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Dono de agência de modelos pega 54 anos por crimes sexuais no AC

Advogado de empresário considera que pena foi exacerbada. Dono de agência teria estuprado 19 aspirantes a modelos.

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Advogado de empresário considera que pena foi exacerbada. Dono de agência teria estuprado 19 aspirantes a modelos.

Osmi Lima

   Empresário Osmir Lima

O empresário Osmir D’Albuquerque Lima Neto, de 49 anos, foi condenado a 54 anos de prisão em regime fechado pelos crimes  de estupro de vulnerável e aliciamento de menores cometidos contra 19 vítimas. A sentença foi dada pelo juiz da 1ª Vara da Infância e da Juventude do Acre, Romário Divino na última quinta-feira (19).

De acordo com o Tribunal de Justiça do Acre, Lima terá ainda que pagar multas de R$ 3 mil por cada vítima de estupro de vulnerável e R$ 2 mil para cada uma das vítimas de exploração sexual de menores.

O réu poderá ainda recorrer da decisão na Câmara Criminal. Procurado pelo G1, o advogado de defesa, George Lima, disse que irá esperar o término do recesso judiciário para entrar com recurso. O advogado considerou que o tempo de pena foi excessivo. “A pena foi exacerbada, muito acima do normal”, comentou.

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Além de Lima, uma outra mulher acusada de ser cúmplice dele também foi condenada por pelo menos um dos estupros e por aliciamento de menores. A ré foi condenada a 10 anos de prisão em regime aberto.

Entenda o caso

Dono da agência de modelos Órion, Osmir D’Albuquerque Lima foi preso no dia 3 de junho de 2013 durante a ‘Operação Glamour’, deflagrada pela Polícia Civil. De acordo com a polícia, foram identificadas 19 vítimas não só da capital acreana, mas também nos municípios de Acrelândia, Cruzeiro do Sul e Sena Madureira.

A investigação apurou que o empresário utilizava a agência para ludibriar meninas que tinham o sonho de ser modelo. Inicialmente a polícia havia identificado 38 possíveis vítimas. No entanto, o empresário foi indiciado apenas por 19 casos.

Empresário já havia sido condenado por crimes sexuais

Em 2003, Osmir D’Albuquerque já havia sido condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a 32 anos de prisão por aliciamento e exploração de menores. Ele ficou preso por aproximadamente sete anos e ao deixar a prisão, voltou ao Acre e se estabeleceu como colunista social, organizador de eventos, fotógrafo, cantor e agenciador de modelos.

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Yuri Marcel Do G1 AC

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Homem investigado por furto de gado é preso com arma de fogo e munições durante operação da Polícia Civil

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Polícia Civil recupera 11 cabeças de gado avaliadas em mais de R$ 40 mil e devolve ao dono – Foto: Polícia Civil

Um homem investigado por furto de gado na Rodovia Transcreana, zona rural de Rio Branco, foi preso na manhã desta terça-feira (25) com uma arma de fogo e munições durante uma operação da Polícia Civil. As equipes policiais cumpriam mandados judicias contra pessoas procuradas pelo furto de animais.

Em novembro do ano passado, quatro pessoas com idades de 25, 33, 36 e 43 anos foram indiciadas pela Polícia Civil, após concluir as investigações do furto de 11 cabeças de gado na Transacrena.

Os animais foram roubados em outubro de 2021 e, após uma semana de investigação, a polícia encontrou e devolveu os animais ao dono. Os envolvidos no furto devolveram os animais após a polícia chegar até eles.

O quarteto, que inclui o gerente da propriedade, foi indiciado por abigeato – furto de animais-, associação criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso.

Nesta terça, os policiais da Delegacia da 1ª Regional da Polícia Civil foram cumprir mandados de busca e apreensão quando acharam a arma e munições na casa do suspeitos. Em outras residências, a polícia diz ter apreendido três pistolas de vacinação de gado e celulares.

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“À época do furto do gado foram presas quatro pessoas, a investigação continuou e hoje [terça, 25] foi presa mais uma pessoa. Conseguimos identificar mais pessoas que fazem parte dessa ação criminosa, cumprimos os mandados de busca e apreendemos celulares, documentação utilizada para transportar esse gado e uma pessoa presa por porte ilegal de arma de fogo”, destacou o coordenador da 1ª Regional, delegado Yvens Dixon.

O delegado falou que vão ser analisados os celulares apreendidos para saber se mais pessoas estão envolvidas no crime. A polícia apreendeu também Guias de Transporte Animais (GTA) falsificadas.

“Podem responder também por falsificação de documentos. Eram furtados da região da Transacreana, escondidos no Ramal do Mutum. Mesmo o transporte para curtas distâncias precisa da guia, então, como ficavam se deslocando com o gado, para evitar a localização dos animais, andavam com as guias falsas para conseguir se livrar da fiscalização”, concluiu.

Relembre o caso

Conforme a polícia, o crime ocorreu no dia 20 de outubro de 2021, quando três suspeitos entraram na propriedade da vítima e, com ajuda de um caminhão boiadeiro, levaram as vacas.

Ao todo, pelo menos quatro pessoas estão ligadas diretamente com o crime. Um deles é o gerente da fazenda onde houve o furto, um seria o suposto comprador e outro responsável pelo transporte dos animais e um quarto envolvido, a pessoa que teve a Guia de Transporte Animais (GTA) emitida no nome dela para levar o gado para Sena Madureira.

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“Tomamos conhecimento quando a vítima esteve na delegacia e começamos a investigação e chegamos à pessoa que fez o transporte e onde o gado estava. Também identificamos a pessoa que forneceu a GTA e chegamos a conclusão que eles tinham praticado o furto e resolveram devolver o gado com o argumento de que não tinham furtado”, disse o delegado Judson Barros, responsável pela investigação, na época das prisões.

O gado estava na BR-317, no Ramal do Mutum. O delegado disse que não houve prisão em flagrante, mas que pode ser pedida a preventiva dos envolvidos.

“Como se prontificaram a devolver o gado, fomos lá e entregamos ao verdadeiro dono. Agora seguimos com as investigações para encaminhar ao judiciário”, acrescentou.

O delegado disse que no local onde os animais estavam foi informado que eles tinham pulado no caminhão e entrado na propriedade e negaram o furto e por isso fizeram a devolução.

Ainda conforme a polícia, os demais envolvidos pela adulteração de documentos foram denunciados ao Instituto de Defesa Animal e Florestal (IDAF) para as providências cabíveis. Veja mais no G1 Acre 

Polícia Civil apreendeu celulares, armas e documentos falsos durante operação – Foto: Arquivo/Polícia Civil

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