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Urgente: Aquecimento global está a beira do limite máximo e ONU alerta para “código vermelho para a humanidade”

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Órgão da ONU, publicou um novo e importante relatório sobre o aquecimento global que aponta como a temperatura do planeta está avançando mais rapidamente do que o esperado Imagem: Reprodução.

Olhar Digital – Cientistas e os maiores líderes mundiais dizem que o clima da Terra está ficando tão quente que, em cerca de uma década, as temperaturas poderão ultrapassar um nível que as autoridades vêm, há anos, tentando evitar. A afirmação faz parte de um relatório sobre o aquecimento global divulgado nesta segunda-feira (9) pela Organização das Nações Unidas (ONU), chamado de “código vermelho para a humanidade”.

“É apenas uma garantia de que vai piorar”, disse a cientista climática sênior do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos, Linda Mearns, coautora do estudo. “E não há nenhum lugar para correr, nenhum lugar para se esconder”.

IPCC prevê aquecimento global mais intenso do que o estimado na última edição do relatório

O relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que considera as mudanças climáticas claramente causadas pelo homem e “inequívocas”, faz previsões mais quentes para o século 21 do que da última vez em que foi publicado, em 2013.

Foram estimados cinco cenários para o futuro, na edição anterior, e cada um deles, com base em quanto as emissões de carbono são reduzidas, ultrapassa o mais rigoroso dos dois limites definidos no Acordo Climático de Paris de 2015.

Na ocasião, os líderes mundiais concordaram em tentar limitar o aquecimento a 1,5 graus Celsius acima dos níveis do final do século 19 (primeiro limite). O mundo já aqueceu quase 1,1 grau Celsius no último século e meio.

Em cada cenário, disse o relatório, o mundo vai ultrapassar a marca de aquecimento de 1,5 graus Celsius na década de 2030, mais cedo do que algumas previsões anteriores diziam. Segundo os dados, o aquecimento aumentou nos últimos anos.

“Nosso relatório mostra que precisamos estar preparados para entrar nesse nível de aquecimento nas próximas décadas. Mas, podemos evitar mais níveis de aquecimento agindo sobre as emissões de gases de efeito estufa”, disse a cientista do Laboratório de Ciências do Clima e Meio Ambiente da França na Universidade de Paris-Saclay, Valerie Masson-Delmotte, copresidente do relatório.

Em três cenários, o mundo provavelmente também excederá 2 graus Celsius em relação ao período pré-industrial – o outro limite estabelecido pelo Acordo de Paris – com ondas de calor muito piores, secas e chuvas que induzem inundações, “a menos que reduções profundas de dióxido de carbono e outros gases de efeito estufa ocorram nas próximas décadas”, disse o relatório.

Os cinco cenários futuros diferentes com base em quanto o mundo reduz as emissões de carbono são: um futuro com cortes de poluição incrivelmente grandes e rápidos; outro com cortes intensos de poluição, mas não tão massivos; um cenário com cortes moderados de emissões; um quarto cenário onde os planos atuais para fazer pequenas reduções de poluição continuam; e um quinto futuro possível envolvendo aumentos contínuos na poluição de carbono.

Em cinco relatórios anteriores, o mundo estava no caminho mais quente final, muitas vezes apelidado de “business as usual”. Mas, desta vez, o mundo está em algum lugar entre o caminho moderado e o cenário de pequenas reduções de poluição por causa do progresso para conter as mudanças climáticas, disse a coautora do relatório Claudia Tebaldi, cientista do Laboratório Nacional do Noroeste do Pacífico dos EUA.

De acordo com o vice-presidente do IPCC, Ko Barrett, conselheiro sênior do clima da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, o relatório diz que as mudanças recentes no clima são generalizadas, rápidas e intensificadas, sem precedentes em milhares de anos.

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O relatório de mais de 3 mil páginas, com a participação de 234 cientistas, afirma que o aquecimento global já está acelerando o aumento do nível do mar e agravando extremos, como ondas de calor, secas, inundações e tempestades. Os ciclones tropicais estão ficando mais fortes e úmidos, enquanto o gelo marinho do Ártico está diminuindo no verão e o pergelissolo derretendo.

Alguns danos do aquecimento global são irreversíveis

Nesta foto de arquivo de 17 de fevereiro deste ano, um cais flutuante que fica no leito da lagoa Suesca, em Suesca, na Colômbia. A lagoa, um destino turístico popular perto de Bogotá que não tem afluentes e depende do escoamento das chuvas, diminuiu radicalmente sua superfície de água devido a anos de secas severas na área e ao desmatamento e erosão de seus arredores. Imagem: AP Photo / Fernando Vergara

Todas essas tendências vão piorar, segundo o relatório. Por exemplo, o tipo de onda de calor que costumava acontecer apenas uma vez a cada 50 anos agora acontece uma vez a cada década, e se o mundo aquecer mais um grau Celsius, isso acontecerá duas vezes a cada sete anos.

