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Pai de suspeito de estupro promete ato, caso filho não seja solto no AC

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Suspeito foi transferido para presídio neste sábado (31). ‘Quem cometeu essa injustiça vai ser punido’, diz pai do jovem.

Ygo Alves teria sido reconhecido pela vítima (Foto: Reprodução Facebook)

Ygo Alves teria sido reconhecido pela vítima (Foto: Reprodução Facebook)

Inconformado com a prisão do filho, o pai do estudante Ygo Alves de Araújo, de 25 anos, o trabalhador autônomo Marieldo Alves de Araújo, 49, diz que a família pretende realizar uma manifestação, caso a Justiça do Acre não acate o pedido de habeas corpus que pede a liberação do rapaz. Ygo, que foi transferido para o Presídio Francisco D’Oliveira Conde, no sábado (31). O jovem é suspeito de participação em um assalto seguido de estupro, no dia 15 de dezembro, em uma casa no bairro Cohab do Bosque, em Rio Branco.

“Entramos com o pedido de habeas corpus e se o juiz não aceitar, vamos fazer uma manifestação, alguma coisa para tentar tirá-lo de lá. O delegado pediu a prisão de todo mundo e estamos aguardando o resultado do exame que agora será feito em Manaus”, afirma.

Embora a vítima do estupro, uma estudante de 20 anos, tenha apontado Ygo Alves como autor, Marieldo ressalta que durante as investigações nenhuma outra evidência que ligasse o filho ao crime teria sido descoberta. Ele diz ainda os outros suspeitos, que foram presos pela polícia, teriam inocentado o rapaz.

“Foi feito o rastreamento no telefone dele, não encontraram nenhum envolvimento dele com os outros suspeitos, as digitais não apareceram nos objetos furtados, nem no carro. A imagem dele não apareceu nas câmeras em frente da casa. O mandante e os outros envolvidos já confessaram que ele [Ygo] não participou do crime, inclusive, o Douglas assumiu o estupro. Mas, as meninas ainda estão dizendo que foi ele. O que vai decidir é o DNA”, enfatiza.

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Acreditando totalmente na inocência do filho, o autônomo fala até mesmo em ingressar com uma ação contra as pessoas que o acusaram de envolvimento no caso.

“Eu perguntei para o delegado o porquê do meu filho ainda estar preso, ele falou que é por causa da acusação das vítimas. Elas têm medo de sofrer um pedido de indenização, e é isso que eu vou fazer. Quem cometeu essa injustiça vai ser punido, vou jogar pesado”, garante.

Procurado pelo G1, o delegado Karlesso Nespóli, responsável pela investigação, diz que o inquérito já foi encaminhado à Justiça. Sobre a questão dos depoimentos que teriam inocentado o rapaz, Néspoli explica que é preciso esperar o resultado do exame de DNA, já que o rapaz teria sido reconhecido tanto pela vítima, quanto pela irmã dela.

“Um suspeito diz que sim, outro diz que não, a vítima diz que sim, mas o que vai tirar a dúvida é o DNA”, enfatiza.

De acordo com o advogado William Queiroz, que representa o jovem, a defesa espera que o pedido de habeas corpus seja posto em pauta na próxima quinta-feira (5). “Também fizemos o pedido de relaxamento de prisão ao juiz que decretou a prisão e esperamos o resultado sair. O que estamos pleiteando é que ele aguarde em liberdade, porque a prova pela qual ele foi preso não existe mais hoje”, salienta.

Entenda o caso
Segundo a polícia, por volta de 0h45 do dia 15 de dezembro de 2014, três homens invadiram uma casa no bairro Cohab do Bosque, renderam uma jovem de 24 anos e a irmã dela, de 20, que foi estuprada por um dos homens. Após o crime, eles fugiram levando um Corsa Classic, recuperado horas após o crime.

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Na ação, eles roubaram ainda joias, televisores e celulares que foram encontrados em um apartamento, localizado no Bairro Wanderley Dantas, já o veículo estava no Bairro Alto Alegre.

Vizinho das vítimas, o estudante Ygo Alves de Araújo foi identificado por elas como sendo o responsável pelo estupro. No entanto, a família do suspeito, além de vizinhos, negam que ele tenha cometido o crime e afirmam que no momento do ocorrido ele estava em casa jogando videogame. No dia 13 de janeiro, um outro suspeito também foi preso.

No dia 18 de dezembro do ano passado, a Justiça havia acatado o pedido de relaxamento de prisão em flagrante contra o vizinho que havia sido preso. No entanto, de acordo com a Sesp, durante o decorrer da investigação novos indícios teriam sido encontrados pela polícia para que o rapaz fosse novamente preso.

