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Detentos iniciam princípio de motim na penitenciária de Rio Branco

Homens do Bope foram encaminhados para conter ação. Situação mais crítica é na unidade de segurança máxima.

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Homens do Bope foram encaminhados para conter ação. Situação mais crítica é na unidade de segurança máxima.

Bope foi acionado para conter princípio de motim na unidade prisional de Rio Branco (Foto: Reprodução/TV Acre)

Bope foi acionado para conter princípio de motim na unidade prisional de Rio Branco (Foto: Reprodução/TV Acre)

Policiais militares e o Batalhão de Operações Especiais (Bope) estão no presídio Francisco d’Oliveira Conde, em Rio Branco, para conter um início de motim que começou por volta de meio-dia desta quarta-feira (4). De acordo com informações internas, a situação mais crítica é na unidade de segurança máxima Antônio Amaro, pavilhão onde ficam os presos provisórios, e no Chapão, onde estão os setenciados.

De acordo com o comandante da Polícia Militar, coronel Júlio César dos Santos, a principal reivindicação é que a visita seja liberada. “Eles estão se movimentando ainda dentro das celas. Eles não tomaram o controle. Estamos com um efetivo bom, não só com o Bope, mas com outros policiais de outras unidades”, destaca.

Os agentes que protestavam permaneceram do lado de fora, mas os que estavam de plantão voltaram para o presídio. “Estamos tentando que tudo volte à normalidade. A principal reivindicação é que hoje é dia de visita e nós estamos avaliando se é possível acontecer isso ainda hoje depois de todos esses acontecimentos”, afirma o coronel.

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Entenda o caso
Na manhã desta quarta-feira (4), os agentes penitenciários impediram a visita íntima na unidade prisional, em Rio Branco. Com a manifestação, eles cobraram mais segurança para a classe e exigiram equipamentos de segurança como colete, capacete, luvas, equipamento de raio-X, armamento letal e mais efetivo.

As mulheres dos presos, impedidas de visitar os detentos, destruíram pelo menos 50 marmitas que chegaram local nesta quarta, achando que eram dos agentes. No entanto, segundo o sindicato da categoria, a comida seria distribuída para os homens que trabalham na obra dentro do presídio.

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi acionado para atuar no local, mediante decisão judicial. Segundo o comandante da PM, coronel Júlio César dos Santos, a decisão foi emitida para se evitar qualquer tipo de depredação tanto dentro, como fora do presídio. “Estamos com uma decisão judicial autorizando a polícia a auxiliar internamente todas as atividades para que se evite depredação do patrimônio, mortes, e qualquer tipo de rebelião”, afirma.

Para o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Acre (Sindape-AC), Adriano Marques, a manifestação foi válida e uma greve geral deve ser deflagrada na sexta-feira (6). “O manifesto foi válido, conseguimos chamar a atenção das autoridades. Sexta-feira tem uma greve geral por tempo indeterminado”, garante.

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A Secretaria de Polícia Civil do Acre afirmou, em coletiva, que as mortes dos agentes penitenciários Anderson Albuquerque, de 29 anos, e Edmilson Freire, de 44, executados a tiros no final de janeiro e no início de fevereiro, respectivamente, não estão relacionadas.

Helicóptero sobrevoou presídio para dar suporte a ação no presídio  (Foto: Iryá Rodrigues/G1 )Helicóptero sobrevoou presídio para dar suporte a ação no presídio (Foto: Iryá Rodrigues)

 

Tácita Muniz e Veriana Ribeiro Do G1 AC

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Homem investigado por furto de gado é preso com arma de fogo e munições durante operação da Polícia Civil

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Polícia Civil recupera 11 cabeças de gado avaliadas em mais de R$ 40 mil e devolve ao dono – Foto: Polícia Civil

Um homem investigado por furto de gado na Rodovia Transcreana, zona rural de Rio Branco, foi preso na manhã desta terça-feira (25) com uma arma de fogo e munições durante uma operação da Polícia Civil. As equipes policiais cumpriam mandados judicias contra pessoas procuradas pelo furto de animais.

Em novembro do ano passado, quatro pessoas com idades de 25, 33, 36 e 43 anos foram indiciadas pela Polícia Civil, após concluir as investigações do furto de 11 cabeças de gado na Transacrena.

Os animais foram roubados em outubro de 2021 e, após uma semana de investigação, a polícia encontrou e devolveu os animais ao dono. Os envolvidos no furto devolveram os animais após a polícia chegar até eles.

O quarteto, que inclui o gerente da propriedade, foi indiciado por abigeato – furto de animais-, associação criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso.

Nesta terça, os policiais da Delegacia da 1ª Regional da Polícia Civil foram cumprir mandados de busca e apreensão quando acharam a arma e munições na casa do suspeitos. Em outras residências, a polícia diz ter apreendido três pistolas de vacinação de gado e celulares.

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“À época do furto do gado foram presas quatro pessoas, a investigação continuou e hoje [terça, 25] foi presa mais uma pessoa. Conseguimos identificar mais pessoas que fazem parte dessa ação criminosa, cumprimos os mandados de busca e apreendemos celulares, documentação utilizada para transportar esse gado e uma pessoa presa por porte ilegal de arma de fogo”, destacou o coordenador da 1ª Regional, delegado Yvens Dixon.

O delegado falou que vão ser analisados os celulares apreendidos para saber se mais pessoas estão envolvidas no crime. A polícia apreendeu também Guias de Transporte Animais (GTA) falsificadas.

“Podem responder também por falsificação de documentos. Eram furtados da região da Transacreana, escondidos no Ramal do Mutum. Mesmo o transporte para curtas distâncias precisa da guia, então, como ficavam se deslocando com o gado, para evitar a localização dos animais, andavam com as guias falsas para conseguir se livrar da fiscalização”, concluiu.

Relembre o caso

Conforme a polícia, o crime ocorreu no dia 20 de outubro de 2021, quando três suspeitos entraram na propriedade da vítima e, com ajuda de um caminhão boiadeiro, levaram as vacas.

Ao todo, pelo menos quatro pessoas estão ligadas diretamente com o crime. Um deles é o gerente da fazenda onde houve o furto, um seria o suposto comprador e outro responsável pelo transporte dos animais e um quarto envolvido, a pessoa que teve a Guia de Transporte Animais (GTA) emitida no nome dela para levar o gado para Sena Madureira.

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“Tomamos conhecimento quando a vítima esteve na delegacia e começamos a investigação e chegamos à pessoa que fez o transporte e onde o gado estava. Também identificamos a pessoa que forneceu a GTA e chegamos a conclusão que eles tinham praticado o furto e resolveram devolver o gado com o argumento de que não tinham furtado”, disse o delegado Judson Barros, responsável pela investigação, na época das prisões.

O gado estava na BR-317, no Ramal do Mutum. O delegado disse que não houve prisão em flagrante, mas que pode ser pedida a preventiva dos envolvidos.

“Como se prontificaram a devolver o gado, fomos lá e entregamos ao verdadeiro dono. Agora seguimos com as investigações para encaminhar ao judiciário”, acrescentou.

O delegado disse que no local onde os animais estavam foi informado que eles tinham pulado no caminhão e entrado na propriedade e negaram o furto e por isso fizeram a devolução.

Ainda conforme a polícia, os demais envolvidos pela adulteração de documentos foram denunciados ao Instituto de Defesa Animal e Florestal (IDAF) para as providências cabíveis. Veja mais no G1 Acre 

Polícia Civil apreendeu celulares, armas e documentos falsos durante operação – Foto: Arquivo/Polícia Civil

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