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Rio Acre se aproxima dos 17 metros no município de Xapuri

Grande parte dos comerciantes locais foi obrigada a abandonar seus estabelecimentos. Metade do chamado centro histórico da cidade está alagada

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Grande parte dos comerciantes locais foi obrigada a abandonar seus estabelecimentos. Metade do chamado centro histórico da cidade está alagada

Por Raimari Cardoso

 (Foto: Raimari Cardoso)

(Foto: Raimari Cardoso)

O nível do Rio Acre continua subindo em Xapuri e atingiu nível muito próximo dos 17 metros. A Defesa Civil passou a ter dificuldades em fazer a medição da profundidade do rio em razão de a região onde ficam localizadas as réguas do Sistema de Monitoramento e Prevenção de Enchentes estar completamente inundada. A última medição das 18 horas  de terça-feira, 24, registrou 16,76 metros. Metade do chamado centro histórico da cidade está alagada e grande parte dos comerciantes locais foi obrigada a abandonar seus estabelecimentos.

Na madrugada desta quarta-feira, 25, a água terminou de invadir as praças São Gabriel e Barão do Rio Branco, em frente à igreja de São Sebastião. A estação rodoviária da cidade também foi alagada. Pela manhã, a água se aproximou do salão paroquial, obrigando a Defesa Civil a remover do local quem ali já estava abrigado da enchente. A agência dos Correios e a Secretaria Municipal de Assistência Social também suspenderam os serviços para fazer a remoção dos equipamentos.

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Os desabrigados de Xapuri estão sendo levados para 16 abrigos distribuídos por escolas, órgãos públicos e igrejas. A gravidade da situação fez, no entanto, que alguns desses abrigos fossem atingidos pela enchente, levando a Defesa Civil a voltar a atender famílias que já haviam sido removidas de suas casas.

O bairro Braga Sobrinho (Bolívia) é um dos locais mais atingidos em Xapuri, com quase a sua totalidade encoberta pelas águas. O bairro Sibéria, no lado oposto do rio, passou a sofrer os efeitos da enchente a partir desta terça-feira, com 10 casas esvaziadas às pressas. Por medida de segurança, o serviço de travessia de pessoas e veículos, feita por uma balsa do Deracre, foi suspenso, e as catraias também devem fazer o mesmo nesta quarta-feira.

O último relatório da Coordenação de Defesa Civil, divulgado por volta de meia-noite desta terça-feira, 24, indicava um total geral de 350 famílias desabrigadas e desalojadas em Xapuri. O número de pessoas atingidas pela enchente histórica somava 861. No entanto, o Corpo de Bombeiros do Acre estima que a quantidade de pessoas afetadas pela alagação já avança na casa dos milhares.

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A Defesa Civil está trabalhando com um efetivo de 93 pessoas, entre militares (bombeiros, policiais e soldados do Exército), além de voluntários civis. Esse efetivo está dividido em oito equipes, que contam com o suporte de 19 viaturas, entre caminhonetes, caminhões e caçambas, e cinco barcos a motor. A coordenação do trabalho está sendo feita pelo tenente Lenio César, do Corpo de Bombeiros Militar do Acre.

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Após uma semana, policiais penais seguem acampados em frente à Aleac e pressionam por aprovação da lei orgânica

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Lei orgânica: Entenda o impasse entre governo do Acre e policiais penais para regulamentação da categoria – Foto: Marcelo Silva

Chega a uma semana o protesto dos Policiais Penais que estão acampados em Frente a Assembleia Legislativa do Acre (Aleac). A categoria pede a aprovação da Lei Orgânica que regulamenta a Polícia Penal e se nega a tirar banco de horas, cumprindo apenas o plano operacional padrão (POP).

Laércio Morais, da diretoria da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário (Asspen), disse que ocorre uma reunião nesta terça-feira (7) com a Procuradoria do Estado e espera que a categoria tenha resposta positiva.