De acordo com o estudo, à medida que o planeta aquece, os locais são mais atingidos não apenas por condições meteorológicas extremas, mas por vários desastres climáticos de uma só vez. “É como o que está acontecendo agora no oeste norte-americano, onde ondas de calor, secas e incêndios florestais agravam os danos”, explicou Mearns ao Phys.org. “O calor extremo também está causando incêndios massivos na Grécia e na Turquia”.

Alguns danos causados pelas mudanças climáticas – como a redução das camadas de gelo, o aumento do nível do mar e as mudanças nos oceanos à medida que perdem oxigênio e se tornam mais ácidos – são “irreversíveis por séculos a milênios”, disse o relatório.

“O mundo está preso entre 15 e 30 centímetros de aumento do nível do mar em meados do século”, disse o coautor do relatório Bob Kopp, da Universidade Rutgers.

“Cientistas emitiram esta mensagem por mais de três décadas, mas o mundo não ouviu”, lamenta o diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Inger Andersen.

Emissão de gases de efeito estufa são os maiores responsáveis por aquecimento global

Pássaros sobrevoam um homem tirando fotos do leito exposto do Rio Paraná Velho, afluente do Rio Paraná, durante uma seca em Rosário, na Argentina. A Bacia do Rio Paraná e seus aquíferos relacionados fornecem água potável para cerca de 40 milhões de pessoas na América do Sul e, de acordo com ambientalistas, a queda do nível do rio se deve às mudanças climáticas, diminuição das chuvas, desmatamento e descontrole da agricultura. Crédito: AP Photo / Victor Caivano

Quase todo o aquecimento global pode ser atribuído às emissões de gases que retêm o calor, como dióxido de carbono e metano. Forças naturais ou aleatoriedade simples podem explicar, no máximo, um ou dois décimos de um grau de aquecimento, segundo o relatório.

Ao chamar o relatório de “um código vermelho para a humanidade”, o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, manteve uma esperança de que os líderes mundiais ainda pudessem de alguma forma evitar 1,5 grau de aquecimento, que ele disse estar “perigosamente próximo”.

“Há também uma maneira de o mundo ficar no limite de 1,5 grau com cortes extremos e rápidos de emissões, mas mesmo assim, as temperaturas subiriam 1,5 grau Celsius em uma década e até mais, antes de voltarem a cair”, disse a coautora Maisia Rojas Corrada, diretora do Centro de Pesquisas sobre Clima e Resiliência do Chile.

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No pior dos cinco cenários do relatório, o mundo poderia estar em torno de 3,3 graus Celsius mais quente no final do século do que agora. Mas esse cenário parece cada vez mais improvável, segundo o coautor do relatório e cientista climático Zeke Hausfather, diretor de Mudança Climática do Instituto Breakthrough.

“Temos muito menos probabilidade de ter sorte e acabar com menos aquecimento do que pensávamos”, disse Hausfather. “Ao mesmo tempo, as chances de acabar em um lugar muito pior do que esperávamos se reduzirmos nossas emissões são notavelmente menores”.

Cientistas são otimistas em relação ao alcance não imediato de pontos de inflexão

O relatório afirma que desastres ultracatastróficos – comumente chamados de “pontos de inflexão”, como o colapso das camadas de gelo e a abrupta desaceleração das correntes oceânicas – são “de baixa probabilidade”, mas não podem ser descartados.

“O tão falado fechamento das correntes do oceano Atlântico, que desencadearia mudanças climáticas massivas, é algo que dificilmente acontecerá neste século”, disse Kopp.

De qualquer forma, o relatório “fornece um forte senso de urgência para fazer ainda mais”, disse Jane Lubchenco, assessora científica adjunta da Casa Branca.

Os cientistas enfatizaram o quanto reduzir os níveis de metano no ar – um gás poderoso, mas de vida curta, que atingiu níveis recordes – poderia ajudar a conter o aquecimento a curto prazo. Muito metano na atmosfera vem de vazamentos de gás natural, uma importante fonte de energia. Outro grande produtor de metano são os gados.

Mais de 100 países fizeram promessas informais de atingir emissões “líquidas zero” de dióxido de carbono causadas pelo homem em meados do século, o que será uma parte importante das negociações climáticas que ocorrem na Escócia nos próximos meses. Segundo o relatório, esses compromissos são essenciais.

“Ainda é possível evitar muitos dos impactos mais terríveis”, acredita Barrett.

