Polícia

Polícia prende quadrilha que roubava empresas em Rio Branco

As investigações começaram após um roubo a uma concessionária de veículos

Publicados

Polícia

As investigações começaram após um roubo a uma concessionária de veículos 

A Polícia Civil do Acre, por meio da Delegacia Antiassalto, apresentou, nesta sexta-feira, 16, dois integrantes de uma quadrilha suspeita de assaltar empresas de alto padrão, postos de combustíveis e caixas eletrônicos em Rio Branco. O grupo teria roubado pelo menos R$ 400 mil em aparelhos eletrônicos, veículos, peças automotivas, além de dinheiro. Em um dos casos, eles agrediram as vítimas e tomaram uma criança de 8 anos de refém.

No dia oito de agosto os quadrilheiros entraram num posto de combustíveis da Vila Acre, renderam funcionários e clientes, com intenção de roubar um caixa eletrônico.

No dia oito de agosto os quadrilheiros entraram num posto de combustíveis da Vila Acre, renderam funcionários e clientes, com intenção de roubar um caixa eletrônico.

As investigações começaram após um roubo a uma concessionária de veículos na Avenida Ceará, região central da cidade, em 20 de julho. Os autores renderam o vigilante e roubaram dois veículos, aparelhos eletrônicos, como diversos computadores e televisores, além de um cofre forte e peças de carros.

De acordo com o delegado Alcino Júnior, que está à frente das investigações, o grupo contou com informações de três pessoas – uma delas é Gilcicley Ferreira Monteiro, 20, (irmão do assaltante “Pimpolho”), que cumpre condenação no presídio Francisco Conde.

Gilcicley e Pedro Araújo conhecido como Tio, além de um adolescente, foram os responsáveis pelo levantamento dos alvos atacados pelos criminosos, de acordo com a investigação da Polícia Civil. Gilcicley Ferreira e o menor dividiram cela na pousa, até pouco tempo.

Na execução dos assaltos eles contaram com o apoio de Raylan Willian de Lima e Kairo Lima Souza. Estão presos: Kairo Lima e Gilcicley Ferreira. Os outros integrantes estão com a prisão decretada podendo ser capturados a qualquer momento.

Cerca de 10 dias após o crime, Gilcicley Ferreira Monteiro, o menor, Kairo Lima Souza, 26, Raylan Willian de Lima e Pedro Araújo, também conhecido por “Tio”, invadiram outra concessionária de automóveis na Via Chico Mendes de onde levaram uma caminhonete e um cofre forte com R$ 45 mil em dinheiro. Em todos os casos os bandidos destruíram portas e equipamentos de monitoramento eletrônico.

No dia oito de agosto os quadrilheiros entraram num posto de combustíveis da Vila Acre, renderam funcionários e clientes, com intenção de roubar um caixa eletrônico. Na investida uma criança de oito anos foi arrancada dos braços do pai e mantida de refém dos criminosos, que fugiram.

O material da quadrilha foi apreendido. Entre os quais um carro Gol, usado na logística dos assaltantes, luvas, material elétrico e uma furadeira industrial de alto impacto com várias brocas de diferentes diâmetros. O ataque às empresas era para capitalizar a quadrilha que pretendia comprar outros equipamentos para promover ataques deliberados, contra terminais bancários.

No roubo ao posto de combustíveis os bandidos não tiveram tempo de arrancar as câmeras de vídeo, que mostra o grau de perversidade que os marginais imprimiram as vítimas. Foi nesse ataque que eles tomaram uma criança de refém, para se livrar de uma perseguição da PM.

A investigação descobriu que Pedro/Tio, já cumpriu pena por roubo no presídio Urso Branco. Ele tinha como companheiro de cela outro irmão de Gilcicley Ferreira e ara acostumado roubar caixa de banco em Rondônia e no Mato Grosso.

Fonte-ecos da noticias

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Polícia Militar prende quadrilha em Tarauacá com arma de fogo e drogas

Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Polícia

Trabalhadores recrutados em outros Estados viviam em condições degradantes em Rio Branco

Caso foi denunciado pela noiva de um deles que teve casamento adiado por conta da transferência do futuro marido

