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Travesti quer oportunidade e diz não à discriminação

“Eu era uma criança e já não sentia o desejo de usar as coisas de menino,

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Eu era uma criança e já não sentia o desejo de usar as coisas de menino,

Camila pediu para não ter o rosto exibido pela reportagem

Camila pediu para não ter o rosto exibido pela reportagem

A série de reportagens em “Em busca do personagem” do Portal Quinari continua nesta segunda-feira, contando a história de Camila Salles.

Camila Salles de 21 anos é um jovem homem que optou pela homossexualidade, no entanto sentia o profundo desejo de ser uma mulher e logo virou um travestir.

Quando descobriu

“Eu era uma criança e já não sentia o desejo de usar as coisas de menino, como exemplo roupas, sempre quis ser mulher”, diz Camila.

Logo a diante eu pergunto como foi à reação da família, ela diz:

“Foi difícil, meus pais são evangélicos e eles também sofrem discriminação por eu ter tido essa opção de fazer as alterações no meu corpo”.

Preocupada sobre a utilização e imagens a entrevista segue, e a mãe de Camila assiste sentada as perguntas que eram feitas a filha.

Sobre a discriminação sofrida

“Depois que eu tive que mudar meu corpo, eu não sou mais a mesma. Já vi muitas amigas morrendo, tudo pela discriminação que nós sofremos”, desabafa.

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Questionada se concluiu os estudos ela responde com outra pergunta: “Como se não posso ter uma vida normal e todo mundo me discrimina? O que eu queria mesmo era me matricular numa escola e ninguém ficar apontando o dedo e fazendo gracinhas com o meu jeito”, dispara.

O que marcou a sua vida?

Camila e o jornalista Gilberto Moura durante a entrevista

Camila e o jornalista Gilberto Moura durante a entrevista

“Várias coisas marcam a vida da gente, já vi amigas morrerem na minha frente por conta da discriminação, de intolerância. Travesti lá fora e aqui sofre o pão que o diabo amassou, por conta de vivermos dessa forma, aí as pessoas findam bagunçando, mexendo e tudo vira uma consequência mais grave” relata.

Qual é teu futuro hoje?

“Eu tenho meus planos, meus projetos, mais espaço para isso eu não tenho. Eu estudei até o terceiro ano, agora depois que eu fiz algumas mudanças tive que desistir e findei não concluindo”, desabafa.

O pedido especial

No fim da reportagem Camila foi enfática ao dizer que não deseja mudar de vida, no entanto não mudará de opção sexual e deseja apenas uma oportunidade de trabalho para seguir estudando normalmente.

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Da Redação do Portal Quinari-Gilberto Moura

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Defensoria Pública se reúne com Diretoria da Unimed em busca de melhorias no atendimento infantil

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Na tarde desta quarta-feira, 18, a Defensoria Pública do Estado do Acre (DPE/AC) se reuniu com a Diretoria da Unimed Rio Branco, para expor as reclamações recebidas dos usuários do atendimento prestado no único hospital de urgência e emergência infantil do estado do Acre, a Urgil, credenciada pela Unimed.

De acordo com o ofício enviado a DPE/AC pela Urgil, 95% do total de atendimentos do hospital são provenientes de usuários de planos de saúde, dos quais 70% são usuários da Unimed.

Na oportunidade, a Diretoria da Unimed, composta pelo presidente, Antônio Herbert Leite Militão, pelo vice-presidente, Marcus Vinicius Shoiti Yomura e pelo superintendente, Renato Correia da Silva, além do assessor jurídico Maurício Spada, mostrou-se sensível à problemática e se comprometeu a encontrar alternativas que não deixem as crianças que necessitem de atendimento de urgência e emergência em situação de total dependência da Urgil.

O encontro ainda possibilitou esclarecimentos sobre o modo de atuação da operadora de saúde e culminou com o agendamento de nova reunião para o dia 28 de junho, quando então a Unimed apresentará a DPE/AC medidas mais concretas para a melhoria dos serviços.

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Os defensores públicos Celso Araújo Rodrigues, do Núcleo da Cidadania, Rodrigo Chaves, do Subnúcleo de Superendividamento e Ações do Consumidor, a defensora pública Juliana Caobianco, do Subnúcleo de Direitos Humanos 1 (SDH1), a assistente do SDH1, Larissa Damasceno e as representantes dos usuários do plano de saúde, arquiteta Talita Gomes e a advogada Vanessa Facundes, demonstraram satisfação com os encaminhamentos da reunião, reiterando a necessidade de a Unimed adotar medidas céleres e efetivas que resguardem os direitos desses consumidores.

“Foi muito importante esse diálogo para reafirmamos a nossa preocupação e compromisso com nossos usuários, além de esclarecer que estamos procurando um caminho, uma solução”, disse o presidente da Unimed Rio Branco, Herbert Militão.

O defensor público Rodrigo Chaves, destacou que a instituição está à disposição para contribuir, ouvir e atuar de forma conjunta para dar mais celeridade ao caso.

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