“Estes oito dias têm sido desgastantes, sim, para todo mundo, governo, sociedade, mas agora está tendo uma reunião para juntos entrarmos em um consenso por uma boa causa que vai assistir a todos. Isso [retirada do acampamento] depende do resultado da reunião que está tendo agora. A gente está com esperança e acreditamos no governo porque demos um voto de confiança a ele”, disse.

Os policiais têm pressionado o governo a incluir no projeto de lei enviado à Aleac a equiparação de salários com as outras forças de Segurança, a incorporação da gratificação aos salários e mudança do contrato de nível médio para superior.

A paralisação que ocorre desde o dia 30 de novembro afetou as visitas nas unidades prisionais, que chegaram a ficar suspensas desde o dia 17 de novembro e retomaram, de forma gradual, nesse domingo (5).

Sem entrar em acordo e com a radicalização do movimento, o governo, que tinha enviado a Lei Orgânica para a Aleac para aprovação dos deputados, decidiu retirar a proposta do parlamento. O G1 Acre entrou em contato com a porta-voz do governo, Mirla Miranda, e aguarda resposta sobre a negociação.

Como a situação que se arrasta há dias, o presidente da Associação dos Servidores do Sistema Penitenciário do Acre (Asspen), Eden Azevedo, disse nessa segunda-feira (6) que os presídios do estado estão “à beira do caos”, sem efetivo suficiente para realizar suas atividades de rotina.

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“A situação dos presídios no estado do Acre está complicada, ao longo de 13 anos não fizeram concurso público para carreira de policial penal. E os policiais não estão tirando o banco de horas, justamente, para que o governo venha para negociação. Como não tem banco de horas, posso falar que o presídio para, não tem como ter banho de sol, não tem como ter visitas, porque não tem efetivo suficiente para ter segurança. Então, posso dizer que o presídio hoje está à beira do caos, à beira de uma rebelião e por culpa, exclusivamente, do governo do estado.”

Na segunda, o governo informou que já concordou em enviar a Lei Orgânica com todas as reivindicações possibilitadas por lei à Assembléia Legislativa. “Mas, infelizmente, os agentes se recusam a executar o serviço extra remunerado (banco de horas), prejudicando a normalidade do sistema carcerário. Apesar disso, e equipe governamental continua aberta às negociações com o sindicato da categoria”, disse a porta-voz.

Na quarta-feira (1), a categoria foi recebida recebida em audiência pública na Aleac. Após assembleia geral, a Asspen emitiu uma nota dizendo que a categoria não aceitou a proposta sobre o enquadramento da carreira para o nível superior. A última proposta apresentada pela equipe do governo era de que ficaria assegurado o nível superior aos policiais penais que, por ventura, venham a ingressar na instituição em concursos futuros.

O que o governo diz:

Pedido do Nível superior – As convocações foram feitas para nível médio. Portanto, por impedimento imposto por lei e decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), proferida no mês de abril deste ano, com trânsito em julgado, o Estado não pode fazer tal transição, pois deixaria de fora do quadro de Policial Penal todos os ora integrantes deste;
Vencimento único – O governo se comprometeu a atender, nos mesmos termos dos subsídios que contemplam os militares estaduais. De esclarecer que, por força da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Estado não pode aumentar mais gastos com folha de pagamento.

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Lei orgânica: Entenda o impasse entre governo do Acre e policiais penais para regulamentação da categoria  — Foto: Marcelo Silva/Arquivo pessoal

Lei orgânica: Entenda o impasse entre governo do Acre e policiais penais para regulamentação da categoria – Foto: Marcelo Silva

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Veja o Vídeo Abaixo: Vereador diz que o prefeito Kiefer Cavalcante paga mais de 5 mil para dono de empresa que faz faculdade em Rio Branco – Vereador Ronaldo Reis de Feijó, gravou um vídeo onde fez graves denúncias contra a atual gestão do prefeito Kiefer Cavalcante a quem acusa de perseguição política e possível pagamentos irregulares em sua gestão. De acordo com o vereador, o prefeito demitiu a sua esposa só aconteceu depois que trouxe a tona um pagamento supostas irregularidades o que confirma a perseguição política que vem sofrendo por parte do gestor.

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