Ao todo, sete pessoas foram presas suspeitas de envolvimento no caso, uma delas, é o ex-cunhado da moça estuprada. Em seu depoimento, o homem teria apontado o envolvimento de Ygo Alves. No entanto, posteriormente ele teria voltado atrás e refeito o depoimento.

A matéria publicada no dia 20 de janeiro, o rapaz alegou ser inocente. “Eles sabem que sou inocente, que eu não estava na hora do crime. Como estou sendo acusado de estupro se eu não estava lá? Não tenho nada a ver com isso. Estou pegando ‘bucha’ dos outros, eu tenho namorada, tenho filha. Como vou olhar para a cara da minha filha? Estão acabando com a minha vida”, desabafou na época.

Ao todo, sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos crimes (Foto: Aline Nascimento/G1)

Ao todo, sete pessoas foram presas por suspeita de participação nos crimes (Foto: Aline Nascimento/G1)

Aline Nascimento e Yuri Marcel Do G1 AC

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Inquérito apura suposta violência sexual contra menores dentro de delegacia na cidade de Epitaciolândia

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Policial é investigado por suposta violência sexual contra menores dentro de delegacia no interior do Acre – Foto: Alexandre Lima

O delegado-geral da Polícia Civil, Josemar Portes, publicou nesta terça-feira (26) a abertura de um processo administrativo disciplinar contra um policial civil da cidade de Epitaciolândia, que teria cometido suposta violência sexual contra uma indígena e uma menor dentro da delegacia da cidade.

O caso teria ocorrido no ano passado e a denúncia foi feita por duas menores envolvidas na morte de uma adolescente no ano passado. As duas estavam apreendidas na cela da delegacia pelo crime.

O corpo da menor foi achado pela Polícia Civil de Epitaciolândia na noite de 11 de agosto do ano passado em uma área de mata. O crime teria ocorrido no dia anterior, dia 10. A vítima foi atraída até o local, morta com um tiro de escopeta e o crime foi filmado.

Na época, dois homens foram presos, entre eles um monitorado por tornozeleira eletrônica que seria um dos mandantes do crime, e três menores, com idades entre 14 e 17 anos, foram apreendidos. A arma usada para matar a menor, uma escopeta, também foi apreendida.

A motivação para o crime, apontada pela polícia e confirmada durante o julgamento, seria porque a menor fazia parte de uma facção criminosa e queria entrar na facção dos suspeitos para repassar informações. A menina morava em Brasileia, cidade vizinha, e tinha saído com outras duas menores para passar a noite na casa de um dos suspeitos, em Epitaciolândia.

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Em agosto deste ano, quatro acusados de matar a adolescente de 13 anos foram condenados a mais de 100 anos de prisão em regime inicial fechado. A quadrilha foi condenada por um júri popular realizado no último dia 12 e que durou quase 15 horas.

‘Fato inverídico’, diz delegado

No decreto, Portes cria uma comissão para apurar a denúncia feita pelas menores apreendidas. O prazo regular para instrução será de 60 dias, podendo ser prorrogado pelo mesmo período.

O delegado da cidade, Luis Tonini, saiu em defesa do servidor e disse que, por estarem envolvidas em um crime de grande repercussão na região, as menores fizeram a denúncia como forma de desvirtuar a ocorrência que foi grave e tirá-las do foco.

“Tenho plena convicção que esse fato é inverídico. Tudo isso não passa de falácia, mas, logicamente, é o trabalho da administração da Polícia Civil de investigar até mesmo para constatar a inocência do servidor. No dia da apreensão dessas menores, nossas diligências terminaram bem tarde e não teve esse tipo de ocorrência na delegacia. A gente só fica triste porque isso macula a imagem de um servidor que não tem qualquer outro procedimento administrativo. Isso é para desviar o foco da investigação que foi feita que resultou, inclusive, na condenação das pessoas envolvidas”, pontua. Mais informações no G1 Acre

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Delegado Luis Tonini diz que denúncia não é verdadeira – Foto: Anny Barbosa

E Veja Também no 3 de Julho Notícias

Veja o Vídeo Abaixo: Vereadora Neiva Badotti – “Não me manda recado, mais! Este tipo de recado é de quem deve, é de quem está com medo, eu vou continuar fiscalizando, denunciando doa a quem doer. Eu tenho certeza que essas denuncias não vão passar despercebidas, eu confio plenamente no Poder Judiciário na Policia Federal que não vão usar dois pesos e duas medidas para ninguém. Ninguém está acima da Lei, nem a senhora prefeita, nem o Governo do Estado e nem o presidente da República interfere na PF, não me mande mais recado!!”, concluiu a parlamentar.

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