mesmo o transporte para curtas distâncias precisa da guia, então, como ficavam se deslocando com o gado, para evitar a localização dos animais, andavam com as guias falsas para conseguir se livrar da fiscalização”, concluiu.

Relembre o caso

Conforme a polícia, o crime ocorreu no dia 20 de outubro de 2021, quando três suspeitos entraram na propriedade da vítima e, com ajuda de um caminhão boiadeiro, levaram as vacas.

Ao todo, pelo menos quatro pessoas estão ligadas diretamente com o crime. Um deles é o gerente da fazenda onde houve o furto, um seria o suposto comprador e outro responsável pelo transporte dos animais e um quarto envolvido, a pessoa que teve a Guia de Transporte Animais (GTA) emitida no nome dela para levar o gado para Sena Madureira.

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“Tomamos conhecimento quando a vítima esteve na delegacia e começamos a investigação e chegamos à pessoa que fez o transporte e onde o gado estava. Também identificamos a pessoa que forneceu a GTA e chegamos a conclusão que eles tinham praticado o furto e resolveram devolver o gado com o argumento de que não tinham furtado”, disse o delegado Judson Barros, responsável pela investigação, na época das prisões.

O gado estava na BR-317, no Ramal do Mutum. O delegado disse que não houve prisão em flagrante, mas que pode ser pedida a preventiva dos envolvidos.

“Como se prontificaram a devolver o gado, fomos lá e entregamos ao verdadeiro dono. Agora seguimos com as investigações para encaminhar ao judiciário”, acrescentou.

O delegado disse que no local onde os animais estavam foi informado que eles tinham pulado no caminhão e entrado na propriedade e negaram o furto e por isso fizeram a devolução.

Ainda conforme a polícia, os demais envolvidos pela adulteração de documentos foram denunciados ao Instituto de Defesa Animal e Florestal (IDAF) para as providências cabíveis. Veja mais no G1 Acre 

Polícia Civil apreendeu celulares, armas e documentos falsos durante operação – Foto: Arquivo/Polícia Civil

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