Na última sexta-feira (6), intensa fumaça se espalhou pela montanha Parnitha durante um incêndio florestal na vila de Ippokratios Politia, na Grécia, a cerca de 35 km ao norte de Atenas. Incêndios florestais estavam fora de controle na Grécia e na Turquia na sexta-feira, quando uma onda de calor prolongada deixou as florestas secas, e as chamas ameaçaram áreas povoadas e instalações elétricas. Imagem: AP Photo / Lefteris Pitarakis

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Veja o Vídeo Abaixo: A gestão do prefeito Jailson Amorim e seu vice-prefeito Pr. Nilson vem desenvolvendo ao longo destes sete meses um excelente trabalho voltado para o bem star da população e visando o desenvolvimento do município. Durante o início da gestão, houve alguns problemas que o município enfrentou como por exemplo a alagação em algumas comunidades rurais o que gerou prejuízos para os moradores. Mas apesar de tantos transtornos a prefeitura de Rodrigues Alves prestou todo o apoio às famílias atingidas, inclusive levou atendimento médico a comunidades rurais.

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Terremoto de magnitude 7,5 na Amazônia peruana é sentido em cidades do Acre

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Moradores relatam que o tremor foi de forte intensidade e durou alguns minutos. Epicentro foi no Peru – Foto: Reprodução / Reuters

Moradores de pelo menos três cidades do Acre sentiram o tremor de terra causado pelo terremoto na Amazônia peruana, na manhã deste domingo (28). De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), o terremoto foi de 7,5 de magnitude.

O epicentro do tremor foi identificado a cerca de 98 quilômetros do município de Santa Maria De Nieva, na província de Condorcanqui, e a uma profundidade de 131 quilômetros.

No Acre, moradores de Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Santa Rosa do Purus relataram que sentiram o tremor que começou às 6h. O morador de Cruzeiro do Sul, João Dias, gravou um vídeo em que mostra os móveis da casa balançando.

“Olha como balança dentro de casa, ventilador balançando. É um forte tremor de terra. A estante balançando muito, olha só”, diz ao gravar as imagens.

Em Santa Rosa do Purus, município isolado do Acre, Sandra Brito conta que estava deitada quando sentiu o tremor.

“Às 6h, eu estava no quarto e percebi que estava tremendo, fiquei observando e vi que era tremor de terra. Parou, saí do quarto e vi que na cozinha também estava tremendo as panelas, já uma segunda vez”.

A professora Camila Melo está internada no Hospital de Mâncio de Lima, também no interior do estado, e contou que acordou ao sentir a cama do hospital balançar.

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“Me acordei , senti balançando e pensei que era o filho da senhora que está no mesmo quarto que eu. Aí, olhei pra ele e perguntei se estava sentindo e falou que estava balançando e falou que estava. E quando vi o soro balançando caiu a ficha. Foi coisa rápida. Depois a gente só ouviu os comentários”, relembrou.

“Terremotos como este evento, com profundidades focais entre 70 e 300 km, são comumente chamados de terremotos de “profundidade intermediária”. Terremotos de profundidade intermediária representam deformação dentro de lajes subduzidas, em vez de na interface da placa rasa entre as placas tectônicas subduzidas e superiores. Eles normalmente causam menos danos na superfície do solo acima de seus focos do que é o caso com terremotos de foco raso de magnitude semelhante, mas grandes terremotos de profundidade intermediária podem ser sentidos a uma grande distância de seus epicentros”, destaca o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).

No Peru

Imagens compartilhadas em redes sociais mostram pedaços das fachadas de edifícios e parte de casas destruídas após o forte tremor que foi sentido também na cidade equatoriana de Loja.

Em outubro, um tremor de menor magnitude mas mais próximo à superfície, também no norte peruano, chegou a ser sentido em alguns estados do Brasil.

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Localizado no Círculo de Fogo do Pacífico, região global de alta atividade sísmica gerada pelo encontro de placas tectônicas, o Peru está habituado a tremores.

A Marinha do Peru disse em um comunicado que não foi identificado risco de tsunami na costa do país por conta do forte abalo.

Tremor de terra foi registrado na Amazônia Peruana  — Foto: Reprodução/USGS

Tremor de terra foi registrado na Amazônia Peruana – Foto: Reprodução/USGS

Por Tácita Muniz, G1 Acre

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Veja o Vídeo Abaixo: Muitas são as dúvidas, e eu esclareço algumas. Quem tem direito a receber o abono pago com a sobra do recurso do Fundeb, anunciado pelo Governo do Acre? Uma grande manifestação foi realizada durante todo dia pela manhã em frente à casa civil e a tarde na sede da PGE – Procuradoria Geral do Estado.

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