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Delegacia de Assis Brasil está fechada há um ano

Na rota do narcotráfico, delegacia de Assis Brasil está fechada há um ano

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Na rota do narcotráfico, delegacia de Assis Brasil está fechada há um ano

Delegacia de Assis Brasil

Delegacia de Assis Brasil

De acordo com o relatório, todos os ambientes da delegacia são pequenos, com paredes mofadas e mal cuidadas, inclusive com infiltrações.
Faz um ano que o juiz Hugo Torquato determinou a interdição da delegacia de Polícia Civil do município de Assis Brasil (AC), na tríplice fronteira Brasil-Peru-Bolívia por causa das péssimas condições de funcionamento. Com uma população de 6,4 mil habitantes, distante 330 km de Rio Branco, a regiao da pequena cidade é considerada uma das principais portas de entrada de cocaína no país.
Trata-se de uma região de forte atuação do narcotráfico. A Polícia Federal apreendeu, no Acre, de janeiro a agosto, mais de 500 quilos de cocaína, mas as autoridades de segurança estimam que passam, em média, por mês, cerca de 10 toneladas pelo Acre e Tabatinga (AM), as duas principais rotas de entrada da droga no Brasil.
A delegacia de Assis Brasil foi interditada após o magistrado receber no ano passado diversas reclamações relacionadas à inoperância da unidade. Em resposta aos questionamentos do Judiciário e do Ministério Público Estadual sobre as denúncias, havia a promessa do governo estadual de que uma nova unidade seria construída em breve, o que não aconteceu e motivou a interdição.
Após um ano, embora Assis Brasil se encontre em uma tríplice fronteira, enfrentando problemas como intenso tráfico de drogas e de pessoas para fins de exploração sexual, a Polícia Judiciária continua sem qualquer estrutura que a habilite a conduzir investigações.
O efetivo local é de seis policiais, quatro deles com média de idade de 60 anos. Apesar de o município abranger uma área de 2,8 mil Km2 fazendo fronteira com Peru, Bolívia, Sena Madureira e Brasiléia, a Polícia Civil dispunha de apenas um veículo Gol e uma motocicleta para realização de todas as diligências da unidade, incluindo transporte de vítimas para perícia. O automóvel, diante da ausência de espaço na delegacia, ficava estacionado na Câmara Municipal.
Titular da comarca de Assis Brasil, o juiz Hugo Torquato decidiu pela interdição das celas e dos serviços de armazenamento de armas e bens apreendidos, ficando vedado o recebimento de presos, provisórios ou definitivos.
A medida continua em vigor porque o governo estadual não adotou “providências sérias e efetivas voltadas para a construção de uma unidade de Polícia Judiciária que preserve a dignidade e a segurança de presos e policiais e propicie o correto cumprimento das missões constitucionais da Polícia Civil”.
De acordo com um relatório produzido pelo magistrado, “a estrutura física da Delegacia é de uma precariedade incompatível com as atribuições constitucionais da Polícia Civil.”
A unidade funciona em uma casa antiga, sem muros, com janela e porta principais voltadas diretamente para a rua. Há uma pequena recepção improvisada, duas celas com sanitários “entupidos”, sem lavatórios e sem dormitórios. Um único banheiro era compartilhado entre policiais, presos e o público externo.
De acordo com o relatório, todos os ambientes da delegacia são pequenos, com paredes mofadas e mal cuidadas, inclusive com infiltrações. O alojamento dos policiais, por exemplo, “possui um forte cheiro de mofo e comporta apenas um beliche e uma pessoa de pé”.
Por sua vez, cada cela possui uma janela que se comunica com o ambiente externo, o que tornam vulneráveis os detentos e os próprios policiais, diante da possibilidade de entrega de objetos aos presos.
Ordem de serviço
Consultado pela reportagem, o secretário de Polícia Civil do Acre, delegado Emylson Farias da Silva, anunciou vai assinar ainda nesta quarta-feira (4) uma ordem de serviço, no valor de R$ 500 mil, para construção e ampliação da delegacia de Assis Brasil.
– Realizamos o processo licitatório e o prazo para conclusão é de três meses, a partir da assinatura da ordem de serviço. Na verdade a interdição é da carceragem da delegacia, pois o juiz entendeu que não era adequada para atender presos. Desde então, os presos são conduzidos para Brasiléia, na fronteira com a Bolívia – disse o secretário.

Escrito Por Contilnetnoticias-Abunã Notícias

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Homem é morto com facada nas costas em avenida Chico Mendes, no Segundo Distrito de Rio Branco

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Corpo da vítima foi levado para o IML de Rio Branco — Foto: Arquivo/Instituto de Análise Forense do Acre

Um homem ainda não identificado foi morto nesta quinta-feira (26) na Avenida Chico Mendes, no bairro Areal, região do Segundo Distrito de Rio Branco, próximo ao estádio arena da Floresta.

De acordo com o Centro de Operações Policiais Militares (Copom), o homicídio ocorreu por volta das 5h. A informação é que a vítima passava de bicicleta pelo local quando foi atacada e levou, pelo menos, uma facada nas costas.

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local fez os primeiros atendimentos e, por conta da gravidade do ferimento, acionou apoio da 01, ambulância de suporte avançado.

Conforme o Samu, o paciente teve uma parada cardíaca ainda no local, foi intubado e a equipe iniciou a reanimação, mas sem sucesso. Ele morreu dentro da ambulância e foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) para os exames cadavéricos e de identificação.

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Policiais Militares fizeram buscas na região e prenderam um suspeito em flagrante. Segundo o Copom, pelas informações levantadas inicialmente, os dois não se conheciam e a vítima estava no local e hora errada.

O homem teria confirmado o crime, disse que era hora de matar e ao ver a vítima passando na rua, decidiu dar o golpe de faca. O g1 não conseguiu contato com o delegado Alcino Júnior, da Delegacia de Homicídio e Proteção à Pessoa. Do G1 Acre

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