Publicados

em

Cerca de uma centena de trabalhadores que prestam serviço para a empresa Soteng (Sociedade Técnica de Engenharia), que é contratada pela Energisa, viviam em condições degradantes em Rio Branco. Recrutados em outros Estados, foram registrados com endereço local para desobrigar a empresa do pagamento do adicional de 25 por cento pelo deslocamento interestadual. Distribuídos em hotéis dos arredores da antiga rodoviária, na Cidade Nova, ficavam amontoados em quartos com cinco pessoas onde só caberiam duas, comiam sentados nas camas e não podiam ligar o ar condicionado e nem televisão nos dias de folga. Recebiam apenas um par de botas, que eram obrigados a usar molhadas quando chovia, aumentando o risco de serem eletrocutados. Trabalhando na manutenção da rede de transmissão na zona rural, sem banheiro químico e água de qualidade, são transportados de caminhão e obrigados a bater o ponto no campo, para desobrigar a empresa do pagamento de horas extras, hora itinerante pelo período em que são transportados de volta para a cidade em percursos que podem demorar mais de duas horas.

A situação foi denunciada pela noiva de um deles, uma acreana que estava a 20 dias de se casar com um empregado que veio de Rondônia. A moça relatou a história para o sindicalista Janes Peteca, o fato vazou para a imprensa e no mesmo dia a empresa transferiu os empregados para outro hotel, onde a lotação dos quartos caiu de cinco para três, mas os problemas estão longe de terem fim. O rapaz que denunciou o problema para a noiva, embora gozando de estabilidade por ser membro da Cipa, acabou sendo transferido para Cuiabá e o casamento foi adiado em que pese uma liminar ajuizada na Justiça do Trabalho pelo advogado Marcelo Pereira. Outros três trabalhadores que reclamaram foram demitidos e a empresa ainda se recusa em pagar as horas extras e o adicional de 25 por cento.

Leia Também:  Dois corpos de jovens são encontrados mortos em Rio Branco

Janes Peteca, que trabalha como policial penal, disse que nem os detentos são tão maltratados. Era uma situação comovente, relata Janes, pois os trabalhadores estão longe de suas famílias e, em seus dias de folga, ficavam na mesma condição dos detentos, privados de ver televisão, sem ar condicionado e nem ventilador. De acordo com ele, embora seja uma empresa terceirizada, estes trabalhadores estão sob responsabilidade da Energisa, a contratante, que deveria fiscalizar a idoneidade da contratada.

O sindicalista denunciou o caso para o Sindicato dos Urbanitários e para o Sindicato da Construção Civil. O advogado Marcelo Pereira assumiu a defesa dos trabalhadores e o presidente do Sindicato dos Urbanitários, Marcelo Jucá, passou a intermediar uma negociação entre a empresa e os trabalhadores. O advogado impetrou ação no TRT com pedido de liminar para que o funcionário transferido volte para Rio Branco e Jucá está agendando uma reunião com a diretoria da empresa terceirizadora.

Janes Peteca acredita que uma vez alertada a Justiça do trabalho passará a agir e a empresa terá de se responsabilizar por um tratamento mais humanizado e justo para os trabalhadores, pagando seu adicional por deslocamento de estado, horas extras e alojamentos mais dignos.

Leia Também:  Jovem é morto a tiros no pescoço e na cabeça na zona rural de Feijó

Segundo o advogado Marcelo Pereira os membros da CIPA têm direito à estabilidade provisória e a Energisa é responsável subsidiária pois foi quem contratou a Soteng. “Em nota, a Energisa já declarou que não compactua com o acontecido. Todavia dizer que não compactua não resolve o problema dos trabalhadores que ainda têm direitos negados pela empresa terceirizada”, observa o advogado Marcelo Pereira.

“Se não fosse um casamento frustrado, possivelmente os trabalhadores continuariam vivendo em condições degradantes, pois foi a noiva quem denunciou, já que o noivo temia pela demissão”, lembra Janes Peteca. O advogado Marcelo Pereira diz que a Soteng agia com a liberdade que julga ter diante das aberrações supostamente permitidas pela flexibilização das leis trabalhistas que continuam a ameaçar a classe trabalhadora.

“Temos que zelar pelos poucos direitos que ainda existem. Negar-lhes condições mínimas de direitos humanos e condições de trabalho não é justo A empresa deve e tem obrigações. Ameaçar de demissão os trabalhadores que trouxe de outros estados não é a saída e não resolve o problema”, adverte Marcelo Pereira.

O advogado afirma que os auditores da Delegacia Regional do Trabalho estão devendo uma visita às empresas em geral, em especial às que prestam serviço à Energisa, para constatar as condições atuais e analisar as condições anteriores para tomar as medidas legais cabíveis entre elas elaborar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) com a Energisa para que ela tenha mais zelo com os contratos assinados.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

EDUCAÇÃO

CONCURSO

ESPORTE

MAIS LIDAS DA SEMANA