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Conheça Ezequiel Castanha, o “rei do desmatamento” na Amazônia

Conheça o homem que, só no ano passado, desmatou uma área equivalente a 15 mil campos de futebol. Ezequiel Castanha é considerado o maior devastador da Amazônia

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Conheça o homem que, só no ano passado, desmatou uma área equivalente a 15 mil campos de futebol. Ezequiel Castanha é considerado o maior devastador da Amazônia

Ezequiel Castanha desmatou, só em 2014, uma área do tamanho da cidade de Natal-RN (Reuters)

Ezequiel Castanha desmatou, só em 2014, uma área do tamanho da cidade de Natal-RN (Reuters)

Em sua cidade, a paraense Novo Progresso, diz-se que Ezequiel Antônio Castanha mandava mais do que o prefeito. Empresário da região incrustada na Amazônia, ele era dono de supermercado, concessionária de automóveis, hotel e empresas de outros ramos. E, apesar de despertar suspeitas, o silêncio sobre seus negócios ilícitos imperava entre moradores.

Castanha, considerado o maior desmatador da Amazônia, foi preso no sábado (21/02) após uma operação da Polícia Federal e do Ibama na cidade de Itaituba, onde estava a negócios. A prisão do grileiro desarticulou a maior organização criminosa da região, que chegou a vender lotes de terra ilegalmente por até 20 milhões de reais.

“Nessa região, alguns cidadãos como ele, que possuem várias empresas, não são pessoas acima de qualquer suspeita”, diz Everaldo Eguchi, chefe da delegacia de repreensão a crimes contra o meio ambiente da Polícia Federal, em Belém. “Mesmo assim, os moradores não comentavam nada. Praticamente ele era o dono da cidade.”

Ele e suas empresas – muitas delas de fachada, segundo a polícia – são as principais fontes de emprego da região. Economicamente, Castanha dominava Novo Progresso, cidade de cerca de 25 mil habitantes. Por isso, parte da população preferia não denunciá-lo.

“A lei do silêncio imperava. Ele não era acima de qualquer suspeita. Quando ocorre esse tipo de crime, todos da região sabem quem está por trás. É um crime lucrativo que tem um retorno rápido para a pessoa. Ele investia em fazendas esse dinheiro obtido de forma irregular”, afirmou uma fonte do Ibama.

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Empregados em condições de escravidão

Castanha e sua quadrilha são considerados responsáveis por cerca de 20% de todo o desmatamento registrado às margens da BR-163 (rodovia que liga Santarém a Cuiabá), entre os municípios paraenses de Novo Progresso, Itaituba e Altamira. A região é onde o Ibama vem detectando os maiores focos de desmatamento ilegal na Amazônia. O prejuízo ambiental seria de pelo menos 540 milhões de reais.

Só no ano passado, a quadrilha teria invadido florestas, reservas indígenas, assentamentos e desmatado uma área equivalente a 15 mil campos de futebol. Pelo fato de os grileiros estarem na região há mais de dez anos, é possível que a área devastada seja muito maior. O grupo, segundo as investigações, invadia terras públicas, desmatava e incendiava as áreas para formação de pastos, e depois vendia as terras como fazenda.

Na região, a falta de organização e fiscalização dos órgãos públicos facilita a vida de quadrilhas como a de Castanha. Na Amazônia, a maioria das terras não tem registro em órgão público, e não há procedimento para legalização de um terreno.

ezequiel castanha amazonia

Pelo menos 15,5 mil hectares teriam sido desmatados pela quadrilha. Todas as áreas invadidas ficarão bloqueadas e não serão objeto de regularização fundiária. O esquema desmontado pela Polícia Federal envolvia intermediários, que faziam a negociação das terras invadidas junto a pecuaristas da região amazônica, além de Sul e Sudeste do país.

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“Pelo menos desde 2006, ele tinha essa conduta. Ele aliciava trabalhadores com condições análogas à escravidão e os colocava acampados nas áreas escolhidas. O objetivo era ‘abrir’ a floresta o mais rápido possível”, afirma Daniel Azeredo, procurador da República, em entrevista àDW. “Dois ou três anos depois, com a área já pronta, ele usava os corretores para comercializarem as áreas.”

Pena de 46 anos de prisão

O esquema desviou ao menos 100 milhões de reais em sonegação de impostos e lavagem de dinheiro. Só de multas, o núcleo familiar de Castanha deve quase 50 milhões de reais ao Ibama, sem contar os autos de infração em nome dos demais membros da quadrilha.

Castanha foi preso seis meses depois do fim da Operação Castanheira, quando outras seis pessoas foram detidas. Integrante da quadrilha, Edivaldo Dalla Riva, conhecido como “Paraguaio”, também está na cadeia. Já Giovani Marcelino Pascoal, o “Giovani do Hotel Miranda”, que também teve a prisão decretada, segue foragido.

Em declaração à TV Globo, o advogado de Castanha, Alberto Vila Cabano, disse que o empresário está sendo vítima de acusações infundadas e que vai provar a inocência no decorrer do processo.

O “rei do desmatamento” será julgado pela Justiça Federal e poderá receber pena de mais de 46 anos de prisão pelos crimes dos quais é acusado, como devastação ilegal de mata, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e uso de documentos falsos.

Fonte: pragmatismopolitico.com

DW Brasil

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Homem de 29 anos é morto a golpes de faca e disparos de arma de fogo, em bar no Bairro Senador Pompeu, em Tarauacá

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Polícia Civil iniciou a investigação e tenta identificar suspeitos — Foto: Divulgação/Google Street View

Jucelino Silva de Sousa, de 29 anos, foi morto a golpes de faca e disparos de arma de fogo, em um bar localizado no Bairro Senador Pompeu, na cidade de Tarauacá. O crime ocorreu na noite de terça-feira (30), enquanto ele bebia no local.

Conforme informações da polícia, a vítima estava bebendo quando quatro pessoas encapuzadas chegaram e efetuaram os disparos e depois as facadas. Após a ação, os suspeitos fugiram e as investigações da Polícia Civil apuram a motivação do crime.

“A princípio, foram quatro cidadãos, eles estavam encapuzados. A vítima foi morta a facadas e disparos de arma de fogo. No local foram recolhidas três capsulas. A gente está ouvindo algumas testemunhas”, informou o delegado Valdinei Soares.

A esposa da vítima também estava no local e ficou ferida com um tiro na perna, foi levada ao hospital onde recebeu atendimento e ainda vai ser ouvida pelo delegado.

“Ela vai ser ouvida até semana que vem para ver se a gente tem mais alguma informação. Até agora sabemos que foram quatro suspeitos, mas não tem identificação de ninguém ainda”, disse o delegado.

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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e Emergência (Samu) foi acionado, mas ao chegar no local apenas constatou o óbito. O corpo foi levado ao hospital para fazer os exames de praxe. Com informações do G1 Acre.

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Veja o Vídeo Abaixo: Com o intuito de ajudar na manutenção do espaço do Educandário Santa Margarida, que atende crianças de zero a 12 anos de idade, o deputado Leo de Brito está destinando R$ 350 mil, por meio de emenda, à instituição. A emenda será viabilizada por meio de convênio com o Tribunal de Justiça do Estado do Acre (TJAC).

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