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Justiça nega recurso e mantém condenação de jovem, por tentativa de latrocínio em Rio Branco

Resultado é de um recurso da defesa de Wenzo Rafael, condenado a mais de 13 anos de prisão por atirar em Tailine Marques. Defesa diz que avalia se vai entrar com novo recurso.

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Resultado é de um recurso da defesa de Wenzo Rafael, condenado a mais de 13 anos de prisão por atirar em Tailine Marques. Defesa diz que avalia se vai entrar com novo recurso.

Wenzo Rafael de Oliveira responde a cinco inquéritos por roubos e furtos em Rio Branco — Foto: Aline Nascimento

A Justiça do Acre negou um recurso e manteve a condenação de Wenzo Rafael dos Santos de Lima, que pegou mais de 13 anos de prisão por tentativa de latrocínio contra a jovem Tailine da Silva Marques. A jovem ficou paraplégica após levar um tiro nas costas durante um assalto, em agosto de 2017.

Na noite do crime, Tailine ia deixar comida para o irmão, que trabalhava como vigilante, quando foi abordada em um semáforo. O suspeito tentou roubar a moto da jovem e atirou contra ela.

Tailine perdeu os movimentos após ser baleada na coluna. Em abril de 2018, a Polícia Civil prendeu Wenzo Rafael pelo crime. O rapaz estava escondido no bairro Papoco, em Rio Branco, e a polícia diz que achou vários equipamentos fotográficos, caixas de som, entre outros, com ele.

O defensor público Rodrigo Chaves, responsável pela defesa do acusado, explicou que entrou com um recurso de primeiro grau a pedido do cliente. Segundo ele, a Defensoria Pública já foi intimada da decisão, mas avalia se vai ou não recorrer de sentença em instâncias superiores.

“A gente defende o que o réu diz. Ele, na verdade, diz que não teria sido ele. Ele tem o direito de recorrer e optou por recorrer. Além da negativa de autoria, de que não seria ele, também da aplicação da pena, em uma quantidade menor”, ressaltou.

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O recurso foi negado pela Vara Criminal de Justiça. Chaves acrescentou que o resultado do recurso foi dado há quase dez dias. “A gente respeita a decisão do desembargador”, concluiu o defensor.

Tailine Marques levava comida para o irmão quando foi atingida por bandido no sinal — Foto: Arquivo pessoal

Condenação

Wenzo Rafael foi condenado por latrocínio na forma tentada. A reportagem teve acesso ao processo. Na sentença, a Justiça destacou que o acusado negou participação no crime, mas foi reconhecido por testemunhas que presenciaram a situação no semáforo.

O acusado não pode recorrer da decisão em liberdade. Inicialmente, Wenzo Rafael foi condenado a pena de 23 anos e nove meses de prisão. Porém, a Justiça acatou o pedido de redução da defesa e fixou a pena em 13 anos e quatro meses de prisão.

“No disparo de arma de fogo, que atinge a região vital da vítima, o caminho para a consumação do homicídio foi todo percorrido, com o que a redução pela tentativa deve ser feita no grau mínimo”, argumentou a Justiça.

Imagens de câmeras de segurança mostram suspeitos de aproximando de Tailine no semáforo — Foto: Reprodução

Imagens do crime

Imagens anexadas ao processo mostram o momento em que dois homens descem de um carro e se aproximam de Tailine. Um dos suspeitos se aproxima por um lado e o outro pelo lado oposto até a vítima, que está parada mais a frente.

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Ainda segundo a Justiça, o acusado atirou na vítima, retornou para o carro e depois voltou para tentar pegar a motocicleta. Tailine aparece em uma das imagens já caída no chão e o acusado em cima da moto.

Em outra imagem o acusado aparece se aproximando da vítima — Foto: Reprodução

“O réu agiu com grau de culpa exacerbada, pois conforme restou comprovado ele – e pelo menos mais três comparsas (não identificados até o momento) – sem anunciar o assalto, efetuou um disparado de arma de fogo contra a vítima (pelas costas)”, destacou a Justiça.

Segundo a sentença, a moto não ligou e o suspeito saiu correndo do local, onde foi filmado por câmeras de segurança de um posto de combustível próximo.

Wenzo Rafael foi reconhecido pelas testemunhas e pela vítima, por causa da blusa que usava no momento do crime. No processo, a Justiça destaca que no momento da prisão a polícia pediu que a mulher do acusado entregasse uma camisa para ele.

“Por coincidência, ela entregou a mesma camiseta de cor vermelha que ele utilizou para assaltar a vítima deste processo. A vítima também reconheceu a roupa sem nenhuma dúvida”, destacou o juiz. Por Aline Nascimento, G1 Acre

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Homem conhecido por Sombra é preso enquanto carregava corpo com pernas decepadas em barco pelo Rio Môa

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Homem é flagrado enquanto carregava corpo de vítima torturada em barco na zona rural do AC – Foto: Arquivo

Claudinei Sombra dos Santos, de 19 anos, foi flagrado enquanto carregava o corpo de um homem dentro de um barco pelo Rio Môa, na zona rural do município de Mâncio Lima. A vítima, que ainda não foi identificada, foi morta com tiros e teve as pernas decepadas. O corpo segue no Instituto Médico Legal (IML) em Cruzeiro do Sul.

Segundo o portal G1 Acre, o suspeito descia de barco pelo rio saindo da comunidade Timbaúba em direção a Mâncio Lima, quando passou pela base do Exército na comunidade São Salvador. Foi então que os militares fizeram uma abordagem e perceberam que ele estava muito nervoso e, ao verificarem o barco, encontraram o corpo da vítima.

A polícia foi acionada e foram enviadas duas equipes – uma da Polícia Civil e outra da Polícia Militar – para fazer o translado do corpo e a condução do preso. O local onde o suspeito foi flagrado fica a cerca de 10 horas de barco da cidade de Mâncio Lima e ele foi preso nesse domingo (16).

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Conforme o delegado responsável pelas investigações, José Obetaneo do Santos, a motivação do crime ainda está sendo apurada.

“Vamos concluir o flagrante e verificar qual foi a verdadeira motivação desse crime. Na conversa preliminar com o acusado, ele apenas disse que se desentendeu com esse homem e que não o conhecia e que por conta desse desentendimento veio o dolo de matar e ele matou. O médico legista disse que ele foi alvejado por disparo arma de fogo e teve as pernas decepadas. A vítima foi torturada”, disse o delegado.

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