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Dono de agência abusava de menores aspirantes a modelo, diz polícia

Ao menos 19 meninas que aspiravam seguir carreira de modelo teriam sido estupradas ou sofrido violação sexual pelo dono da agência de modelos Órion, Osmir D’Albuquerque Lima, de 49 anos, segundo informações da Polícia Civi

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No momento da prisão ele estava com uma menor dentro da agência. Suspeito já havia sido condenado por crimes sexuais no Rio de Janeiro.

Yuri Marcel Do G1 AC

Osmir Neto Preso640x240Ao menos 19 meninas que aspiravam seguir carreira de modelo teriam sido estupradas ou sofrido violação sexual pelo dono da agência de modelos Órion, Osmir D’Albuquerque Lima, de 49 anos, segundo informações da Polícia Civil. A prisão aconteceu na tarde desta quarta-feira (3), no prédio da agência, localizado no centro da capital acreana.

Em coletiva à imprensa para apresentar o resultado da investigação, o delegado do Núcleo de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Nucria), Getúlio Teixeira, disse que o empresário utilizava a agência de modelos para ‘ludibriar meninas que tinham o sonho de ser uma modelo famosa’.

“As meninas procuravam a agência e quando ele tinha oportunidade de ficar sozinho com garotas, falava que elas deveriam tirar a roupa para verificar se  tinham estrias. Então, ele falava que tinha que passar um creme no corpo da menina e isso ia avançado, sendo que para algumas ele dizia que era preciso manter relação sexual para virar modelo. Osmir dizia que era uma coisa normal no mundo da moda a modelo ter relação sexual com seu agente”, explica.

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O delegado contou ainda que no momento da abordagem policial ao estúdio de Osmir D’Albuquerque foi encontrada uma menor desacompanhada dos pais. No local, a perícia encontrou ainda quatro camisinhas usadas.

‘Operação Glamour’

Batizada como ‘Operação Glamour’ a investigação que levou à prisão do empresário começou há aproximadamente três anos. De acordo com a Polícia Civil, foram identificadas 19 vítimas não só da capital acreana, mas também dos municípios de Acrelândia, Cruzeiro do Sul e Sena Madureira.

Entre as vítimas, pelo menos duas eram menores de 14 anos e a polícia acredita que existam outras, além das que já foram ouvidas. “O momento é oportuno para incitar os pais que deixaram suas filhas participarem de trabalhos naquela agência, e as garotas que lá foram sem conhecimento de seus pais e que podem ter sido vítimas desses crimes, para que procurem as autoridades policiais”, pede a delegada adjunta do Nucria, Elenice Frez.

Segundo a Polícia Civil, o empresário será indiciado pela prática de três crimes, estupro, estupro de vulnerável e violação sexual mediante fraude.

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Procurado pelo G1, um dos advogados de Osmir, Carlos Vinícius, disse que ainda vai analisar  o processo. “Inicialmente vamos analisar o processo, que é extenso, para tomar as medidas cabíveis”, declarou.

Empresário já havia sido condenado por crimes sexuais

Em 2003, Osmir D’Albuquerque já havia sido condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a 32 anos de prisão por aliciamento e exploração de menores. Ele ficou preso por aproximadamente sete anos e ao deixar a prisão, voltou ao Acre e se estabeleceu como colunista social, organizador de eventos, fotógrafo, cantor e agenciador de modelos.

Prisão Osmir (Foto: Dilvulgação/Polícia Civil)Peritos da Polícia Civil coletaram evidências na agência de modelos de Osmir Lima.

(Foto: Dilvulgação/Polícia Civil)

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Em Rio Branco, PF cumpre 10 mandados contra quadrilha que usava ônibus de turismo para traficar drogas

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A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (13) dez mandados de prisão e de busca e apreensão em Rio Branco, em uma operação de combate ao tráfico de drogas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Federal no Rio Grande do Norte.

Além da capital acreana, mandados também foram cumpridos nas cidades de Natal, Nísia Floresta, e Ceará-Mirim, no Rio Grande do Norte e em Pimenta Bueno, em Rondônia. Uma advogada está entre os presos.

Segundo a PF, entre os mandados cumpridos no estado do Acre, cinco são de busca e apreensão e outros cinco são de prisão.

As investigações começaram após a PF detectar uma movimentação financeira atípica de um ex-presidiário, vinculado a acreanos envolvidos em tráfico de drogas. O suspeito tentava depositar valores expressivos em uma conta no Acre.

Durante as investigações, os policiais federais descobriram que o grupo comprou um ônibus de turismo para transportar drogas para Natal, simulando serviço a turistas.

Em março de 2018, a Polícia Rodoviária Federal abordou o ônibus, no entorno da cidade de Cuiabá, no Mato Grosso, e encontrou cocaína escondida no assoalho. O motorista foi preso.

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Droga levada do Acre para o nordeste
De acordo com a Polícia Federal, após a apreensão no ônibus, o líder da ação criminosa – foragido da Justiça e natural de Mossoró – comprou um caminhão, tipo carreta, para modificar o modus operandi. O tráfico no percurso Acre – Rio Grande do Norte passou a ser feito com o caminhão, segundo a PF.

Em uma das viagens, a Polícia Federal potiguar identificou o veículo e realizou, em junho de 2018, a apreensão de 277 quilos de cocaína. Na ocasião, o motorista e o passageiro foram presos.

De acordo com a PF, as investigações apontaram ainda que uma advogada atuava orientando a organização criminosa em como realizar a manipulação e divisão dos entorpecentes. Ela teve a prisão preventiva decretada. Do G1 Acre

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